História do Mini Vôlei (I)

Mini Vôlei no Brasil e no Mundo

Fazendo parte da História do Voleibol, o mini vôlei vem se desenvolvendo pelo mundo, muito embora no Brasil não tenha tido maiores estímulos. Reapresento aos leitores uma cópia dos textos postados no início dos anos 1990 em meu antigo endereço da Internet: http://users.urbi.com.br/pimentel/mini.htm. Trata-se da primeira experiência em tornar público os Anais do 1º Simpósio Mundial de Mini Voleibol realizado na Suécia em 1975 patrocinado pela FIVB. E, de alguma forma, contribuir para a sua difusão no Brasil. Na sequência dessas três postagens trarei o relato de alguns professores renomados que lá estiveram realizando palestras.

PROJETOS (Quem faz)

  • Cursos e palestras para professores
  • Iniciação ao vôlei: princípios e métodos
  • Introdução do voleibol na escola
  • Mini vôlei
  • Festival de mini vôlei
  • A escola na praia
  • Treinamento de duplas de praia
  • Treinamento indoor 

Educação. O apoio à Educação concentra-se em ações que visem à melhoria do ensino no país, canalizadas através de quatro possíveis linhas principais:

  • Aperfeiçoamento de professores
  • Elaboração de materiais didáticos
  • Produção científica
  • Modelos alternativos de escolas

Considera-se, na análise desses projetos, a abrangência e a capacidade multiplicadora das ações propostas no universo da rede de ensino. Essas ações estarão voltadas para projetos de pesquisa ou relacionadas ao ensino de 1° e 2° graus, com evidente empenho a nível superior, mercê da atuação e pesquisas na área universitária. Num passo à frente, iniciativa conjunta com organismos internacionais objetivando estimular o intercâmbio entre pesquisadores de vários países.

Roteiro & Informações. É possível solicitar a confecção de projetos isolados na área de voleibol ou inseridos em programas especiais da sua entidade. Pedidos podem ser encaminhados ao autor em qualquer época do ano. Devem demonstrar o empenho de viabilizar o projeto mediante aporte financeiro ou, ainda, mobilização de esforços institucionais ou comunitários.

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Anais do 1º Simpósio Mundial de Mini Vôlei, Suécia, 1975.

Tema: Introdução Natural do Vôlei na Escola

1. A experiência francesa, por Raymond Cassignol.

O ritmo e suas implicações filo-psico-sócio-pedagógicas.

Filosofia: Ajudar o indivíduo a ser harmônico e satisfeito consigo mesmo.

Livre amplitude de movimentos, a respiração rítmica com o esforço muscular.

Movimento: qual movimento? Em que direção? Com qual energia? Com qual duração?

O ritmo pode ser regular, irregular, livre e variável. O ritmo deve ser obtido ou desenvolvido.

Aplicação no voleibol: O conhecimento de seus próprios limites permite impulsionar estes limites.

A melhor coisa não é comunicar sua riqueza aos outros, mas alcançá-la por si próprio.

Combinações: espaço movimento direto, movimento em curva; duração vagarosa ou rápida; energia forte ou leve; participação no trabalho dos pés; coordenação de braços e pernas e integração com a bola.

Métodos de preparação, iniciação e aperfeiçoamento do mini vôlei. No filme exibido foi mostrado um novo método para ensinar voleibol, o trumpet method. Três são as razões para se usar este método: muito atraente; quando os meninos ouvem a trombeta eles se movimentam; as crianças executarão os passes de voleibol; é recreação com música. Terão tempo para a ação e para a recreação. Esse método é interessante porque os alunos criam seus próprios movimentos. O voleibol deve ser ensinado na escola ou deve haver escolas especiais para ensinar voleibol? Ambos os sistemas são eficazes: o voleibol é um dos jogos mais educativos entre os jogos coletivos; o voleibol é apresentado como uma coisa séria, não um jogo; ele pode ser descrito como sujeito a uma espécie de escola; num clube pode-se ter mais aulas e a prática do voleibol. Os 5 estágios do método significam o aprendizado total do voleibol: 1° estágio (1×1); 2° estágio (1+1) x (1+1); 3° estágio (3×3) senso de coletividade; 4° estágio (3 + 1); 5° estágio (6×6).

Observações que o método sugere: trabalhar com diferentes materiais ao mesmo tempo; se um aluno está fraco ou atrasado no crescimento ele não é posto de lado; um mínimo de programa comum pode ser aplicado durante 3 anos; cada indivíduo deve estar consciente da sua própria importância, ainda que se encontre fora da equipe como mero observador, árbitro ou reserva; o professor deve ter uma estrutura aberta com a turma; não deve contar somente com um membro da equipe, mas com todos.

2. A experiência italiana, por Gianfranco Briani.

A idéia principal é proporcionar divertimento, ao mesmo tempo em que são dadas as instruções. Depois de serem estabelecidas as principais regras e de estudados os métodos de preparação, os aspectos fisiológicos etc., resta estabelecer a organização do mini-vôlei. Os programas podem ser diferentes de país para país, mas o que se pergunta é: Quem deve organizar o mini-vôlei? Seriam a Federação, os clubes, alguma instituição, ou as escolas? Qual a melhor solução?

A Federação italiana entendeu que o melhor caminho seria através das escolas. Por esta razão, procurou-se adaptar o mini-vôlei ao programa das escolas primárias e, assim, a escola é diretamente responsável pela introdução das suas principais características. Este caminho ocasionou problemas de ensino e, por isso, a Federação deu-lhes as seguintes escolhas: a Federação dá às escolas as regras do mini vôlei, planos de trabalho com exercícios técnicos típicos, diferentes exercícios de força, ritmo, número de repetições, dificuldade etc. Todos adaptados à idade e ao grau das crianças. Ou, então, procurar exercícios e jogos que, por tradição, são sempre incluídos nos programas das escolas e que são conhecidos pelos professores, com a finalidade de engajar todos os alunos de uma mesma classe ao mesmo tempo. Os alunos precisam continuamente de técnicas cada vez maiores. E por certo, os professores deverão acompanhar este nível de exigência. As orientações dadas aos professores das escolas originam-se de publicações, palestras, material a ser empregado etc. Mas estes são aspectos gerais e não exatamente planos para o mini vôlei. As experiências de jogos 2×2 em quadras de 3m x 3m têm tido sucesso, porquanto jogos de duplas (ou mesmo trincas) não requerem alunos extremamente treinados. O maior espaço a ser utilizado contribui para que todos pratiquem ao mesmo tempo. Além disso, as orientações fornecidas são no sentido de que haja continuidade no jogo e, para tal, a simplificação das regras deu excelentes resultados. Certamente, seria melhor ter professores especializados em mini vôlei, mas nada impede que outros professores dêem as primeiras instruções de voleibol às crianças de 9-11 anos, jogando com regras simplificadas, 2×2, 3×3 ou 4×4. Nas escolas italianas o voleibol é um dos quatro esportes obrigatórios, ao lado do atletismo, da ginástica e do basquete, os quais permitem tomar parte nos Jogos da Juventude, uma manifestação nacional que é um verdadeiro campeonato escolar, reservado para alunos da escola secundária (12-14 anos). Como informação adicional, o campeonato da Federação começa com a idade de 14 anos.

Na próxima postagem estarei convidando dois professores alemães –  Gerhard Dürrwachter e Manfred Utz – além do professor polonês, Czeslaw Wielki, que dissertaram sobre o desenvolvimento do mini vôlei em seus países. Devo dizer que todo o meu empenho em relação ao mini deveu-se em grande parte ao conhecer o trabalho do professor G. Dürrwachter e receber dele um segundo livro a respeito da Iniciação e Formação de jogadores. Infelizmente, não consegui traduzi-lo do alemão.

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9 Comments on "História do Mini Vôlei (I)"

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O mini volei é jogado numa merdinha de rede por isso eu n gosto de mini-volei é muito chato só mais fútbol em espanhol…é muito emgraçado

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Olá jovem inconformado. Certa vez realizando aula de demonstração do míni vôlei, um aluno insistia comigo que não gostava de voleibol, mas sim de futebol. No entanto, as brincadeiras durante a aula eram tantas, inclusive utilizando os pés e cabeça, que ele entrou nos jogos e não saiu mais. Esta é a primeira qualidade de um bom professor: “saber interessar os alunos na matéria que ministra”. Não importa se linguagem, matemática, história etc. Peça a ele para fazer algumas visitas ao Procrie, pois encontrará bons conselhos para animar suas aulas. Por favor, peço que evite termos chulos em nosso espaço, o que também é um excelente exercício de educação e civilidade entre as pessoas. Volte sempre, pois sua manifestação pode contribuir muito para que os professores aprendam a ensinar!

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1) Sou eu o coffee=café em inglês.sabe pq eu disse mini-volei é chato pq o meu prof de EF ele deichou nois de castigo e n vamos ter futebol.Só pq um aluno que veio dá outra escola,ficou chutando a bola de volei aii o prof castigou a sala inteira… por isso eu disse mas quando eu começei,a jogar volei eu gostava mas agora só vamos ter volei e basquete…
2) Vc é prof de educação fisíca,eu tenho 14anos ainda é eu o coffe=café em inglês.

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Olá Matheus (ou coffee), parece que acertei em cheio: a culpa é do professor! Acho que o professor tem que aprender mais e saber que no voleibol a Regra deixa os jogadores chutarem a bola, “matar no peito”, dar cabeçada e tudo mais que tem no futebol. Não pode é deixar cair no chão. Pergunte a ele se conhece o jogo FUTVOLEI, em que se pode jogar como no futebol, com uma rede igual ao do voleibol. Podem jogar de 2 a cinco alunos e sugiro que joguem com a bola de voleibol. Outra ideia é ele começar as aulas com o futebol entre todos os alunos que somente podem tocar na bola duas vezes (dois toques) como faz o time do Barcelona e a seleção da Espanha (serve como aquecimento dos músculos, circulação…). Cinco minutos depois, ele começa a aula de qualquer outro esporte. Nas aulas seguintes, ele vai variando o início.
Em que cidade e escola está você? Gostei muito de suas explicações e da aula de inglês (coffee = café).

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Sou eu de novo o Matheus ou coffee só que com outro nome; o prof. nosso se chama Ronaldo, mas não é “Fenômeno”. (…) Eu falo de Santa Catarina, Penha, Gravatá. Responde e ele sabe mini-vôlei, voleibol,
futvolei.

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Gracias, Maribel.
Aguardo seu retorno sempre.

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