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	<title>Procrie &#187; Formação Continuada</title>
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	<description>Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva</description>
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		<title>A Mulher e o Voleibol &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Como criar o seu Negócio]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol e Negócio]]></category>

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		<description><![CDATA[Os cursos inovadores de voleibol para crianças e adolescentes que produzi ao longo dos anos tiveram a aceitação de milhares de indivíduos, sendo a sua maioria (90%) composta de meninas. É claro que foram cercados de algumas circunstâncias especiais e realizados em locais previamente determinados, mas sempre com as inscrições abertas ao público indiscriminadamente. Constituíram-se em experiências enriquecedoras e certamente jamais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13676" class="wp-caption alignleft" style="width: 180px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Jaqueline-e-Pantene.jpg"><img class="size-medium wp-image-13676" title="Jaqueline e Pantene" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Jaqueline-e-Pantene-183x300.jpg" alt="" width="170" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Medalhista olímpica, Jaqueline agora é uma volleybelle da Pantene. (www.volleywood.net)</p></div>
<p>Os cursos inovadores de voleibol para crianças e adolescentes que produzi ao longo dos anos tiveram a aceitação de milhares de indivíduos, sendo a sua maioria (90%) composta de meninas. É claro que foram cercados de algumas circunstâncias especiais e realizados em locais previamente determinados, mas sempre com as inscrições abertas ao público indiscriminadamente. Constituíram-se em experiências enriquecedoras e certamente jamais realizadas no Brasil. Esses cursos inicialmente pretenderam dar visibilidade aos professores e treinadores da imensa riqueza pedagógica e metodológica de que está cercado o mini voleibol. E, incrível, ainda hoje poucos se aperceberam do rico filão que lhes caiu nos braços e não conseguem dar a importância que merecem. Estou convicto de que não há forma mais simples, barata e engenhosa do que ensinar através do mini voleibol, até mesmo por aqueles professores que não têm um passado ou estudo mais apurado no voleibol. E por que não conseguem se aperceber de tantas nuances e perspectivas de crescimento? Seria a precária formação do ensino universitário? O fato de serem aulas diferenciadas teria efeito chocante, contrário ao que foram instruídos? Ou seria o fato de temerem o desconhecido?</p>
<p><strong>O Código Cultural</strong>. No Brasil e em alguns países em que a cultura futebolística predomina facilmente se observa a sua influência a partir do nascimento das crianças. Se o casal recebe a graça de gerar um menino, um dos presentes imediatos que o pai lhe oferece é uma bola, enquanto que, se menina, a mamãe ou avó já tem adquirida a boneca. Interessante notar gestos tão simples, mas que denotam todo o arcabouço cultural de imensa população. Então, o que vem a ser esse Código? Vejam o que nos diz em seu livro o internacionalmente aclamado, antropólogo cultural e especialista em marketing, o francês Clotaire Rapaille: &#8220;O Código Cultural constitui o significado inconsciente que aplicamos a qualquer coisa &#8211; a um carro, a um tipo de comida, a um relacionamento e mesmo a um país -, por meio da cultura em que fomos criados. Esses Códigos &#8211; ou significados &#8211; que damos às coisas, também são diferentes. As razões são numerosas, mas tudo se resume aos mundos nos quais crescemos. É óbvio para todos que as culturas diferem entre si. No entanto, o que a maioria das pessoas não compreende é que tais diferenças fazem com que processemos as mesmas informações de maneiras distintas&#8221;. A noção inovadora de Rapaille é que todos nós adquirimos um sistema silencioso de Códigos à medida que crescemos em determinada cultura. Esses códigos são os que nos fazem americanos, brasileiros, franceses, ou portugueses e formatam invisivelmente a maneira como nos comportamos em nossa vida pessoal, mesmo quando desconhecemos os motivos de agirmos assim. E mais: podemos aprender a decifrar esses Códigos que dirigem nossas ações, alcançando um novo entendimento do motivo de fazermos o que fazemos. Entender os Códigos nos oferece liberdade sem precedentes nas nossas vidas. Permite que façamos negócios de forma drasticamente inovadora. E, finalmente, explica por que as pessoas são diferentes, e revela as pistas escondidas para entendermos uns aos outros.  O livro está repleto de <em>insights</em> profundos e ideias que geram resultados para as mais modernas organizações se você quer entender seus clientes e a cultura de um povo. (Warren Bennis, Professor de Negócios)</p>
<p><strong>Voleibol, um &#8220;Negócio&#8221;</strong>. Você já parou para pensar o voleibol como um negócio qualquer? Exatamente, como você faria para abrir uma academia, uma loja para vendas a varejo, adquirir uma franquia, ou até mesmo vender vinhos ou automóveis? Por que grandes empresas gastam fortunas em propaganda de papel higiênico? Essas e outras questões serão discutidas a partir das próximas postagens. Aguardem.   </p>
<p style="text-align: right;">(continua)</p>
<p style="text-align: right;"> </p>
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		<title>Futebol de Talentos?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 13:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
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		<description><![CDATA[Após o baile de bola que o Santos levou na final do Mundial Interclube, o assunto não poderia ser outro no país do futebol. Ou, pelo menos, era! Se todos os brasileiros já entendiam de futebol, atualmente está muito difícil conter as interpretações e &#8220;achismos&#8221; de técnicos, torcedores, fanáticos, entendidos, comentaristas, locutores e de gente que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13491" class="wp-caption alignleft" style="width: 284px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/MESSI-E-NEIMAR.jpg"><img class="size-medium wp-image-13491 " title="MESSI E NEYMAR" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/MESSI-E-NEIMAR-300x224.jpg" alt="" width="274" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">Rivais no Mundial de Clubes, Messi e Neymar podem atuar juntos no Barcelona. Foto: Reuters</p></div>
<p>Após o baile de bola que o Santos levou na final do Mundial Interclube, o assunto não poderia ser outro no país do futebol. Ou, pelo menos, era! Se todos os brasileiros já entendiam de futebol, atualmente está muito difícil conter as interpretações e &#8220;achismos&#8221; de técnicos, torcedores, fanáticos, entendidos, comentaristas, locutores e de gente que talvez nunca tenha chutado uma bola até mesmo numa quadra de futsal. A goleada sacudiu a nação e o sentimento de que devemos rever com profundidade os conceitos que regem nosso futebol atual. Todavia, quem deve conduzir essas rodadas de palestras? Os mesmos que aí estão há mais de meio século, os mesmos ex-jogadores que deveriam estar formando a Base das novas gerações ou os catedráticos de coisa alguma?</p>
<p>Talento e Habilidade</p>
<p>Estaria faltando talento aos nossos jogadores? Afinal, o que é talento e como se produzem atletas habilidosos? Podem-se criar talentos em outros desportos? Messi é considerado o melhor jogador de futebol do mundo já pelo segundo ano consecutivo. De onde vem o seu talento? Por que não é tão talentoso na equipe da seleção argentina?</p>
<p>É interessante também notar que a mídia no Brasil vá buscar explicações e soluções entre ex-jogadores, técnicos e comentaristas, esquecendo-se ou esquivando-se de leituras científicas que conduzem à prática de meios adequados ao que se denomina Treinamento Profundo, ou de Qualidade. O improviso na Formação já era, e com ele, as condições inadequadas de treinamento, especialmente por gente &#8211; quase sempre ex-atletas &#8211; sem formação específica na área pedagógica. Meros repetidores de um pragmatismo irrecuperável.</p>
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		<title>Formação no Barcelona</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 18:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia e Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Referência]]></category>
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		<category><![CDATA[esporte e educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Treinamento de Qualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Ensinar Voleibol ou Futebol? Como alguns indivíduos que parecem ser iguais a nós de repente se tornam talentosos? Aconteceram no Rio de Janeiro e em São Paulo, conferências sobre a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016). Uma das emissoras brasileiras de Tv entre outras noticias, reportou rapidamente sobre as Formação - a escolinha - bem sucedida do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13413" class="wp-caption alignleft" style="width: 204px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Um-contra-Um.jpg"><img class="size-medium wp-image-13413" title="Um contra Um" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Um-contra-Um-232x300.jpg" alt="" width="194" height="272" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho: Beto Pimentel.</p></div>
<p><strong>Ensinar Voleibol ou Futebol?</strong></p>
<p><em>Como alguns indivíduos que parecem ser iguais a nós de repente se tornam talentosos?</em></p>
<p>Aconteceram no Rio de Janeiro e em São Paulo, conferências sobre a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016). Uma das emissoras brasileiras de Tv entre outras noticias, reportou rapidamente sobre as Formação - a <em>escolinha</em> - bem sucedida do Barcelona na Espanha. Agora mesmo, atuando com um time reserva &#8211; todos jovens promessas &#8211; a equipe venceu por 4 x 0 seu adversário na Liga dos Campeões. Soube que ela é dirigida pelo antigo craque holandês, Johan Cruyff, que atuou em décadas passadas pelo time catalão. Vejo na internet que o holandês criou uma instituição &#8211; <em>Institute for Studies Desporto</em> &#8211; no endereço <a href="http://www.cruyffinstitute.org/">http://www.cruyffinstitute.org/</a> . Sua missão é treinar atletas, ex-atletas e profissionais de esportes: &#8220;Nossos programas permitem que os alunos combinem suas carreiras desportivas e estudos e adaptar-se a todas as situações, transformando sua paixão por esportes em sua profissão, e construir um futuro produtivo para servir o bem comum do esporte e da sociedade. Educação é o nosso foco principal em um ambiente em mudança, quer contribuir para o esporte e a educação a longo prazo. Procuramos comungar e compreender as necessidades da realidade do esporte, de pessoas e organizações&#8221;. Ali foram formados diversos atletas como Messi, Xavi, inclusive os que constituem a base da seleção espanhola de futebol, campeã mundial.</p>
<p>Antes de tomar conhecimento desses fatos, há algum tempo, busquei formatar na AABB-Rio o Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva (Procrie) no qual crianças e jovens treinariam sob esta nova metodologia sem a mínima preocupação de competições federadas. Assim estariam se exercitando no que Daniel Coyle denominou no livro <em>O código do talento </em>de Treinamento Profundo. Eu, ainda aprendiz, chamava de Treinamento de Qualidade que após a leitura e várias releituras considero a mesma coisa. Como diziam nossos avós, &#8220;fazer, mas fazer certo&#8221;, ou ainda, &#8220;treinar, treinar, treinar, mas corretamente&#8221;!  </p>
<div id="attachment_13418" class="wp-caption alignleft" style="width: 238px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ginásiopb.jpg"><img class="size-medium wp-image-13418" title="Ginásiop&amp;b" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ginásiopb-300x200.jpg" alt="" width="228" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho: Beto Pimentel.</p></div>
<p>A visão e metas do Procrie coincidem com as do <em>Instituto Cruyff</em>, uma vez que também nós estamos voltados para a Educação. O detalhe está na qualidade dos treinamentos e a não preocupação da competição federada. Esta, concebida como está, induz ao treinamento por<em> adestramento</em>, o que torna quase impossível qualquer reversão no ensino a posteriori. Os críticos, antes de conhecerem o método, já se arvoram a contestá-lo, baseado na premissa de que ao evitar a competição, o atleta não consegue desenvolver-se no controle emocional que a mesma proporciona. Esquecem-se de que há diversos meios de manipularmos tais situações e, além, se surgirem após um treinamento profundo, não terão consequências tão danosas, podendo ser superadas muito rapidamente com as condições técnicas já auferidas. É o exemplo referido no início desse texto (Barcelona, 4&#215;0). E, hoje, pouco antes da partida decisiva do campeonato mundial de futebol entre Barcelona e Santos, me faz recordar que o clube brasileiro recebeu proposta nossa há algum tempo para desenvolvermos um Centro de Referência. Não recebemos qualquer manifestação!</p>
<p>Depois de implantado o programa de voleibol para atender inicialmente 260 crianças entre 8-13 anos de idade, sempre voltado para os aspectos educacionais do indivíduo, a pretensão seria ampliar a oferta de serviços e oferecer à criançada dois outros cursos no mesmo local: desenho e um coral. Mais à frente, ampliar para leitura, oratória e outros desportos, como o basquete e handebol. Teríamos ofertas para participação de professores, mestres e demais interessados nas pesquisas e no desenvolvimento das atividades. Estágios e residências pedagógicas para acadêmicos e professores de outras partes. Este blogue estaria cobrindo e informando sobre as atividades, recolhendo e codificando as ações com auxílio de especialistas. Os dirigentes da AABB concordaram com nossa explanação e esbarramos tão somente nem um aspecto simples: apoio financeiro para dar início aos trabalhos. Assim, a parte prática ficou no papel e, enquanto isto estamos a desenvolver aspectos teóricos pelo Procrie. Neste momento, passados dois anos, lutamos para obter recursos para a efetivação dos Cursos Presenciais, como vimos anunciando em alguns textos. Estaríamos oferecendo instrução para que os jovens <em>aprendam a estudar</em>, conjugado com todo o processo. Uma hora por dia de estudos bem dirigidos é capaz de formar pessoas bem formadas. Práticas culturais oferecidas concomitantes aos ensaios desportivos permitiriam um desenvolvimento pleno e sadio. Formados neste ambiente, criam-se condições para os jovens decidirem por suas escolhas de vida mais à frente. Eis um esboço do Programa de esporte escolar, englobando a competição e os conteúdos de ensino a serem discutidos com os docentes: <strong>1</strong>) Teoria e prática: sugestões acerca da prática pedagógica; <strong>2</strong>) Princípios pedagógicos que orientam uma prática de QUALIDADE; <strong>3</strong>) Esboço de proposta escola/esporte. Vejam como é possível desenvolver um trabalho profundo a partir do texto a seguir.</p>
<p>Doyle observou que existe um padrão, uma regularidade na percepção do próprio talento por seu detentor que a torna característica do processo de aquisição de habilidade. Daí vem uma importante questão: qual a natureza desse processo capaz de gerar duas realidades tão díspares? Como esses indivíduos que parecem ser iguais a nós de repente se tornam talentosos?</p>
<p>Na sequência, o <em>conceito de chunking</em>. O que será isto?</p>
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		<title>Lições da Copa do Mundo</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2011/12/14/licoes-da-copa-do-mundo-13274</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 13:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil e Sérvia]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo no Japão]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento de defesa]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="listContainer">
<div id="attachment_13284" class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPÃO-Copa-do-Mundo-Bernardo-e-Serginho.jpg"><img class="size-medium wp-image-13284 " title="JAPÃO Copa do Mundo Bernardo e Serginho" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPÃO-Copa-do-Mundo-Bernardo-e-Serginho-300x223.jpg" alt="" width="250" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Bernardinho ironizou discussão com Serginho. Foto: Fivb/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Seleção acusa sérvios e dispara contra &#8220;união europeia&#8221; </strong>(deu no Terra)</p>
<p>&#8220;A Sérvia fez o que veio para fazer. Ela não se preocupava com o campeonato, mas sim com a quantidade de times europeus que se classificarão. Em campanha ruim na Copa do Mundo, a Sérvia teve uma de suas melhores atuações na partida contra a Seleção. Pesou o fato de seus principais jogadores terem sido poupados nas duas últimas partidas, contra Rússia e Itália, vencidas facilmente pelos adversários. A Sérvia colocou a equipe reserva em outras partidas (contra Rússia e Itália), e o objetivo deles era ganhar do Brasil. Com Rússia, Polônia e Itália classificadas para a Olimpíada, a Sérvia teria caminho facilitado na disputa do pré-olímpico europeu a ser realizado em maio de 2012. A vitória sobre o Brasil contribui ainda mais para que o continente domine a zona de classificação aos Jogos Olímpicos&#8221;.</p>
<p>Ora, vejam só, na recente Liga Mundial o Brasil atuou com uma equipe reserva contra a Bulgária para evitar o confronto com a dona da casa, a Itália. A sensação que alguns nos passam é que &#8220;só o brasileiro é malandro&#8221;. </p>
<div id="attachment_13282" class="wp-caption alignleft" style="width: 304px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Japão-Copa-do-Mujndo-BRAS-e-Servia-Bloqueio1.jpg"><img class="size-medium wp-image-13282" title="Japão Copa do Mujndo BRAS e Servia Bloqueio" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Japão-Copa-do-Mujndo-BRAS-e-Servia-Bloqueio1-300x234.jpg" alt="" width="294" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fivb/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Lições</strong></p>
<p>Sempre disse que se eu vir uma equipe jogando 3-4 vezes, sou capaz de conhecer parte de seus componentes (personalidade e técnica) e a forma como ela é treinada. Até os chamados bate-bola e aquecimento antes das partidas, ainda como jogador, ficava a observar os prováveis titulares e, especialmente, o seu levantador. É evidente que era muito pouco tempo, ainda mais que me cabia também aquecer, mas refletia já a minha preocupação em conhecer cada adversário para estudar-lhe as reações e, assim, antecipar-se a elas na medida do possível em jogo. Por isto, sempre disse aos meus atletas: &#8221;bate-bola é treino, o que fizer ali, estará fazendo no jogo&#8221;. </p>
<p>Como não tenho outra foto, vejam esta que selecionei em que o atacante sérvio realiza seu ataque desde a posição IV. Diante do bloqueio triplo brasileiro em que direção deveria atacar a bola? Se fosse ele faria na direção do bloqueador mais baixo (levantador, junto à antena), considerando ainda que na posição I (defesa direito) deve estar o mais fraco defensor adversário, isto é, o &#8220;oposto&#8221;, no caso, Vissoto, com seus 2,13m. Provavelmente, escondido atrás do bloqueio para não levar medalha. Percebam que o sérvio deixa passar a bola (atrasa o golpe) para exatamente bater em direção ao bloqueador mais baixo e, com certeza, no fundo da quadra. Alguém por ali para defender? Quem, o defesa centro? Ele teria o discernimento para se antecipar, se percebesse a intenção (atraso e direção do corpo) do atacante? Saberia ele tocar na bola após salto e com uma das mãos dirigi-la ao centro da quadra?</p>
<p><strong>Treinamento de defesa.</strong> (&#8230;) &#8220;Fizemos poucas defesas, o que não gerou contra ataque&#8230;&#8221; Tive duas breves oportunidades de assistir a treinos da seleção brasileira. Uma vez na Escola de Educação Física do Exército e outra em Saquarema. Foi muito pouco, mas nestes pequenos instantes, deu para observar detalhes que, ampliados, refletem a forma de treinar imposta pela equipe técnica. Além disso, mesmo nas vitórias, percebe-se que à exceção de um ou outro, talvez o líbero, os demais se comportam de forma  inteiramente alheia à aquisição de qualquer melhora em sua técnica individual (se é que a possuem). Como quase sempre é falado que &#8220;não há tempo para treinar&#8221;, convive-se com o que se tem e tenta se aprimorar o que já sabem: bater forte na bola ao atacar, e treinar bloqueio. Ocorre que muitas vezes se esquecem de combinar com o adversário o que vão fazer para que ele não os atrapalhe. E, aí, o fato está consumado.</p>
<p>Vimos na Liga Mundial no ano passado, um atacante não me lembro se tcheco ou alemão, na posição II, declinar do ataque forte sob bloqueio duplo brasileiro, para lançar com uma das mãos a bola na paralela, no fundo de quadra, encobrindo inclusive o líbero que estava dando cobertura ao bloqueio (por V). O defesa centro brasileiro &#8211; Dante &#8211; em pé com seus 2m de altura sobre a linha de fundo simplesmente &#8220;olhou&#8221; a bola que placidamente tocou o solo a poucos metros dele. E, se não me engano, ainda esboçou um sorriso, muito peculiar, como se pensasse: &#8220;o jogo está fácil, não vale a pena me esforçar&#8221;. Agora, nesta partida com a Sérvia, um outro repete a mesma cena, inerte, sem ação, ante uma bola que toca o solo a poucos metros. Como podem ganhar de alguém? Somente com saques violentos que quebrem o passe adversário. E a receita parece válida para a equipe feminina e, infelizmente para o Brasil inteiro, pois os súditos seguem a cartilha dos reis. Quem sabe defender, exceto o líbero, ou realizar saques táticos neste país? Vou mais além: &#8220;Quem sabe treinar defesa, sem o pressuposto do bloqueio triplo&#8221;? Em relação ao saque tático, afora as cacetadas muito bem despejadas sobre os adversários, considerem-se os muitos erros de saque, os passes na mão realizados pelos adversários, além daqueles em que nossos jogadores procuram o líbero (?) adversário para sacar neles! Deve ser brincadeira! Também num dos jogos da Liga, o técnico Bernardinho teve que tomar providência drástica quanto a este fato: no 4º set fez com que toda a equipe sacasse tipo tênis, sem saltar, o que equivale a dizer, &#8220;parem de errar saque e vamos pegar os ataques no bloqueio&#8221;, tamanha a quantidade de erros que não permitiram a continuidade do jogo brasileiro.</p>
<p>É incrível que jogadores de tamanha experiência, exímios profissionais, não compreendam e tenham consciência do que ocorre numa partida. Depois se queixam: &#8220;Não sabemos o que houve&#8230; Fizemos poucas defesas, o que não gerou contra-ataque&#8230; Não soubemos bloquear&#8230; Erramos 32 vezes&#8221;. Não lhes parece comentário de time principiante? </p>
</div>
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		<title>Procrie, Copa do Mundo no Japão</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 17:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dekassegui O Procrie vem agradando aos japoneses ou brasileiros que ali residem e buscam se atualizar e saber mais sobre os aspectos já apresentados nas suas 366 postagens ao longo dos dois últimos anos. Sempre que podemos, procuramos tirar lições de algum fato comentado na mídia, não só pela impossibilidade de estarmos ao vivo nos jogos, como pelo horário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13216" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPÃO-CIDADES-PROCRIE-2-ANOS1.jpg"><img class="size-medium wp-image-13216 " title="JAPÃO CIDADES PROCRIE 2 ANOS" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPÃO-CIDADES-PROCRIE-2-ANOS1-300x255.jpg" alt="" width="236" height="132" /></a><p class="wp-caption-text">O Procrie recebe visitas de 32 cidades do Japão. Fonte: Google Analytics.</p></div>
<p><strong>Dekassegui</strong></p>
<p>O Procrie vem agradando aos japoneses ou brasileiros que ali residem e buscam se atualizar e saber mais sobre os aspectos já apresentados nas suas 366 postagens ao longo dos dois últimos anos. Sempre que podemos, procuramos tirar lições de algum fato comentado na mídia, não só pela impossibilidade de estarmos ao vivo nos jogos, como pelo horário das transmissões televisivas no Brasil. Aos que saem de seu país natal e que emigram e se estabelecem no Japão são chamados <em>dekassegui</em>. Assim são igualmente denominados os nipo-brasileiros, nipo-peruanos e todos que emigram para aquele país, tenham ou não ascendência japonesa. Inclusive, os japoneses de Hokkaido que migram para os grandes centros a trabalho &#8211; como Tóquio e Osaka. A partir do fim dos anos 1980, ocorreu uma inversão do fluxo migratório entre o Brasil e o Japão. Os brasileiros descendentes ou cônjuges de japoneses passaram a imigrar para o Japão à procura de melhores oportunidades de trabalho. Surgiu então a comunidade dos <em>dekasseguis brasileiros </em>no Japão. (Wikipédia)   </p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/COPA-DO-MUNDO-JAPAO-2011-BRA-X-EUA-BLOQUEIO.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-13161" title="COPA DO MUNDO JAPAO 2011 BRA X EUA BLOQUEIO" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/COPA-DO-MUNDO-JAPAO-2011-BRA-X-EUA-BLOQUEIO-300x224.jpg" alt="" width="242" height="174" /></a>Após a estreia contra a fraca representação do Egito (3&#215;0), os brasileiros enfrentaram os norte-americanos conseguindo sua segunda vitória, agora por 3&#215;1. Lucão foi eleito o melhor jogador da partida realizada na cidade de Kagoshima. Para ele, a seleção brasileira realizou uma apresentação impecável, considerada a melhor do ano. Os brasileiros não contaram com Dante, que apresentou dores musculares no abdômen e continuará em tratamento. A seguir, perderam para a Itália por 2&#215;3 ( 16-25, 25-20, 25-18. 25-21, 22-20), em uma partida emocionante, depois de a Itália ter conseguido anular cinco <em>set points </em>brasileiros. Os italianos não ganhavam do Brasil desde 2003, também por 3&#215;2. O jogo foi presenciado por 5 mil espectadores.</p>
<p><strong>Atuar com fúria. </strong>O jogo seguinte, contra a poderosa equipe de gigantes da Rússia, campeã da Liga Mundial. O Brasil ganhou com surpreendentes 3&#215;0 e o jogo foi realizado na cidade de Kumamoto. O que se viu do lado brasileiro, foi muita concentração, rostos sérios e enfurecidos. Segundo o capitão Giba, o estado emocional <em>louco</em> da equipe é um meio para superar grandes times, como os russos. E deu certo!</p>
<div> </div>
<div><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPÃO-Copa-do-Mundo-Torcida-Brasileira.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-13238" title="JAPÃO Copa do Mundo Torcida Brasileira" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPÃO-Copa-do-Mundo-Torcida-Brasileira-300x224.jpg" alt="" width="232" height="150" /></a>Argentinos e cubanos, duas partidas diferentes.</strong> A partida seguinte foi contra a Argentina e a seleção brasileira não teve qualquer problema, contabilizando 3&#215;0 com parciais de 25-22, 25-20 e 25-21. O jogo foi ainda em Hamamatsu, cidade com maior número de imigrantes brasileiros, como pode ser visto pelas &#8220;amarelinhas&#8221; nas arquibancadas, com gritos, cornetas e batucadas, tudo em alto e bom som português. </div>
<div>A seguir, vieram os cubanos e a história foi outra. Cuba venceu por 3&#215;1, com parciais de 17-25, 25-22, 25-23, 20-25 e 15/12. Considere-se que a representação cubana venceu a Itália por 3&#215;1 na véspera (27). </div>
<div> </div>
<div><strong></strong> <strong></strong> </div>
<div><strong></strong> </div>
<div><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPAO-copa-do-mundo-brass-e-servia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-13269" title="JAPAO copa do mundo brass e servia" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/JAPAO-copa-do-mundo-brass-e-servia-227x300.jpg" alt="" width="173" height="184" /></a>Sérvios no caminho do Brasil.</strong> Ficou mais difícil a missão da seleção brasileira masculina de vôlei em conseguir uma das três vagas para a Olimpíada de Londres. Nesta terça-feira, no encerramento da terceira fase da Copa do Mundo do Japão, a equipe do técnico Bernardinho foi derrotada pela Sérvia por 3 sets a 1 (parciais de 27/25, 20/25, 25/20 e 25/22), e pela primeira vez no torneio deixou a quadra sem pontos. O revés em Hamamatsu deixa o Brasil na quarta colocação, atrás de Polônia, Rússia e Itália. O título, que seria o terceiro consecutivo, é missão bastante improvável. A derrota brasileira passou pela quantidade de erros. Foram 32 ao fim da partida, mais de um set. Os europeus também deram os mesmos 32 pontos à seleção, mas foi mais eficiente no geral. A Sérvia veio com a equipe completa para enfrentar o Brasil, após poupar jogadores contra Rússia e Itália. Em campanha ruim na Copa do Mundo, os sérvios tinham como missão nesta terça tirar pontos do Brasil, para que os europeus conseguissem dominar a zona de classificação a Londres. Quando mais equipes do continente já garantirem vaga via Copa do Mundo, mas fácil será a vida da Sérvia no pré-olímpico local. </div>
<div>Após a derrota para a Sérvia, uma das últimas colocadas, Murilo afirmou que não existe desculpa para a atuação &#8220;horrível&#8221; da equipe em quadra, perdemos a paciência. Fizemos poucas defesas, o que não gerou contra-ataque. A gente podia ter virado, mas no terceiro set entregamos muitos erros. Vamos esquecer esse jogo horrível e pensar pra frente&#8221;. Giba, maior pontuador brasileiro da partida, apoiou a opinião de Murilo. &#8220;Não tem como ganhar uma partida com 32 erros, sem conseguir fazer os bloqueios. A gente converteu um pouco mais de contra-ataque, mas 32 erros é horrível&#8221;. (Allan Farina, para o Terra, direto de Hamamatsu, Japão.) Fotos: Fivb/Divulgação. </div>
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<div id="listContainer"> </div>
<div style="text-align: right;">(continua&#8230;)</div>
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</div>
</div>
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		<title>Habilidade vs. Talento</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 18:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um agradecimento Não por acaso, mas este é o 365º título postado nesta excelente ferramenta &#8211; um blogue &#8211; que estamos a usufruir desde setembro/2009. Estatísticas anualizadas nos remetem nos dois últimos anos a uma média de 15 textos/mês, que parecem estar ao agrado dos quase 63 mil visitantes que consultaram pouco mais de 112 mil páginas. Como podem aquilatar nos mapas, as consultas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13147" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/MAPA-MUNDI-365.jpg"><img class="size-medium wp-image-13147" title="MAPA MUNDI 365" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/MAPA-MUNDI-365-300x172.jpg" alt="" width="236" height="117" /></a><p class="wp-caption-text">Fonte: Google Analytics</p></div>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/MAPA-MUNDI-BRASIL-365.jpg"><img class="size-medium wp-image-13148" title="MAPA MUNDI BRASIL 365" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/11/MAPA-MUNDI-BRASIL-365-300x252.jpg" alt="" width="206" height="168" /></a></p>
<p><strong>Um agradecimento</strong></p>
<p>Não por acaso, mas este é o 365º título postado nesta excelente ferramenta &#8211; um blogue &#8211; que estamos a usufruir desde setembro/2009. Estatísticas anualizadas nos remetem nos dois últimos anos a uma média de 15 textos/mês, que parecem estar ao agrado dos quase 63 mil visitantes que consultaram pouco mais de 112 mil páginas. Como podem aquilatar nos mapas, as consultas nos chegam de 96 países dos cinco continentes, sendo que o Brasil detém a primazia  com 56.629 visitas (90%), oriundas de 702 cidades. Além disso, colocamos nas nuvens o <a href="http://prezi.com/nhuhq5t7coh/procrie/">Prezi-Procrie </a>em agosto p.p., que já acumula nesta data visitas de 800 internautas, resultado estupendo que agradecemos com muito carinho tanta generosidade e partilhamento das informações.</p>
<p><strong>Ensinar Voleibol, Futebol, Futsal, existe diferença? </strong></p>
<p>Frequento um sítio – CEV – e muitas vezes me animo a conversar com os professores que ali depositam o seu saber, comentários e dúvidas. Foi assim que me imiscui em um proveitoso bate-papo com professores de futebol e futsal. Como todos sabem, em um Centro de Referência de Iniciação Esportiva são reconhecidas as técnicas para ensino do movimento, isto é, a metodologia e pedagogia são (ou deveriam) ser compatíveis a qualquer tipo de ensino, isto é, não só aos desportos. Sigam a cronologia dessa feliz experiência e no que redundou de imediato. Tentarei resumir algumas passagens para não cansá-los.</p>
<p>O tema proposto foi <em>Talento: Formar ou Detectar.</em></p>
<p><em>Proposta, por Prof. Enio Ferreira de Oliveira - </em>(&#8230;) Gostaria de propor esta discussão após ler o livro Código do Talento. Talento nós formamos ou detectamos? Acredito que o professor de Ed. Física tem uma atuação mais global; antes de detectar talentos ou mesmo formá-los, seus objetivos têm que estar focados em formar cidadãos que saibam buscar e manter com prazer, qualidade de vida e boa saúde. (&#8230;) Dentro deste contexto o profissional deve detectar talento natural, não creio em formação de talentos, creio que lapidarmos diamantes, (&#8230;) na realidade polimos aquilo que já era natural. (&#8230;) Contrariando os conceitos do livro citado, creio que talento se detecta, se descobre, para eu desenvolver habilidades não pode se confundir com lapidação de talentos.</p>
<p><em>Comentários, por Roberto Pimentel &#8211; </em>Professor Enio. Talento, nós formamos ou detectamos? Mas o que é <em>talento</em>? (&#8230;) tendo em vista que li e reli a obra de Daniel Coyle, devemos colocar para os demais colegas que possivelmente ainda não tiveram contato com o autor (a edição estaria esgotada) o conceito do que seja <em>talento</em>. No rodapé da página 21, está consignado como ele conceitua o termo: &#8220;À palavra talento muitas vezes se atribui um sentido vago e repleto de conotações igualmente imprecisas, sobretudo em se tratando de jovens &#8211; a pesquisa mostra que ser um prodígio não é um indicador confiável de sucesso duradouro. Em nome da clareza, definamos talento em sentido estrito: a posse de habilidades repetíveis que não dependem do tamanho físico&#8221;. E continua, em tom de bom humor, &#8220;que me desculpem os jóqueis e os jogadores de futebol americano encarregados de interceptar os oponentes&#8221;. Na orelha pode-se descortinar todo o resumo desse trabalho: &#8220;Todos somos vencedores e talentosos, o segredo é praticar da forma certa!&#8221; E a obra nos ensina como. O que depreendo do livro é que ele acentua e propugna uma melhor qualidade no ensino em qualquer área do conhecimento &#8211; música, teatro, esportes, ciências, letras, arte &#8211; e nos dá a oportunidade de aquilatar o que neuro cientistas descobriram e ele pode constatar em suas andanças pelo mundo, inclusive aqui no país, na área de sua atuação, o futebol e futebol de salão (ver pág.25 e seguintes, &#8221;Como o Brasil produz tantos grandes jogadores&#8221;?). Pelos seus dizeres, parece não ter entendido que a teoria do <em>Treinamento Profundo</em> por ele defendida confunde-se com as aulas com qualidade e um propósito bem definidos que levem o jovem a se desenvolver naquilo que ele próprio escolheu para si. E, como tal, é um programa que qualquer professor pode desenvolver e aplicável à vida pessoal, aos negócios etc. É como enfatizam, um estudo fascinante que amplia excelentes formas de aprendizado. Em outras palavras, uma metodologia calcada na mielina. Estarei postando (&#8230;) algumas experiências a este respeito. Devo dizer que, mesmo sem conhecer a teoria, por pura intuição, exercitei-me nos estudos &#8211; matemática, português &#8211; e no voleibol da forma que ele defende. E, sem falsa modéstia, dei-me muito bem! Recomendo àqueles que almejam qualidade em seu labor que leiam e releiam o excelente livro. Foi muito bom você ter colocado tema tão extraordinário. Ele nos leva a uma outra questão: &#8220;o que vem a ser um bom professor&#8221;?</p>
<p><em>Comentário, por Enio Ferreira de Oliveira &#8211; </em>Obrigado prof. Roberto, sua resposta é sim de uma contribuição importantíssima, eu li este livro emprestado de um amigo, tenho procurado para comprar ainda não o achei. Esta mesma discussão coloquei no meu blog e gostaria muito de sua contribuição, se for possível, temos tido lá, com vários professores, um excelente debate.</p>
<p><em>Comentário, por Roberto Pimentel no blog do prof. Enio &#8211; </em>Sinto-me um intruso, fora do meu ninho, pois nada entendo de futsal e, de cara, vejo que o blogue é só para apaixonados pela modalidade. Entretanto, como sou curioso e recebi o convite para dar uma espiadinha no debate, devo dizer-lhe que me enriqueci com o que li. Todavia, como o debate acalorado situa-se no âmbito da Psicologia Pedagógica e Metodologia, imagino que devam firmar o conceito do que seja <em>talento</em>. Alguns colegas seus já manifestaram suas opiniões e, como disse um deles, talvez estejam dando voltas em círculo, dizendo a mesma coisa, porém com conceitos diferenciados. As conversas se tornarão alongadas e, talvez improdutivas. Neste caso, aconselho-os à leitura de bons autores sobre o tema. De minha parte, longe de me considerar um <em>expert</em>, entendi que o talento é algo que pode ser incorporado diariamente às suas habilidades &#8211; naturais ou não &#8211; independentemente das características genéticas. Assim, como apregoam os defensores do treinamento profundo, um indivíduo poderá se desenvolver em qualquer área do conhecimento humano desde que receba de seu instrutor a orientação adequada, no caso, o &#8220;caminho mielínico&#8221; de que nos fala os neuro cientistas. A acreditar nisto, trata-se de o professor &#8220;saber como treinar o jovem para auxiliá-lo no seu desbravamento motor&#8221;. Considere-se, então, que haverá diferenças neste desenvolvimento entre os alunos, mercê de outros pré-requisitos a determinados fazeres. Mas, até aonde for possível, e dentro dos seus limites impostos pela natureza, ele se desenvolverá <em>plenamente</em>. Em outras palavras, necessariamente o aluno não tem que chegar ao máximo na carreira, mas <em>alcançar o seu má</em>ximo! É certamente a posição mais difícil, que requer muito conhecimento e experiência, sendo imprescindível que o mestre conheça profundamente cada um dos seus alunos. Parabéns a todos pelo nível das discussões.</p>
<p><em>Comentário, por Samuel &#8211; </em>(&#8230;) Se lermos detalhadamente, estamos andando em círculos, com conceitos diferentes, vamos marcar sim, seria uma boa estamos juntos no MSN ou no próprio Facebook. Professor Roberto Pimentel, muito obrigado por também acrescentar muito em nossa discussão e ontem em conversa com Vagner Cardoso tivemos umas coisas em comum na conversa, então assim vejo que todos nós pensamos mais ou menos igual sobre este fator <em>talento</em>, porém temos alguns conceitos que ainda são diferentes em alguns casos. Por isso foi muito bom o debate para termos a oportunidade de compartilhar os pensamentos e até mesmo de modelar melhor nossos conceitos.</p>
<p><em>Comentário, por Lucas </em>- (&#8230;) Entendo que os talentos existam em todos nós. E que pessoas que não detém um determinado dom podem sim vir a desenvolver uma grande habilidade em determinada função se a ela for ensinada de maneira correta. Acredito que os talentos de nossos jogadores são especialmente aflorados devido à forma como o futebol e futsal são vivenciados em nosso país. Crescemos jogando na rua, no recreio, com bola de plástico, de couro&#8230; O jogador brasileiro é estimulado desde muito cedo, acumulando uma gama de experiências enormes, talvez daí o nosso elevado nível técnico. Por fim, gostaria de deixar claro que acredito que todos podem ser bons em algo, com mais ou menos dificuldade. Para os gênios as coisas apenas acontecem mais naturalmente do que para nós os esforçados!</p>
<p><em>Comentário, por Roberto Pimentel, no CEV &#8211; </em>Devo informar aos participantes do debate que fiz uma visita ao blogue do prof. Enio e lá deixei impressas algumas considerações, especialmente no que se refere ao valor da obra citada, &#8220;O código do talento&#8221;. Agora, surge um comentário muito interessante do prof. Lucas: (&#8230;) Pessoas que não detém um determinado dom podem sim vir a desenvolver uma grande habilidade em determinada função se a ela for ensinada de maneira correta. Nesta acepção, quer me parecer que talento (que chamou dom) e habilidade se confundem e, então, passível de ser desenvolvido (podem vir a desenvolver&#8230;). E continua: (&#8230;) em determinada função (que poderíamos dizer para maior clareza, direção, escolha). Entendo que uma escolha do indivíduo para desenvolver uma determinada habilidade está relacionada com o seu objetivo em aprender algo, como matemática, tocar piano, jogar tênis, pintar, cantar etc. Acrescenta ainda uma condição: se for ensinada corretamente. Lembro que terminei meus comentários (ver acima) com a pergunta: &#8220;O que vem a ser um bom professor&#8221;? Posto que para ensinar corretamente, somente um professor experiente e capaz. Felizmente, temos no Brasil muitos bons professores, que irradiam saber e cultura, cativando os jovens e tornando os caminhos da educação menos tortuosos àqueles que chegam ao mercado de trabalho. Ocorre que as formas de ensinar &#8211; os métodos &#8211; podem não ser os mesmos, o que os diferencia aos olhos menos atentos. Apenas seguem caminhos diferenciados para alcançarem o mesmo objetivo. Além disso, o carisma que possam despertar no outro, a pedagogia, seus sentimentos em relação aos jovens e à profissão, ampliam essas diferenças, ainda mais quando sabemos todos que Ensinar é uma Arte. Assim, é importante que cada professor esteja convencido e sempre busque cada vez mais aprimorar-se nessa difícil arte.</p>
<p>Coyle nos propõe reexaminar o processo do treinamento que ele denomina profundo, graças às suas pesquisas, leituras, buscas, viagens pelo mundo. Suas conclusões não são verdades absolutas, mas nos impelem a pensar e a também pesquisar, uma vez que sabemos nada é definitivo em matéria de Educação. O treinamento profundo não se diferencia do treinamento superficial na percepção de quem os realiza; esta seria enganosa, ou uma <em>ilusão de competência</em>. O treinamento profundo tem como um de seus princípios a aprendizagem situada no <em>ponto ideal</em> (correto), isto é, no limite de sua capacidade, de maneira que force o indivíduo a disparar seus circuitos neurais adequados. Como criar a habilidade em alguém? O indivíduo já nasce com ela ou é passível de ser ensinada e desenvolvida?  E mais: Como ensinar a desenvolver uma habilidade específica? Finalmente: Como estabelecer o <em>ponto ideal </em>da aprendizagem? (conceitualizada por Vygotsky nos anos 1920 como zona de desenvolvimento proximal). Essas e outras questões poderão ser discutidas (no meu blogue). Estarei aguardando-os com especial carinho.</p>
<p><em>Comentário, por Enio Ferreira de Oliveira</em> (no CEV) &#8211; Professor Roberto, Muito obrigado por sua participação no meu blog, tenha certeza que nos enriqueceu muito com suas considerações. Estive lendo uns textos no site recomendado por você e pude constatar o excelente nível e com certeza passo a ser um assíduo frequentador. Uma dúvida, eu citando a fonte e o autor, é possível transcrever alguns textos no meu blog? Se isto for possível, sempre que o fizer lhe informarei. Vou recomendar a todos os amigos que verdadeiramente se interessam por crescer na profissão de educador.</p>
<p><em>Comentário, por Roberto Pimentel (no CEV) </em>- Prezados jovens, Imbuí-me de uma missão (<a href="http://www.procrie.com.br/quemfaz/">www.procrie.com.br/quemfaz/</a>) cuja ferramenta imprescindível é a web. Desde que me aposentei (1991), sempre manifestei meu desejo de conversar com novos professores sobre a Arte de Ensinar, buscando oferecer-lhes mais alternativas para suas ações. Não encontrei eco na minha cidade, Niterói, confirmando-se o aforismo <em>ninguém é profeta na sua própria terra</em>. Ocorre que, dois anos depois de lançar o Procrie na internet, ocorreu uma espetacular mudança comportamental entre os meus pares niteroienses, pois já formam um grande contingente de visitantes. Que bom! A esse respeito, vejam o texto intitulado<em> O Professor e o Missionário</em>. Passarão a entender que estou aqui para servi-los no que me for possível. É claro que tenho demasiadas limitações, mas nada me assusta quando se trata de poder contribuir com uma palavra ou mesmo o meu silêncio respeitoso diante da fala de alguém. Quero estar próximo de todos. Sintam-se à vontade para usufruírem a melhor maneira que lhes aprouver desses escritos, muitas vezes sem muita valia, mas que encerram profundo sentimento de generosidade e carinho com a missão de ensinar a outrem. Só recomendo que tenham o cuidado de aprender interpretar e criticar as ideias dispersas entre tantas linhas. Assim, para uma análise do que vimos realizando, sugiro uma viagem pelos títulos do <em>Novo Sumário</em>, com uma sinopse das postagens. Sei que é muita coisa, mas vocês podem se programar e fazer um <em>pit stop</em> para, em outro dia, recomeçar a caminhada. Ter uma visão global do Procrie é recomendável, pois terá mais confiança (ou não) no autor. É o que se deve ensinar às crianças quando tomam da prateleira um livro desconhecido: examinem o sumário e, se houver a orelha, os comentários sobre a obra e o autor.</p>
<p>De futuro, certamente gostaria de saber de que forma soam aos seus ouvidos as mensagens registradas e, mais ainda, como poderia auxiliá-los nos seus trabalhos diários e planos de vida. Assim, qualquer manifestação no site, não importa o seu teor, é enriquecedora e cativante para o autor. Sem os comentários, cria-se um vazio muito grande e às vezes, desconcertante, pois sobrevém a indagação: &#8220;Será que estou agradando&#8221;? Ou, ainda, &#8220;de que precisam os novos professores&#8221;? Vocês são o motivo de eu estar por aqui. Agradeço por me confiarem o seu reconhecimento na arte de servir ao próximo. </p>
<p>Boas leituras.</p>
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		<title>Como se Adquire Habilidade? (Parte II)</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2011/11/16/como-se-adquire-habilidade-parte-ii-12811</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 21:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
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		<description><![CDATA[Formação de bons hábitos &#8220;A prática não leva à perfeição; uma prática perfeita é que leva à perfeição.&#8221; Como nada é definitivo especialmente em matéria de Educação, cito algumas considerações de autores consagrados em torno do significado pedagógico dos exercícios e sua aplicação. O leitor atento poderá discernir e optar pelas buscas em seu processo educativo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_12868" class="wp-caption alignleft" style="width: 139px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Desenho2.jpg"><img class="size-medium wp-image-12868" title="Desenho2" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Desenho2-244x300.jpg" alt="" width="129" height="142" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho: Beto Pimentel.</p></div>
<p><strong>Formação de bons hábitos</strong></p>
<p>&#8220;A prática não leva à perfeição; uma prática <em>perfeita</em> é que leva à perfeição.&#8221;</p>
<p>Como nada é definitivo especialmente em matéria de Educação, cito algumas considerações de autores consagrados em torno do significado pedagógico dos exercícios e sua aplicação. O leitor atento poderá discernir e optar pelas buscas em seu processo educativo e o melhor caminho a seguir. Aliás, <em>caminhos,</em> uma vez que nunca é demais pesquisar e tentar. Boas leituras.</p>
<p>Desde muito tempo, ainda atuava como técnico ou atleta, preconizava que não se deveria treinar muito, mas sim com qualidade. Imaginava que realizar demasiadas vezes um mesmo movimento para criar o hábito o executor poderia incorrer em dois perigos: o desgaste nervoso pelas repetições contínuas e permanentes; e a qualidade ou excelência na prática, isto é, a cada nova tentativa ou ensaio, buscar a perfeição nos gestos. Em suma, a AUTORREGULAÇÃO.</p>
<p><strong>Treinamento reflexivo</strong>. Este tipo de treinamento, que o autor denominou treinamento <em>profundo</em>, na prática nos revela a sensação de explorar um quarto escuro e desconhecido. Começamos devagar, esbarramos na mobília, paramos, pensamos e começamos de novo. Lentamente e com certo incômodo, exploramos o espaço repetidas vezes, atentando aos erros, ampliando aos poucos a área do quarto a nosso alcance, desenhando um mapa mental do lugar até conseguirmos nos mover por lá rapida e intuitivamente. A maioria de nós faz um pouco desse treino. O instinto para ir mais devagar e dividir as habilidades em seus componentes é universal. Era o que diziam nossos pais e treinadores quando nos aconselhavam: &#8220;Um passo de cada vez&#8221;. Ocorre que os professores que adotam essa metodologia, fazem-no segundo três dimensões. Primeiro, os participantes encaram a tarefa como um todo &#8211; como um grande bloco, o megacircuito. Segundo, dividem esse bloco nos menores blocos componentes possíveis. Terceiro, brincam com o tempo, retardando a ação, para depois acelerá-la, a fim de conhecer sua <em>arquitetura interna</em>. (D. Coyle, O código do talento)</p>
<p><strong>Significado pedagógico.</strong> Ensina-nos a Psicologia que o homem é um complexo vivo de hábitos e que em seu comportamento – espécie de reações organizadas – apenas 0,001 dessas reações é determinada por alguma coisa além do hábito. Por isso o objetivo do professor é infundir no aluno hábitos que na vida possam trazer proveitos. Pode-se afirmar, então, que 99% dos nossos atos são executados de modo automático ou por hábito. Todos os nossos atos e até mesmo as falas comuns consolidaram-se em nós graças à repetição em forma tão típica que podemos vê-los quase como movimentos reflexos: para toda sorte de impressões temos uma resposta pronta, que damos automaticamente. Seria de bom alvitre não deixar de <em>considerar o significado pedagógico dos exercícios a serem propostos </em> (o grifo é meu) na formação de bons hábitos. Para a aquisição de um comportamento consciente tenha-se em mente que antes de cometer algum ato temos sempre uma reação inibida, não revelada, que antecipa o seu resultado e serve como estímulo em relação ao reflexo subsequente: “Todo ato volitivo é antecedido de certo pensamento, isto é, acho que pego um livro antes de estender a mão para ele”. O fato básico é que a noção anterior do objetivo corresponde ao resultado final. Não estaria implícito aqui todo o mistério da vontade? (David Wood, <em>Como as crianças pensam e aprendem</em>.)</p>
<p><strong>Nível de exigência.</strong> Esta atitude do professor, que podemos denominar <em>nível de exigência</em> (ou de tolerância), nada tem a ver com aspectos disciplinares, mas, ao contrário, calcada em conhecimento prático e científico. O atleta deve internalizar em sua memória o movimento completo. Por outro lado, imagine o treinador que permite e aplaude atuações não condizentes com o nível técnico desejado. Para todos os efeitos, trata-se de complacência e, talvez, insegurança no trato com <em>atletas</em>, especialmente os <em>de ponta</em>. Presenciei vários casos no Rio de Janeiro, inclusive com atletas medalhistas olímpicos de ouro.</p>
<p><strong>Exercícios-chave, educativos, transferência </strong>(<em>transfert</em>)<strong>.</strong> Aconselha-nos Jean Le Boulch o abandono das tentativas inúteis de procurar exercícios-chave com alto poder de transferência. Suas observações tenderam a mostrar que a aprendizagem adquirida relativamente a uma parte da situação não o é relativamente a esta mesma parte inserida num todo novo. Em outras palavras, &#8220;as partes reais do estímulo objetivo não são necessariamente partes reais da situação vivida pelo indivíduo&#8221;. A consequência desta opção na aprendizagem é imediata e pode ser traduzido por aquilo que expressou M. RYAN (EUA), treinador de atletismo por ocasião de um congresso mundial após uma pergunta que lhe solicitava exercícios próprios para facilitar a aprendizagem do salto com vara: &#8220;Apenas o salto com vara prepara para o salto com vara e qualquer exercício que se lhe avizinhe, quanto mais próximo, tanto mais prejudica a aprendizagem&#8221;. Esta é uma concepção a que nos associamos de bom grado, mas repõe em discussão a utilização dos chamados <em>exercícios educativos </em>que ainda precedem a aprendizagem de um gesto técnico complexo nas progressões de muitos instrutores.</p>
<p><em>Nota</em> &#8211; Atenção que se atribui muitas vezes à palavra <em>talento</em> um sentido vago e repleto de conotações igualmente imprecisas, sobretudo em se tratando de jovens. Por <em>talento</em> definamos em sentido estrito: &#8220;a posse de habilidades repetíveis que não dependem do tamanho físico&#8221;.</p>
<p>E por fim, como você procederia para criar uma FÁBRICA DE TALENTOS  com um grupo de alunos? E se este grupo fosse constituído de 40 ou 240 crianças? Que exercícios devem ser propostos? Com que significado pedagógico?</p>
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		<title>Lições do Pan-Americano</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 10:33:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Canhoto em voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Desgaste físico]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte e Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Estrutura tática]]></category>
		<category><![CDATA[Lições do Pan-americano]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13035" class="wp-caption alignleft" style="width: 254px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Pan-Americano-Valor-Negócios-Serginho.jpg"><img class="size-medium wp-image-13035 " title="Pan-Americano Valor Negócios Serginho" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Pan-Americano-Valor-Negócios-Serginho-300x224.jpg" alt="" width="244" height="195" /></a><p class="wp-caption-text">Serginho, não foi a Guadalajara, mas foi a Doha. Foto: Terra.</p></div>
<p>Do Terra recolhi excelentes reportagens e algumas lições sobre o Pan-americano que terminou neste último domingo, dia 30. </p>
<p>1 &#8211; &#8220;<strong>Pan 2011 é só para cansar</strong>&#8221;</p>
<p>O Brasil será representado por uma Seleção alternativa nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Campeão da edição de 2007 realizada no Rio de Janeiro, <em>Serginho</em> está mais preocupado com a disputa da Copa do Mundo do Japão, classificatória para Londres 2012. &#8220;Na verdade, esse Pan é só para cansar, até porque não vale vaga na Olimpíada. Não adianta você disputar e desgastar jogadores como o Murilo, que participou de todos os jogos da Seleção. Tem um significado importante ser campeão pan-americano, mas temos que garantir a vaga para a Olimpíada&#8221;.</p>
<div id="attachment_13034" class="wp-caption alignleft" style="width: 251px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Brasil-e-Bulgária-Acertos.jpg"><img class="size-medium wp-image-13034" title="Brasil e Bulgária Acertos" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Brasil-e-Bulgária-Acertos-300x228.jpg" alt="" width="241" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Reunião antes do jogo contra a Bulgária, Campeonato Mundial da Itália. Foto: Celso Paiva/Terra.</p></div>
<p><em>Comentário</em> &#8211; Há muito que o voleibol é <em>negócio</em>, isto é, trata-se de uma <em>corrida para o ouro </em>como nos velhos tempos da conquista do oeste americano. E nesta corrida vale tudo, desde a <em>entrega</em> de uma partida, até a ausência premeditada da força máxima do país, inclusive acobertada pelos dirigentes máximos dos desportos. E o incrível  é que se justifica, pois todos o fazem, isto é, a maioria das grandes potências que participam. Inclusive, alguns atletas que ficaram a treinar no Brasil foram dispensados pela direção técnica para participar dos Jogos Mundiais, em Doha. Entre eles, o próprio Sérginho, Murilo, Rodrigão e Wallace, que retornou ao México. Será que voltaram cansados de tanto esforço? Não creio que o patrocinador tenha ficado satisfeito com a 4ª colocação no torneio.</p>
<p><em>Um pouco de história -</em> Lembro-me que em 1963, ainda com 23 anos, pedi dispensa no primeiro treino da seleção brasileira que disputaria o Pan em São Paulo e no qual o Brasil foi campeão. Nunca me arrependi, pois, além de um motivo bastante plausível, tinha a certeza de protecionismo e tráfico de favores na comissão técnica exibidos no ano anterior quando dos treinamentos para o Mundial da Rússia. E, sem falsa modéstia, era considerado um dos melhores e mais técnico atleta em ação. Aliás, levou-me ao desencanto e, a partir daí, desinteressei-me pela vã e passageira vaidade de figurar na seleção do meu país. Contudo, permaneci fiel aos meus propósitos de buscar o conhecimento profundo e a excelência na atividade. Se não consegui, cheguei perto! E, melhor de tudo, sem qualquer ajuda ou favor. Entretanto, atualmente o esporte é usado como uma das ferramentas mais valiosas para a Educação dos indivíduos. Seria?</p>
<p>2 &#8211; <strong>Desgaste de uma equipe e estrutura tática</strong> </p>
<p>Em partida que começou na noite de sexta-feira e terminou apenas na madrugada deste sábado, Cuba venceu o México por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/27, 28/30, 25/15 e 17/15, e conquistou uma vaga na final. Após vencer o primeiro set, Cuba foi surpreendida pelo anfitrião dos Jogos, que venceu as duas parciais seguintes, mas teve força para se recuperar na partida e voltou a empatar no quarto, forçando o <em>tie-break</em>, no qual levou a melhor por 17 a 15. Na decisão dos Jogos Pan-Americanos, Cuba reencontrou o Brasil, adversário que a derrotou na fase de grupos, e que mais cedo, ainda na sexta-feira, havia vencido a Argentina por 3 sets a 1, parciais de 26/28, 27/25, 25/22 e 25/15, na outra semifinal. Brasil e Cuba se enfrentariam no  sábado, às 23h (de Brasília).</p>
<p><em>Comentário</em> &#8211; Antes de atuarem nas semi-finas, brasileiros e cubanos tiveram uma folga na tabela dos jogos, o que lhes garantiu um merecido descanso. Entretanto, creio que os cubanos não tiveram sorte ao enfrentarem os mexicanos. O desgaste de cinco sets e o horário não lhes permitiram uma pronta recuperação física. Quem viu o jogo pela TV deve ter percebido o estado deplorável da equipe. Lembrando que o Brasil atuou contra a Argentina em horário anterior (20h de Brasília).    </p>
<p><strong>O jovem Leon e o canhoto Hernandez</strong> &#8211; Se o maior pontuador do jogo foi o brasileiro Wallace, pelo lado cubano &#8211; não tenho os números &#8211; sem dúvida foi o canhoto Hernandez. Embora não tivesse a preocupação de seguir-lhes os passos (e ataques), tornou-se fácil verificar que a equipe joga com ele e para ele. Em segundo plano, o jovem Leon. Um outro detalhe concernente a canhotos numa equipe foi proporcionado pelos ataques de &#8220;segunda&#8221; do levantador (de nome complicado) que parecia estar atuando no sacrifício, tal o seu estado atlético e, ao que parece, sentindo muitas dores. Isto revela também que não há um substituto para ele em condições de entrar na equipe. Uma pena.</p>
<p>Taticamente, Hernandez executa somente ataques de duas posições: quando no saque, em que prefere a execução do lado esquerdo da quadra (zona V) e, independentemente das demais posições que obrigatoriamente o atleta deve assumir (rodízios), sempre na saída da rede, em (II). E com uma eficiência incrível, o que lhe confere o título de melhor atacante. O inacreditável é que, mesmo sabendo que as bolas lhe seriam levantadas, os brasileiros jamais conseguiram bloqueá-lo, tanto quando estava na rede (atacante), quanto no fundo (defesa), as <em>bolas de trás</em>. Certamente, muito menos defendê-las. Qual seria, então, a dificuldade que têm os bloqueadores brasileiros (Gustavo, um dos mais experientes do mundo) em bloquear um canhoto? E, lembrem-se, foram poucas as bolas de ataque pelo meio dos cubanos, o que permite ao bloqueador uma ligeira antecipação de se movimentar para bloqueio nas extremidades da rede.</p>
<p>Muito embora não acredite tanto quanto os comentaristas que o saque brasileiro é muito bom, devo salientar que a recepção cubana nunca foi das mais elogiosas, pelo contrário. Assim, a fadiga e a própria deficiência técnica dos jogadores em muito contribuiu para variados <em>aces</em> e muitas bolas recepcionadas fora da zona de ataque, sacrificando a distribuição ideal para o levantador. Daí as bolas de segurança para Hernandez e Leon.</p>
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		<title>Como Ensinar</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 12:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Aquisição de habilidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Como Treinar]]></category>
		<category><![CDATA[Como ver o treino]]></category>
		<category><![CDATA[Percepção extrassensorial]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não se trata de reconhecer um talento, o que quer que isso venha a ser. Nunca saí à procura de alguém que fosse talentoso. Primeiro, é preciso trabalhar os fundamentos e logo se percebe para onde caminham as coisas&#8221;. (Robert Lansdorp) Há que se destacar na aquisição de habilidades e no desenvolvimento de talentos dois aspectos. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_12993" class="wp-caption alignleft" style="width: 156px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Desenho22.jpg"><img class="size-medium wp-image-12993" title="Desenho22" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Desenho22-229x300.jpg" alt="" width="146" height="169" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho: Beto Pimentel.</p></div>
<p>&#8220;Não se trata de reconhecer um talento, o que quer que isso venha a ser. Nunca saí à procura de alguém que fosse talentoso. Primeiro, é preciso trabalhar os fundamentos e logo se percebe para onde caminham as coisas&#8221;. (Robert Lansdorp)</p>
<p>Há que se destacar na aquisição de habilidades e no desenvolvimento de talentos dois aspectos. A habilidade, como um processo celular, que se desenvolve mediante o treinamento profundo através de um processo similar à ignição de um carro; ela fornece a energia inconsciente para esse desenvolvimento. E os raros indivíduos com o impressionante dom de combinar essas forças para desenvolver o talento em outros. Em outras palavras, &#8221;como combinar estes dois elementos&#8221;?</p>
<p>Em 1970, dois especialistas em psicologia da educação, ganharam uma oportunidade de ouro: partindo do zero, elaborar e implantar um programa de leitura numa escola experimental de um bairro pobre de Honolulu. Financiado por uma fundação educacional havaiana, o projeto envolveu 120 alunos de pré-escola (4 a 6 anos de idade) à segunda série (8 anos). Dois anos após, quando a escola abriu as portas, puseram em prática as ideias pedagógicas mais avançadas da época, muitas delas referentes a estratégias do professor para aumentar o percentual de tempo que os alunos permanecem concentrados no que quer que tenham de fazer em sala de aula, aplicando-se ao máximo nas tarefas propostas. Os pesquisadores eram inovadores, dedicados e tenazes. Nem por isso tiveram êxito e, em 1974, começaram a questionar seriamente a própria metodologia. Os dois estavam na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde deram algumas aulas e tentaram compreender por que o projeto marcava passo. Uma tarde um deles teve uma ideia: fariam do melhor professor que pudessem encontrar o objeto de um estudo ultra detalhado e utilizariam os resultados dessa pesquisa para aperfeiçoar o seu projeto de ensino. O professor escolhido, que trabalhava na UCLA, foi John Wooden, treinador titular do time de basquete. O professor concordou que os dois cientistas bisbilhoteiros observassem seus treinamentos. Eles ocuparam assentos à beira da quadra para ver o mago realizar o primeiro treino da temporada. Como ex-atletas, conheciam as boas e velhas ferramentas para conduzir bem um treino: exposições ilustradas com esquemas desenhados no quadro-negro, discursos de incentivo, punições aos indolentes como correr mais voltas, elogios aos aplicados. Então o treino começou&#8230;  (do livro &#8220;O código do talento&#8221;).</p>
<p>Como ver um treino e aprender com ele? Que tipo de comentários resultam das observações e indagações realizadas?</p>
<p>Poderão ver respostas a essas perguntas talvez no tamanho de meia página de caderno. Isto é, ninguém que realiza cursos, especialmente no exterior, está alertado ou se preocupa com isto. Querem isto sim, o imediativismo tal como as crianças, nada de pensar, mas conhecer os exercícios que são executados para o desenvolvimento dos atletas. Então, o curso se resume à memorizar (filmar) o que se realiza em termos práticos, deixando de lado todo o escopo metodológico e pedagógico. Há algum tempo li comentários de um técnico estrangeiro que esteve em Saquarema (RJ), no centro de treinamento das seleções brasileiras de voleibol. A mim me pareceu um turista em viagem de recreio. Outro, um brasileiro, foi contemplado com uma viagem ao Japão para se inteirar e aperfeiçoar. Retornou ao Brasil, e pasmem, permaneceu fiel ao que fazia há anos, isto é, nada incorporou ao seu conhecimento. Um terceiro, este mais experiente, disse-me após retornar também do Japão: &#8220;Eles falam pouco, e começam a dizer algo só muito mais tarde, após testarem sua paciência e interesse em observar o que ocorre&#8221;.</p>
<p>Um segundo aspecto trata-se da divulgação do conhecimento adquirido. Como todos competem entre si através de seus respectivos clubes por que divulgar o que foi aprendido? Este pensamento prevalece mesmo quando é a entidade máxima do desporto que patrocina o curso. Inclusive, não é cobrado absolutamente nada ao viajante em seu retorno. Foi, viu e voltou! E tudo continua como estava.</p>
<p style="text-align: right;">(continua&#8230;)</p>
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		<title>Psicologia e Forma de Treinar</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2011/10/20/psicologia-e-forma-de-treinar-12880</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 19:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude e Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Forma de Treinar]]></category>
		<category><![CDATA[Lições do Pan-americano]]></category>

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		<description><![CDATA[Lições do Pan-americano Aspectos psicológicos são inerentes à condição humana e, quando estudado em nível de atuação em desportos coletivos, assume proporções bastante volumosas e, muitas vezes, imprevisíveis. Para atenuar certas alterações no comportamento dos atletas, creio que um detalhe metodológico que passa despercebido a muitos treinadores experientes é o da mielinização, isto é, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_12888" class="wp-caption alignleft" style="width: 300px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/José-Roberto-não-gostou-da-seleção-Foto1.jpg"><img class="size-medium wp-image-12888 " title="José Roberto não gostou da seleção  Foto: Luiz Pires / Vipcomm/Divulgação." src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/José-Roberto-não-gostou-da-seleção-Foto1-300x227.jpg" alt="" width="290" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Técnico Zé Roberto não gostou da atuação da equipe brasileira em vitória diante da Rep. Dominicana. Foto: Luiz Pires / Vipcomm/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Lições do Pan-americano</strong></p>
<p>Aspectos psicológicos são inerentes à condição humana e, quando estudado em nível de atuação em desportos coletivos, assume proporções bastante volumosas e, muitas vezes, imprevisíveis. Para atenuar certas alterações no comportamento dos atletas, creio que um detalhe metodológico que passa despercebido a muitos treinadores experientes é o da mielinização, isto é, o treinamento profundo, em que se persegue a excelência nos movimentos. Em suma, &#8220;errou, tente de novo; errou, volta a tentar; errou, tente mais uma vez até conseguir&#8221;. Para quem esteve atento à leitura sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal de que já tratamos neste Procrie, há de se lembrar que é uma das questões mais delicadas para um professor (ou treinador) saber qual o momento em que deve interferir nas ações de ensino de cada indivíduo. Durante os treinos &#8211; clubes ou praia &#8211; sempre procurei estar o mais próximo dos treinandos a incentivá-los nas correções, em que tentava fazê-los imaginar a forma correta do movimento, e na vontade férrea de jamais desistir de tentar: &#8220;nunca desista, você é capaz de conseguir&#8221;! Especialmente na praia, em que tinha mais tempo de contato - 4 horas &#8211; essas relações foram muito especiais e acentuadamente exitosas. Em suma, fazia com que buscassem por sua própria conta o apuramento dos movimentos a partir dos treinos e para tal, que elencassem quantas vezes erraram em qualquer situação. E mais, &#8220;por que erraram&#8221;? Destaco ainda a importância de se emprestar à escolha dos exercícios &#8211; muitos deles com aplicações individuais &#8211; e especialmente à sua execução, isto é, NÃO vale à pena permanecer horas a fio repetindo o mesmo movimento sem a necessária perfeição. E, quando atingi-la, subir um degrau no próximo objetivo. Este é o erro mais comum: treinadores enunciam o exercício e assistem passivamente sua execução.</p>
<p>Vejam a seguir a entrevista e o desabafo de um dos mais consagrados técnicos mundiais, sobre a atitude e o desempenho na quadra de suas atletas num dos jogos do torneio Pan-americano que se desenrola em Acapulco, México.  </p>
<p><strong>Jogos Pan-Americanos </strong>(deu no Terra, por Emily Canto Nunes) &#8211; A inquietação de José Roberto Guimarães desde o início do jogo e especialmente, no terceiro set, não era só nervosismo diante da República Dominicana, um adversário sempre duro do Brasil. Mesmo com triunfo por 3 sets a 0, o técnico saiu da quadra bastante irritado, dizendo que ainda não ia pensar em Cuba, mas sim na bronca que ia dar no vestiário. (&#8230;) Disse que estava triste com a atitude da equipe no final do jogo, que só conseguiu virar o placar no ponto de número 19. &#8220;Não gostei da atitude do time, não podia entrar como a gente entrou, tinha que entrar na frente abrindo o placar, cometemos erros, para mim, por falta de concentração, isso que me fez ficar bravo, me fez ficar triste com a equipe. Não podemos passar uma disputa por uma medalha de ouro assim, eu já vi vários jogos virarem por atitudes dessas. Isso me deixa muito triste, muito chateado porque não pode acontecer jamais. (<em>Lembro que ele dirigia a seleção brasileira que num jogo contra a Rússia, vencendo por diferença de 4 pontos &#8211; 14 x 10 -, conseguiu perder o jogo, inclusive a medalha de bronze</em>). O time começou a administrar o resultado favorável no terceiro set, mas cometeu erros que não estava cometendo. &#8220;Nós paramos de agredir, no bom sentido, no ataque, no bloqueio, de ficar mais ligadas na defesa. Acho que a gente jogou, mas não estávamos nos entregando no terceiro set, porque a gente administrou, e isso me deixou muito triste, isso não pode acontecer. Começa a dar certo do outro lado, ninguém segura mais, e o voleibol é cheio de pregar peças dessa maneira em vários times. Eu já sou escolado, passei por vários problemas, não quero que isso aconteça e não vou deixar, vou brigar com quem tiver que brigar para que isso não aconteça. No voleibol não se administra resultado. &#8220;Baixou a guarda, baixou a adrenalina, tudo pode acontecer, aí depois a gente fica com aquela história, ah o que será que aconteceu, por que aconteceu&#8217;. Aconteceu porque nós deixamos acontecer, nós baixamos a guarda, nós achamos que o outro time estava morto. Só que a gente esqueceu que do outro lado estava a República Dominicana, treinada por um brasileiro (Marcos Kwiek), que sabe o que está fazendo. É um time que temos que respeitar. Jogos contra elas são sempre jogos difíceis. Não é que os dois (primeiros) sets foram tranquilos. 18 e 19 são placares que não elásticos&#8221;. Disse ainda que não distingue jogos, que o primeiro do campeonato tem que ser igual ao último, que não tem isso de &#8220;final é final&#8221;. Exemplificou com a Olimpíada (2008), como o Brasil foi de &#8220;cabo a rabo&#8221;. &#8220;Poucos times fizeram mais do 18 pontos na fase de classificação na gente. Então isso é postura, acho que a postura não foi condizente, acho que temos que conversar sobre isso, a gente tinha que ter liquidado logo a fatura e ir para a casa descansar, que amanhã vai ter <em>pedreira</em>. Cuba pode ganhar e vai correr para ganhar&#8221;. O mérito da vitória e da garantia de estar na final disputada na quinta-feira mais uma vez contra Cuba, como no Pan do Rio 2007, é das jogadoras que vieram do banco e conseguiram manter o time aceso. &#8220;Eu chamo isso de competência e um pouco de sorte (sic!), das jogadoras virem do banco com fome de bola e conseguirem segurar a onda, mas se não acontece? Aí ia ser complicado. Eu prefiro me precaver, acho legal, penso de uma forma otimista, mas para mim otimismo é quando você se entrega do início ao fim. Quando acontece o que aconteceu eu não gosto, acho que não é por aí que se ganha um campeonato&#8221;.</p>
<p>&#8220;E agora Zé, como vai fazer&#8221;? Certamente que o jogo não é de <em>sorte</em> e como é um técnico vitorioso saberá como administrar esta final. Enquanto isto, independentemente se for ou não campeão (escrevo antes do jogo contra Cuba), o importante é salientar para os novos treinadores não tão competentes, a importância de &#8220;saber como treinar&#8221;, isto é, o nível de exigência deve estar sempre no máximo. Cada um a cobrar-se e às colegas, especialmente às que estão temporariamente na reserva. Incentivá-las é ético e sobretudo uma lição de humildade que torna as pessoas mais nobres, GENTE! Se chama a isto de sorte, meu caro, só posso lamentar e atirar longe meus ensinamentos.</p>
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