<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Procrie &#187; História do Voleibol</title>
	<atom:link href="http://www.procrie.com.br/category/historia-do-voleibol/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.procrie.com.br</link>
	<description>Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 17:40:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.2</generator>
		<item>
		<title>Escola Nacional de Educação Physica e Desportos &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2012/02/07/escola-nacional-de-educacao-physica-e-desportos-parte-1-13685</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2012/02/07/escola-nacional-de-educacao-physica-e-desportos-parte-1-13685#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:18:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo docente]]></category>
		<category><![CDATA[Criação da ENEFED]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Nacional de Educação Física e Desportos]]></category>
		<category><![CDATA[Inauguração da ENEFED]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=13685</guid>
		<description><![CDATA[Escola Nacional de Educação Physica e Desportos &#8211; ENEFD Notas:  1 &#8211; Buscou-se manter a grafia de época na reprodução da matéria jornalística; 2 - A Escola Nacional de Educação Física e Desportos &#8211; ENEFD  estava incorporada à Universidade do Brasil e, posteriormente com a reforma universitária de 1968, à Universidade Federal do Rio de Janeiro. A Escola [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13721" class="wp-caption alignleft" style="width: 258px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Enef-Festa-Inaugural-Pág.-Dupla-1939.jpg"><img class="size-medium wp-image-13721" title="Enef Festa Inaugural, Pág. Dupla, 1939" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2012/02/Enef-Festa-Inaugural-Pág.-Dupla-1939-300x229.jpg" alt="" width="248" height="146" /></a><p class="wp-caption-text">Festa da inauguração da ENEFD no Estádio do Fluminense F. C. Foto: jornal O Radical. </p></div>
<p><strong>Escola Nacional de Educação Physica e Desportos &#8211; ENEFD</strong></p>
<p>Notas:  1 &#8211; Buscou-se manter a grafia de época na reprodução da matéria jornalística; 2 - A Escola Nacional de Educação Física e Desportos &#8211; ENEFD  estava incorporada à Universidade do Brasil e, posteriormente com a reforma universitária de 1968, à Universidade Federal do Rio de Janeiro.</p>
<p>A Escola Nacional de Educação Physica e Desportos, criada por decreto-lei n. 1.212, do Sr. Presidente da República, em 17 de Abril do corrente anno (1939), veio preencher uma lacuna que há muito se fazia sentir. Bastante razão teve o Sr. Gustavo Capanema, Ministro da Educação, quando na exposição de motivos ao Presidente Getulio Vargas, a sua criação em que suggeria fez constar o seguinte: “A Constituição, Art. 131, estabelece que a Educação Physica é obrigatória em todas as escolas primarias, normaes e secundarias da Republica; e é obvio que, comquanto não obrigatória, esta espécie de educação é aconselhável em todos os demais estabelecimentos de ensino do paíz (escolas profissionaes e escolas superiores ou universidades). Para que se consigam taes objectivos, não basta que se façam leis e regulamentos dispondo sobre a pratica da educação physica nas escolas, nem que nestas se montem estádios, gymnasios, piscinas e outras installações próprias áquella modallidade de educação. É preciso também e, sobretudo, que existam professores, não professores quaesquer, improvisados no preparo e errados no saber, pois estes, ao invés de aprimorar a infância e a juventude, com a educação physica, com esta não raro lhes levam a deformação ou a lesão irreparável, mas ao contrario professores instruídos, possuidores da sciencia e da technica dos exercícios physicos, e capazes de os empregar como meios efficientes de melhorar a saúde e dar ao corpo solidez, agilidade e harmonia”. Como se verifica, o titular da Educação, procurava a criação de uma Escola modelar, afim de que a Educação Physica em geral, fosse apoiada por médicos, professores e technicos, capazes de contribuir com exito no sentido do aperfeiçoamento aprimorado da nossa raça. Assim, três mezes após receber essa exposição de motivos, o Presidente Getulio Vargas, que é um grande incentivador dos sports em geral, assignava o decreto da criação da Escola Nacional de Educação Physica e Desportos, designando para seu director, o Major Ignácio de Freitas Rollim, integro official do nosso Exercito, antigo praticante do sport básico e profundo conhecedor dos seus segredos.</p>
<p><strong>Nomeado Director da Escola de Educação Physica e Desportos, o major Rollim</strong></p>
<p>O corpo docente será formado pelos melhores classificados nos cursos de especialização. Para o cargo de director da Escola de Educação Physica e Desportos, recem-creada pelo Ministério da Educação, vem de ser nomeado o major Rollim. Pioneiro da educação physica no Exercito, o major Rollim muito tem contribuído para o aperfeiçoamento da raça e consequente engrandecimento do Brasil, de modo que a sua escolha foi recebida com profunda sympathia nos círculos sportivos nacionaes. Ao que nos consta, para a formação do corpo docente da nova escola serão aproveitados os professores que melhor se classificarem nos cursos recentemente realizados, de especialização e educação physica, pelo Ministério da Educação.</p>
<p><strong>Abaixo os “Pistolões” &#8211; </strong>O Major Rollim, ao arcar com as responsabilidades de director da Escola, procurou se cercar de medicos e professores que tinham cursado com exito a Escola de Educação Physica do Exercito, não se submetendo a pedidos ou “pistolões”.</p>
<p><strong>Installada a Escola &#8211; </strong>Não estando ainda a Escola devidamente apparelhada, o Major Ignácio de Freitas Rollim, conseguiu a cessão de varias salas do Instituto Nacional de Surdos-Mudos, para ali serem realizadas as aulas theoricas, e aceitou o offerecimento gentil da directoria do Fluminense F. C., que collocou a sua disposição o magnífico estádio de Laranjeiras, para que ali fossem ministradas as provas praticas.</p>
<p><strong>No Estádio Tricolor &#8211; </strong>O RADICAL que foi o primeiro jornal a noticiar as actividades da novel e já victoriosa Escola, não podia deixar de fazer uma visita ao major Ignácio de Freitas Rollim. Encontramol-o (sic) no estádio do Fluminense, onde s.s. assistia os trabalhos ministrados pelos seus dignos e competentes auxiliares.</p>
<p><strong>Gymnastica Preparatória &#8211; </strong>A primeira demonstração que assistimos foi uma aula de gymnastica preparatória que tinha a assistencia do professor Manoel Rodrigues Leite Pitanga e seu auxiliar Victor Macedo Soares. São dois grandes conhecedores da Educação Physica, sendo que Pitanga, cathedratico de sports collectivos, tem como assistente no basketball e volleyball o professor Jonas Correia da Costa. Sobre esses dirigentes de sports collectivos, pouco precisamos dizer, pois todos os que se intteressam pelas nossas actividades sportivas, conhecem de sobra a capacidade dos referidos athletas.</p>
<p><strong>Pesos e Halteres &#8211; </strong>Os ensinamentos da gymnastica de apparelhos e pesos e halteres, são ministrados por competente professor, o conhecido athleta Paulo Azeredo, que é de uma dedicação a toda prova para com os seus alumnos, que tudo fazem para corresponder á espectativa do mestre.</p>
<p><strong>Ataque e Defesa &#8211; </strong>Apesar de pouco tempo do funcionamento da Escola, podemos constatar o grau de adiantamento dos pupilos dos professores 1º tenente Fritz de Azeredo Mando e José Barreiro Barbosa (Joe Assobrab) (?). Verificamos que os futuros professores de ataque e defesa, já estão executando os golpes com bastante precisão, impressionando pela sua prestreza.</p>
<p><strong>Desporto Individual &#8211; </strong>O sport básico, como é chamado o athletismo, tem como professor o decathelta Oswaldo Gonçalves, que na sua estadia nos jogos olympicos em Berlim, poude observar os segredos necessários do praticante do athletismo. O chronista teve opportunidade de verificar que os alumnos já estão ambientados nas varias provas de pista e campo.</p>
<p><strong>Remo &#8211; </strong>As aulas de remo ainda não tiveram a sua parte pratica, porém na theoria o professor Tacarijú de Paula demonstrou os conhecimentos que tem no apreciado sport.</p>
<p><strong>Natação – </strong>Como professor de natação a Escola, póde se gabar de possuir um dos mais competentes technicos do assumpto. Queremos nos referir ao sargento Oswaldo Ferreira da Costa, que é um grande estudioso do salutar sport.</p>
<p><strong>Educação Physica – </strong>Na parte da Educação Physica em geral, a Escola Nacional tem como cathedratico o grande athleta Alfredo Colombo e a senhorita Luzia Paolielo, sendo que essa ultima é quem dirige os trabalhos de quasi cincoenta moças, desempenhando as suas funções com um êxito invulgar.</p>
<p><strong>Technicos Veteranos – </strong>Como já é do domínio publico, a partir de 1 de Janeiro de 1914 (sic, 1941), será exigido para todo professor de educação physica e technico desportivo, exercer a profissão, o diploma conferido pela Escola Nacional, tanto assim, que estão cursando a mesma vários technicos, sendo que dentre elles podemos apontar Carlos Reis (Escola Naval), José Augusto (Flamengo), Platero (Vasco), Flavio (Flamengo), Fritz (Fluminense – Athletismo), Simonides (Fluminense – Football), Cachimbáo (Fluminense – Natação), Americo Garcia (Botafogo – Remo), Euclydes Soares da Silva (Associação Christã) e Vico Taddei (Policia Especial).</p>
<p><strong>Os Professores da Escola –</strong> O corpo docente da Escola, conta com os seguintes cathedraticos: dr. Waldemar Areno (Anatomia), capitão medico dr. Amaro de Moraes (Cinesiologia), capitão medico dr. José Pio da Rocha (Cardiologia), dr. Camillo Abud (Tisiotherapia), capitão medico dr. Hermilio Ferreira (Biometria), capitão Orlando Eduardo Silva (Historia da Educação Physica), professor Alfredo Colombo (Educação Physica), professora Luzia Paolielo (Educação Physica), professor Oswaldo Gonçalves (Sports Terrestres), professor Manoel Rodrigues Leite Pitanga (Sports Collectivos), 1º tenente Fritz Azevedo Manso (Ataque e Defesa) e professora Maria Helena Palist (Gimnastica Rythmica) e os assistentes doutores Laureano Pontes Corrêa (Anatomia), Cid Braune Filho (Cinesiologia), Cesar Langgard de Oliveira, Aluízio Freire Ramos Accioly (Tisiotherapia), Antar Padilha (Biometria), dra. Maria de Lourdes Rosário de Oliveira (Biometria). </p>
<p>E também:</p>
<p>Professoras: Maria Jacy Nogueira Vaz (Educação Physica Metodologica), Odette Pereira da Silva (Educação Physica Geral), Yvette Mariz (Sports Individuaes), Lygia Maria Lessa Bastos (Sports Collectivos), Elsa Maria de Oliveira (Gymnastica Rythmica), Maria Lenk (Historia da Educação Physica), Eleonora Sólon Ribeiro (Physioterapia);</p>
<p>Professores: Victor Macedo Soares Alves (Educação Physica), Paulo Azeredo (Sports Terrestres), Jonas Correia da Costa (Sports Collectivos), José Bráulio Barbosa (Ataque e Defesa – Box), Tacarijú Thomé de Paula (Remo); sargento ajudante Alberto Latorre de Faria (Ataque e Defesa – Jiu-Jitsu), 1º sargento Feliciano Soares Mendonça (Esgrima), 3º sargento Oswaldo Ferreira da Costa (Natação).</p>
<p><strong>Verdadeiros Abnegados –</strong> Apesar da Escola já ter entrado no segundo mez das suas actividades, existem ainda vários professores que não foram nomeados, porém, os mesmos não têm esmorecido um só momento na missão que estão desempenhando, esperando que o Ministro da Educação apresse a regularização de sua situação.</p>
<p><strong>Agradecimento –</strong> O RADICAL não póde deixar de agradecer ao professor Paulo Azeredo, as informações prestadas ao seu redactor. O acatado sportman, com a gentileza que lhe é peculiar, serviu-nos de “cicerone”, colocando-nos a par de todas as aulas praticas ministradas pelos seus collegas.</p>
<p><strong>Aulas de Educação physica só com a assistência de médicos e professores diplomados</strong></p>
<p>O Sr. Abgar Renault, director geral do Departamento Nacional de Educação, acaba de determinar que a partir de 1º de julho proximo, nos estabelecimento de ensino secundario do Districto Federal, seja exigida para as aulas de educação physica a assistência effectiva de professor e de medico diplomados pelos cursos de educação physica do Ministério da Educação e Saúde e pela Escola de Educação Physica do Exercito. As aulas ao sexo feminino devem ser dadas por professoras. Os estabelecimentos que fugirem ao cumprimento dessas disposições estão sujeitos ás penalidades do artigo 57 do decreto 21.241, de 4 de abril de 1932.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Fonte: jornal <em>O Radical</em> com informações fornecidas pelo Professor Paulo Azeredo; acervo Paulo Azeredo, Pág. 36, Ano 1939.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2012/02/07/escola-nacional-de-educacao-physica-e-desportos-parte-1-13685/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sul-Americano: 60 Anos</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2011/09/24/sul-americano-60-anos-12706</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2011/09/24/sul-americano-60-anos-12706#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 12:03:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[1º Sul-americano]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Sul-americanos 60 anos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=12706</guid>
		<description><![CDATA[Campeonatos Sul-americanos, 60 anos de história.   Os Jogos Sul-americanos tiveram início há exatos 60 anos, em 1951, no Rio de Janeiro. Naquela oportunidade somente quatro equipes masculinas se fizeram representar: Brasil (sede), Uruguai, Peru e Argentina. A 29ª edição desses Jogos desenrola-se até este domingo na cidade de Cuiabá. O primeiro jogo da seleção brasileira masculina foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Campeonato-Sul-Americano-1951.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-12708" title="Campeonato Sul-Americano 1951" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Campeonato-Sul-Americano-1951-300x161.jpg" alt="" width="300" height="161" /></a><strong>Campeonatos Sul-americanos, 60 anos de história.</strong></div>
<div class="mceTemp"> </div>
<div class="mceTemp">Os Jogos Sul-americanos tiveram início há exatos 60 anos, em 1951, no Rio de Janeiro. Naquela oportunidade somente quatro equipes masculinas se fizeram representar: Brasil (sede), Uruguai, Peru e Argentina. A 29ª edição desses Jogos desenrola-se até este domingo na cidade de Cuiabá. O primeiro jogo da seleção brasileira masculina foi contra o Uruguai. Na sequência da competição, os brasileiros enfrentaram Chile, Paraguai e Colômbia, Na sexta-feira (23), o Brasil teve folga na rodada, enquanto neste sábado (24) e domingo (25), a equipe enfrentará Venezuela e Argentina. O torneio vale vaga para a Copa do Mundo, classificatória para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.</div>
<p><strong>Quando a história de um se soma a de tantos outros&#8230;</strong></p>
<p>Retorno à notícia no Terra &#8211; &#8220;Octacampeão sul-americano, Giba lembra primeira edição&#8221; -, já comentada em &#8220;Memória e História&#8221;. Aproveito ainda o jogo de palavras para acrescentar alguns outros dados históricos, não só para o Giba, mas para os internautas em geral. É lógico que a &#8220;primeira edição&#8221; (no texto) refere-se à primeira participação como atleta do Giba. Daí retroajo à primeira edição do próprio Sul-americano, em 1951, disputado entre quatro equipes (ver quadro) nas versões masculina e feminina. </p>
<p><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/DSC002061.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-237" title="DSC00206" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/DSC002061-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>I Campeonato Sul-americano</strong>. Foi realizado em 1951 no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, tendo o Brasil como campeão em ambas as categorias, masculina e feminina. Era presidente da Confederação Sul-americana de voleibol o Sr. Célio de Barros. No feminino o Brasil ganhou o troféu “Jess T. Hopkins”. A seleção brasileira masculina, tendo como técnico Paulo Azeredo era constituída basicamente de jogadores do Rio e Minas Gerais. Foram convocados os atletas: </p>
<p>Cortadores &#8211; Betinho, Lúcio, Aché (DF); Álvaro, Paulo (MG); Belo (SP)</p>
<p>Levantadores &#8211; John, Otávio, Hélio (Corrente, DF); Cecywaldo (Tite); Hélcio e Maurício (MG).</p>
<p>Pena que o Giba foi dispensado às vésperas do início do atual Sul-americano. Além dele, o técnico Bernardinho cortou Gustavo e Vissoto. Certamente quer dar oportunidade aos mais novos de atuarem e se entrosarem no processo de renovação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2011/09/24/sul-americano-60-anos-12706/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Memória e História</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2011/09/16/memoria-e-historia-2-12649</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2011/09/16/memoria-e-historia-2-12649#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 20:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Lições]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonatos Sul-Americanos]]></category>
		<category><![CDATA[Livro História do Voleibol no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Memória e história]]></category>
		<category><![CDATA[Museu do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Valor da história]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=12649</guid>
		<description><![CDATA[  Valor da História&#8230; quando a história de um se soma a de tantos outros! Uma notícia no site do Terra despertou-me a atenção para o tema à epigrafe. A reportagem tinha como título &#8220;Octacampeão sul-americano, Giba lembra primeira edição&#8221; e a foto reproduzida ao lado. Recordo-me ter estado com o Giba - foi a primeira vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"> </div>
<div id="attachment_12631" class="wp-caption alignleft" style="width: 188px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Giba-História-Sul-Americano1.jpg"><img class="size-medium wp-image-12631" title="Giba História Sul-Americano" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Giba-História-Sul-Americano1-230x300.jpg" alt="" width="178" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fivb/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Valor da História</strong>&#8230; quando a história de um se soma a de tantos outros!</p>
<p>Uma notícia no site do Terra despertou-me a atenção para o tema à epigrafe. A reportagem tinha como título &#8220;Octacampeão sul-americano, Giba lembra primeira edição&#8221; e a foto reproduzida ao lado.</p>
<p>Recordo-me ter estado com o Giba - foi a primeira vez que nos falamos &#8211; em um jantar no salão do Hotel Evereste, em Ipanema, Rio, onde estava hospedada a delegação nacional. Era véspera dos jogos contra a Polônia pela Liga Mundial deste ano. Na ocasião apresentei ao Bernardo e a ele, Giba, um dos exemplares do livro que compus, &#8221;História do Voleibol no Brasil&#8221;. De ambos colhi palavras elogiosas e de incentivo e mais não poderia esperar, uma vez que o momento não comportava análises mais detalhadas. Como se diz, &#8220;dei o meu recado&#8221; e, agora, mais gente já sabe que o voleibol no Brasil transcende 1984, 1964 e recua pelo menos até 1939, por coincidência, o ano em que nasci. Estaria eu predestinado a escrever tais histórias? Devo confessar que quando adolescente, tive brigas com as professores de História, pois não encontrava sentido prático no seu ensino.</p>
<p>Da reportagem, saliento o tópico que motivou tal crônica: &#8220;Capitão da Seleção Brasileira, o ponta Giba nem sempre teve tanta moral no time nacional. Em 1995, ele era apenas um jovem ao lado de ídolos como Marcelo Negrão, Giovane, Maurício, Tande, Carlão e Nalbert na disputa de seu primeiro Campeonato Sul-Americano. Nesta segunda-feira, aos 34 anos, ele começa a sua nona participação no torneio, em Cuiabá, já com oito títulos na bagagem. E diz ele: Ainda me lembro do primeiro, novinho, com 18 anos, jogando ao lado de grandes ídolos da geração de 92. Foi especial. Com certeza nunca vou esquecer deste Sul-americano. Lembro tudo, as pessoas, o ginásio em Porto Alegre, foi tudo muito bom&#8221;, declarou. Giba foi campeão no Rio Grande do Sul, da mesma forma como foi em 1997, na Venezuela, e a cada dois anos, na Argentina, Colômbia, Rio de Janeiro, Lages, Chile e novamente em solo colombiano. Nesse tempo todo, a forma como encaramos o Sul-Americano muda um pouco. No primeiro, lembro que era uma ansiedade enorme por estar ao lado dos meus ídolos e, com o nome já feito, depois de tantos anos, é natural que isso mude”.</p>
<div id="attachment_12644" class="wp-caption alignleft" style="width: 272px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Brasil-Polônia-Giba-e-Roberto-ajustado.jpg"><img class="size-medium wp-image-12644" title="Brasil Polônia Giba e Roberto ajustado" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Brasil-Polônia-Giba-e-Roberto-ajustado-300x218.jpg" alt="" width="262" height="176" /></a><p class="wp-caption-text">Giba e Roberto Pimentel conversam sobre a História do Voleibol.</p></div>
<p>Decorridos muitos anos, revejo minha posição ao ter concluído duas obras de caráter histórico. A primeira, editada em 2008, conta como era a &#8220;Villa Pereira Carneiro&#8221;, seus costumes e detalhes das numerosas famílias da primeira metade do século passado. Foi ali que nasci e iniciei-me em vários esportes. Narro, inclusive, meu primeiro encontro com o Bené, que já realizava treinos aos sábados numa pequena quadra improvisada. E, já agora, esta verdadeira obra em dois volumes sobre a História do Voleibol no Brasil,  com pouco mais de mil páginas, fartamente ilustrada com fotos. Arlindo Lopes Correa, que me brindou com a sua apresentação, adjetiva a obra como enciclopédica e memorialista. </p>
<p>Por que teria eu mudado o meu modo de pensar a História?  Qual a relação entre História e Memória? Possivelmente o alcance da História seja muito superior ao da Memória. Por isto, quase sempre tenhamos todos a pretensão de construir nossa própria <em>história </em>através da memória e concluirmos que é a verdadeira. Ocorre que à história de cada um acrescentam-se muitas outras, e aí vamos unindo os retalhos, os fragmentos e compondo a História. Para entender um pouco mais fui buscar subsídios no historiador italiano Carlo Ginzburg, que transcrevo a seguir, e deixo a critério de cada um se devem se aprofundar no assunto. Enquanto isto estarei tentando fazer um elo entre passado e futuro, entre o indivíduo e o seu grupo social.</p>
<p><strong>História, memória da humanidade?</strong></p>
<p>Existe uma tendência entre confundir memória com história. Todas as sociedades possuem uma forma de relação com o passado e, por sua vez, possuem suas regras e técnicas. E estas precisam ser colocadas à prova de quando em quando para que se possa sempre distinguir o verdadeiro do falso. Esta é uma conquista da qual não devemos abrir mão. Um dos desafios da história é acertar sua relação com a literatura? A relação entre ambas é muito próxima. Os historiadores também são contadores de histórias, mas tentam contar histórias verdadeiras. É a relação entre o verdadeiro e o falso.</p>
<ul>
<li>A escrita serve como suporte para a memória coletiva. O que fazer, quando a memória erra, confundindo pensamentos e gerando a contradição?</li>
<li>Na memória podem ser insinuados erros e o mesmo pode acontecer na história. É importante procurar corrigir esses erros, mas é importante também entender por que eles ocorrem. É preciso aprender a decifrar o erro e a verdade mais profunda que pode estar por trás desse erro.</li>
</ul>
<p>Em que ponto podemos dizer que uma afirmação histórica está refutada? E o que significa dizer que algo está historicamente provado? Qualquer afirmação sobre a realidade histórica – mesmo a que diz que Napoleão Bonaparte existiu – vale até que alguém prove o contrário. Se aquelas afirmações não fossem sujeitas a falsificações (em linha de princípio teórico), seriam dogmas. Como considerar hoje essa ambição de retratar os indivíduos esquecidos pela história? Hoje eu insistiria ainda mais no estudo da relação entre o indivíduo e o grupo social ao qual ele pertence; uma relação que deve ser explorada concretamente na medida em que os documentos assim o permitem. Por que história é tão aborrecida? O questionamento continua com a lembrança de uma afirmação de Henry James, datada do fim do século XIX: “Representar e ilustrar o passado, as ações do homem são tarefas tanto de historiador como do romancista; a única diferença que posso ver é totalmente favorável a esse último (à proporção, é claro, do seu êxito) e consiste na maior dificuldade que ele encontra para reunir as provas que estão longe de ser puramente literárias”.  O melhor caminho seria unir com ponderação provas e possibilidades, erudição e imaginação.</p>
<p>Animou-me o desejo de retratar os indivíduos esquecidos pela história e o seu grupo social. Nessas histórias que a própria vida me contou sobressai uma relação que deve ser explorada na medida em que os documentos e relatos assim o permitam. Parece-me que o melhor caminho seria unir com ponderação provas e possibilidades, além é claro, de imaginação. Por fim, hoje vejo que encontrei resposta à indagação: &#8220;Por que estudar História&#8221;? Esclareço que não sou escritor e muito menos historiador. Apenas conto histórias&#8230;</p>
<p>Recomendo de forma carinhosa aos internautas e, particularmente ao Giba, retribuindo a gentileza que prestou à minha neta (foto), que façam uma visita neste Procrie à Categoria de História do Voleibol - &#8220;Primeira Participação Internacional&#8221;, &#8220;Origem do Voleibol na América do Sul&#8221;, &#8220;Intercâmbio na América do Sul&#8221; &#8211;  e percebam como teve início esse intercâmbio e os campeonatos sul-americanos. Não é muito, mas foi o que pude apurar para deixar registrado na memória e na história. Tomara que a CBV leve avante o projeto de criação de um Museu do Voleibol, a exemplo de alguns outros países.</p>
<div id="attachment_12643" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Lorena-e-Giba-Maracanãzinho.jpg"><img class="size-medium wp-image-12643" title="Lorena e Giba Maracanãzinho" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Lorena-e-Giba-Maracanãzinho-300x199.jpg" alt="" width="227" height="123" /></a><p class="wp-caption-text">Giba conduz a menina nos seus primeiros passos. Brasil e Coreia, 2010. </p></div>
<p>No futuro a menina da foto, então com 4 anos de idade, haverá de se lembrar desse momento. Assim, presto uma homenagem aos novos e aos antigos atletas que construíram o voleibol brasileiro, medalhistas ou não.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2011/09/16/memoria-e-historia-2-12649/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Escola, Desporto e Governo</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2011/02/13/escola-desporto-e-governo-10289</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2011/02/13/escola-desporto-e-governo-10289#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 22:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórum]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Bingo no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CAICs]]></category>
		<category><![CDATA[Centros Integrados de Atendimento à Criança]]></category>
		<category><![CDATA[CIACs]]></category>
		<category><![CDATA[CIEPs]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento de Programas Desportivos]]></category>
		<category><![CDATA[INDESP]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maguito]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Pelé]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Piva]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério de Esporte e Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério do Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Minha Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Desportos da Presidência da República]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria Nacional de Esporte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=10289</guid>
		<description><![CDATA[Governo Collor: Ministérios da Educação e Secretaria dos Desportos.   &#8220;Os CIACs &#8211; Centros Integrados de Atendimento à Crianças, foram instituídos em 1991 pelo governo Collor como parte do “Projeto Minha Gente”, inspirados no modelo dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), do Rio de Janeiro, implantados na gestão de Leonel Brizola. O objetivo era prover [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Governo Collor</strong>: Ministérios da Educação e Secretaria dos Desportos.  </p>
<p>&#8220;Os <strong>CIACs</strong> &#8211; Centros Integrados de Atendimento à Crianças, foram instituídos em 1991 pelo governo Collor como parte do “Projeto Minha Gente”, inspirados no modelo dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), do Rio de Janeiro, implantados na gestão de Leonel Brizola. O objetivo era prover a atenção à criança e ao adolescente, envolvendo a educação fundamental em tempo integral, programas de assistência à saúde, lazer e iniciação ao trabalho, entre outros. Sofreu as mesmas críticas dos CIEPs, inclusive a do potencial de clientelismo político implícito em um projeto de construir 5 mil escolas em todo o país a um custo de dois milhões de dólares por unidade, sem que o governo federal dispusesse de meios financeiros e humanos para operá-las. Alguns educadores criticaram esse tipo de projeto (CIEPs e CAICs) dizendo que seria mais eficaz gastar-se recursos no modelo de rede escolar já existente, atendendo-se um maior número de crianças. O fim do governo Collor não significou o fim do projeto dos CIACS. Para não perder os investimentos já realizados, da ordem de um bilhão de dólares, o ministro Murílio (de Avellar) Hingel decidiu dar continuidade ao programa em outros termos, inclusive pela alteração de sua sigla, com gastos previstos de 3 bilhões de dólares para o período 1993-1995. A partir de 1992 passaram a se chamar Centros de Atenção Integral à Criança (<strong>CAICs</strong>)&#8221;.     </p>
<div>
<p><strong>Atenas ou Esparta? </strong>Recordo com alguma dificuldade que o ex-atleta de voleibol Bernard, então Secretário dos Desportos do Collor, realzou um périplo pela ilha de Fidel Castro e veio com a novidade de remanejar alunos que se destacassem nos esportes para os CAICs, fortalecendo assim o seu treinamento e possibiliddes de desenvolvimento. Lembrei-me dos bancos escolares quando minha professora de História dissertava sobre as diferenças entre as atividades destinadas às crianças nas cidades gregas de Atenas e Esparta. Na primeira, pedagogos se ocupavam em ensinar letras, artes, música e filosofia; na outra, a partir de certa idade, os filhos eram retirados de suas casas e sua educação custodiada pelo Estado. Com a diferença de que essa educação era para formar guerreiros. </p>
<p><strong>Como o Estado financiaria um programa?</strong> </p>
<div>
<div>Para isso devemos recorrer uma vez mais à História. A administração e a pratica dos desportos no Brasil durante muito tempo era tratada e vinculada ao Ministério da Educação.</div>
<p>Em<strong> 1990</strong> o Governo Collor, extinguiu a Secretaria ligada ao Ministério da Educação e criou a Secretaria de Desportos da Presidência da República, uma secretaria com <em>status</em> de Ministério, ligada diretamente ao Presidente da República, a direção desta secretaria foi assumida pelo Sr. Arthur Antunes Coimbra &#8211; Zico (março/91 a abril/91) e em seguida, pelo Sr. Bernard Rajzman &#8211; Bernard do Voley (abril/91 aoutubro/92). Com a necessidade de obter recursos financeiros para o desenvolvimento do Desporto, e sem poder criar leis de incentivo fiscal, que no final diminuiriam a receita do governo, a solução encontrada foi a criação de uma atividade que revertesse parte de sua arrecadação diretamente para o esporte.   </p>
<p><strong>Bingo no Brasil.</strong> E foi assim que surgiu a idéia do bingo, com a exploração da atividade, seria criada uma fonte de recursos para o desenvolvimento do esporte e com a vantagem dos recursos poderem ser revertidos diretamente para os clubes, que eram a base dos esportes, os formadores dos atletas. E os benefícios não paravam ai, com a criação de uma nova atividade empresarial, seriam criados também novos postos de empregos e uma grande fonte de receita fiscal para o governo, pois, além dos impostos incidentes sobre todas as atividades, ainda havia a incidência do imposto de renda retido na fonte sobre a premiação. Neste sentido, o Secretário de Esportes Sr. Arthur Antunes Coimbra (Zico), apresentou um projeto que acabou transformando-se na Lei Federal nº 8.672 de 06 de julho de 1993, instituindo a modalidade de bingo permanente, bingo eventual e similares, como fonte de recursos financeiros para aplicação no fomento do desporto. No Decreto nº 981 de 11 de novembro de 1993 ficou estabelecido que a União poderia firmar convênios com os estados, para que estes, através de suas Secretarias da Fazenda, pudessem em seu lugar credenciar as entidades desportivas e autorizar o funcionamento das casas de bingo. Após o afastamento do presidente Collor, o esporte voltou a ser vinculado ao Ministério da Educação, através da Secretaria de Desportos, tendo com secretários, Márcio Baroukel de Souza (1992 a 1994) e Marcos André da Costa Berenguer (1994 a 1995).   </p>
<p>Em<strong> 1995</strong>, o governo Fernando Henrique Cardoso, sentindo a necessidade de dar mais importância ao esporte, criou o Ministério de Estado Extraordinário do Esporte e foi nomeado como Ministro o Sr. Edson Arantes do Nascimento &#8211; Pelé (1995 a 1998), cabendo à Secretaria de Desportos do Ministério da Educação, ainda sob a direção de Marcos André da Costa Berenguer, prestar o apoio técnico e administrativo. Em março do mesmo ano, a Secretaria de Desportos do Ministério da Educação foi transformada em INDESP &#8211; Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto, este passa a ser desvinculado do MEC e fica subordinado ao Ministério Extraordinário do Esporte, e foi dirigido, na ordem cronológica, por Joaquim Ignácio Cardoso Filho (janeiro a julho/95), Asfilófio de Oliveira Filho (95 a 97), Prof. Ruthênio de Aguiar, interinamente, (97 a 98), e Luiz Felipe Cavalcante de Albuquerque (98 a 99). Com a necessidade de introduzir aprimoramentos na legislação esportiva o então Ministro Edson Arantes do Nascimento (Pelé) apresentou um projeto de uma nova legislação para tratar do esporte, que se transformou na lei federal nº 9.615 de 24 de março de <strong>1998</strong> (<strong>Lei Pelé</strong>). Nesta nova Lei a União delegava ao Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto &#8211; INDESP, ou aos Estados conveniados, a função de credenciar as entidades desportivas, autorizar as Casas de bingo e fiscalizar seu funcionamento.   </p>
<p>Em<strong> 31/12/1998</strong>, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, sentindo mais uma vez a importância do esporte para a sociedade, o governo decide retirar o titulo de “extraordinário” do Ministério Extraordinário do Esporte e através da Medida Provisória n° 1.794-8 cria o <strong>Ministério de Esporte e Turismo</strong>, nomeando como Ministro o então Deputado Federal Sr. Rafael Grecca de Macedo (1999 e 2000). O INDESP passa a ser vinculado ao novo Ministério e leva consigo, dentre outras, a atribuição de, credenciar as entidades desportivas, autorizar o funcionamento das salas de bingo e fiscalizar a atividade.   </p>
<p>Em<strong> junho de 99</strong> assume a presidência do INDESP o Prof. Manoel Gomes Tubino (junho a outubro/99), devido ao grande número de processos e a falta de estrutura da autarquia para fazer a análise dos processos de Credenciamento e Autorização, o Prof. Manoel Gomes Tubino baixa a portaria nº 07 de 01 de março de 1999 suspendendo as análises dos processos de autorização, suspensão esta que foi mantida por quase todo o período em que o INDESP estava a frente do credenciamento, autorização e fiscalização dos bingos, e somente eram analisados os processos e emitindo os certificados dos bingos que conseguiam decisões judiciais obrigando o INDESP a fazê-lo. Após várias ações no sentido de moralizar o Indesp, o Prof. Manoel Gomes Tubino pediu a sua demissão. Em seu lugar assumiu o então Deputado Sr. Augusto Carlos Garcia de Viveiros (out./1999). Devido à quase paralisação do INDESP foram surgindo denúncias que acabaram com a instauração de uma CPI e em maio de 2000 o Ministro Rafael Grecca de Macedo renunciou e foi sucedido por Carlos Carmo Melles (2000 a 2002).   </p>
<p>A Medida Provisória 1926 acabou dando origem ao Projeto de Lei de Conversão nº 7, que posteriormente transformou-se na lei nº 9981 (<strong>Lei Maguito</strong>). A Lei Maguito que transformou em lei o que previa a medida provisória nº 1926 e manteve o credenciamento no INDESP e passou para a Caixa a responsabilidade de autorizar e fiscalizar os bingos, e através de um <em>vacatio legis</em>, previa para 31 de dezembro de 2001 a revogação dos artigos 59 à 81 da lei nº 9.615 (lei Pelé), justamente os artigos que tratavam do bingo.   </p>
<p>Em<strong> 26 de outubro de 2000</strong>, o Presidente em Exercício Marco Maciel e o Ministro Carlos Melles publicam uma medida provisória nº 2.049, que em seu artigo 25, extingue o Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto &#8211; INDESP, tendo como seu ultimo presidente o Sr. Augusto Viveiros, transferindo à Caixa Econômica Federal todas as atribuições referentes ao bingo. <strong>Em outubro de 2000</strong>, é criada a <strong>Secretaria Nacional de Esporte</strong>, para substituir o INDESP e o primeiro secretário foi José Otávio Germano (dezembro/2000 a fevereiro/2001). Em seguida, foi nomeado Lars Schmidt Grael (2001 a 2002). <strong>Em 14 de novembro de 2000</strong> foi publicado o decreto federal nº 3.659, em que definia a exploração de jogos de bingo, como serviço público, e de competência da União e que será executada direta ou indiretamente pela Caixa Econômica Federal em todo território Nacional, este decreto passa para Caixa Econômica Federal todas as responsabilidades sobre os bingos.   </p>
<p>Em<strong> 16 de julho de 2001</strong> através da Lei nº 10.264, <strong>Lei Piva</strong> o bingo além do 7%, passa a reverter mais 2% de sua arrecadação para o fomento do desporto olímpico. Em<strong> março de 2002</strong>, o Ministro do Esporte e Turismo passa a ser Caio Luiz Cibella de Carvalho, (março 02 a dezembro 02), e em 11 de dezembro de 2002 ele apresenta o projeto de lei nº 7.475, que prevê a revitalização do INDESP e o bingo como fonte de receita para o esporte. Em<strong> janeiro de 2003</strong>, na Mensagem de Posse ao Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa claro a sua intenção de contar com o bingo como fonte de desenvolvimento do esporte voltado para a área social.</p>
<div>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</div>
<div>
<div><a><strong>Citação bibliográfica: </strong></a><a>MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos.&#8221;CIACs (Centros Integrados de Atendimento à Criança)&#8221; (verbete). <em>Dicionário Interativo da Educação Brasileira</em> &#8211; EducaBrasil. São Paulo: Midiamix Editora, 2002, http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=82, visitado em 29/11/2010</a>. </div>
</div>
<div><a>  </a></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2011/02/13/escola-desporto-e-governo-10289/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lesão e Superação</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/30/lesao-e-superacao-7714</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2010/11/30/lesao-e-superacao-7714#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 13:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórum]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Atletas lesionados]]></category>
		<category><![CDATA[história do voleibol no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas Médicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=7714</guid>
		<description><![CDATA[Problemas médicos Como os interesses políticos, os favorecimentos e o excesso de atividades podem influenciar e prejudicar o rendimento de um atleta em qualquer modalidade? O médico da delegação tem poder de veto? E o fisioterapeuta é o &#8220;faz-tudo&#8221;?   Histórias  1) Na primeira olimpíada em que o voleibol se fez presente foi em Tóquio, Japão, no ano de 1964. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Problemas médicos </strong></p>
<p>Como os interesses políticos, os favorecimentos e o excesso de atividades podem influenciar e prejudicar o rendimento de um atleta em qualquer modalidade? O médico da delegação tem poder de veto? E o fisioterapeuta é o &#8220;faz-tudo&#8221;?  </p>
<p><strong>Histórias</strong> </p>
<p><strong>1</strong>) Na primeira olimpíada em que o voleibol se fez presente foi em Tóquio, Japão, no ano de 1964. A delegação brasileira masculina se fez presente somente com dez atletas. Dias antes do embarque, o COB informou à CBV sobre esta decisão, alegando contenção de despesas. Nunca foi justificado até porque foi o ano da entrada no poder dos militares e o COB já tinha em suas fileiras vários generais. Aliás, todos os postos chaves do esporte, como o Conselho Nacional dos Desportos (CND). No que se refere à equipe de voleibol, era comentário geral que um dos atletas estava lesionado no joelho ainda nos treinamentos precários no Brasil. Certamente, agravado pelo emprego de exercícios hoje totalmente condenados, como o <em>canguru</em>, além de subidas e descidas de degraus de arquibancadas. Diga-se ainda que a equipe ficou reduzida a seis atletas por contusões durante os jogos.</p>
<p><strong>2</strong>) Em 1984, na Olimpíada de Los Angeles, mais uma vez a delegação estava composta com pelo menos dois atletas sem condições ideais para a competição antes de embarcarem e, ainda assim, viajaram. Até então, a seleção era um grupo fechadíssimo em torno de seu treinador que detinha todo o poder. E sabíamos todos que dos 12, somente dez tinham condições de atuar na equipe.  </p>
<p><strong>3</strong>) Há muitos anos, em conversa com um dos supervisores da CBV, ele comentava que um dos problemas com o estado físico dos atletas residia na má execução das atividades nos próprios clubes, ou até mesmo, na sua ausência. Quando convocados, tinham que passar por um período de reavaliação e tratamento. Interessante, que anos depois, inclusive com melhor aparato de equipamentos e equipe médica adequada, alguns problemas surgiram na seleção, como o caso de Schanke (?), que saiu de quadra em um jogo pela seleção direto para a mesa de cirurgia de um hospital, com problemas de circulação na mão.  </p>
<p><strong>4</strong>) Dois anos após a conquista olímpica de 1992 houve um êxodo dos atletas atraídos pelo milionário voleibol italiano. Não durou muito e após a temporada italiana, creio que ainda em 94, Nuzman promoveu uma festa com toda pompa no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio, com jornais, TVs, autoridades e convidados. Ele, ainda presidente da CBV, sugeriu e engendrou o retorno dos cinco atletas campeões olímpicos que atuavam na Itália – <em>Carlão</em>, Maurício, Tande, Giovane e Marcelo Negrão. O Banco do Brasil, tendo a frente o seu presidente Andréa Calabi, arcou com as despesas, inclusive os seus salários. A CBV distribuiu os atletas por diversos clubes/empresas. Interessante foi um dos argumentos invocado: &#8220;Estaria protegendo os atletas &#8211; citou o Tande &#8211; de maus tratos, isto é, era obrigado a atuar sem condições físicas adequadas, mesmo estropiado&#8221;. O sexto atleta titular daquela olimpíada, Paulão, que não se transferira para a Itália, tornou-se presidente de um clube no Paraná, além de também atuar na equipe que conseguiu a duras penas montar. Foi esquecido solenemente, não tinha carisma e por isso a imprensa não lhe dava a mínima atenção. Caiu no esquecimento. </p>
<p><strong>5</strong>) A história se repetiria após a virada do século: da equipe bicampeã mundial (2006), somente um jogador atuava no país. Para atenuar a busca de dólares e euros no exterior, foi montado um esquema marqueteiro com a principal emissora de TV brasileira para transmissões dos jogos da Liga Nacional. Com isto, os salários em reais tornaram-se razoavelmente competitivos, especialmente por estarem em casa e falarem a mesma língua. Ainda assim, um ou outro abdicou como o jogador Tande que logo após o campeonato mundial da Itália retornou ao seu time na Rússia. Como a situação econômica do país é estável e até invejável diante das maiores economias mundiais, é natural que se possam oferecer melhores salários aos &#8220;nossos heróis&#8221;. </p>
<p><strong>6</strong>) A emoção de Murilo quando foi anunciado o melhor jogador do Mundial de Vôlei (2010) tinha uma razão. O ponteiro teve de superar ao longo da competição uma dor interminável na panturrilha, que causou cãimbras e o fez jogar no sufoco em algumas partidas. Com o alívio do dever cumprido, o camisa número 8 afirmou que nunca viu a seleção passar por tanta dificuldade em um torneio em que saiu vitoriosa. Foi a mais difícil pelos problemas físicos. Até em 2009 nós conversávamos que nunca tinha acontecido muitos problemas físicos na equipe ao longo das competições, dizíamos que éramos muito sortudos por isso. Mas neste mundial foi complicado. Primeiro já pelo problema do Marlon, que não era um problema físico e sim fisiológico, e ele superou&#8230; Depois o problema do Bruno na semifinal, quando sentiu o tornozelo esquerdo e o meu na panturrilha e hoje também sentindo o tornozelo. “Isso é ainda melhor para gente tentar se ajudar em quadra&#8221;.  </p>
<p><strong>7</strong>) O atleta Giba, desde os jogos da Liga não atuava e não atuou efetivamente nesse mundial, possivelmente poupado por motivos médicos. Passou a ser o &#8220;segundo&#8221; do técnico, dando apoio e instruções aos seus colegas. Todavia, no Brasil, deixou escapar uma brincadeira pouco saudável para um atleta de seu nível: &#8220;Creio que a Fivb deveria daqui para frente realizar um campeonato mundial com todos os outros países; aquele que vencer, disputará com o Brasil quem será o campeão&#8221;. Lamento, mas notei certa empáfia em suas palavras. Como deve ser difícil voltar a por os pés no chão após vôos tão altos! E lembrar que em 2002 foi pego no exame <em>antidoping</em> na Itália, fato este abafado na grande imprensa, inclusive com a ida de um <em>bombeiro</em> à <em>Bota</em>. Certamente a divulgação do fato comprometeria a boa imagem do garoto-propaganda do patrocinador oficial.       </p>
<div><strong> </strong></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2010/11/30/lesao-e-superacao-7714/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Arbitragem &#8211; Cursos e Conduta</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/28/arbitragem-cursos-e-conduta-9157</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2010/11/28/arbitragem-cursos-e-conduta-9157#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Nov 2010 09:48:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arbitragem]]></category>
		<category><![CDATA[Arbitragem em 1944]]></category>
		<category><![CDATA[Associação de Árbitros]]></category>
		<category><![CDATA[Cobrav]]></category>
		<category><![CDATA[Conduta do Árbitro]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=9157</guid>
		<description><![CDATA[Antigamente&#8230; Lembro aos leitores que nos primórdios do voleibol no Brasil a arbitragem era um problema a ser contornado e que só foi resolvido muitos anos mais tarde. Naquela época invariavelmente um atleta mais velho, com alguma experiência na condução de uma partida era solicitado a arbitrar. Eram poucos os jogos e quase sempre estavam presentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><strong>Antigamente&#8230; </strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">L<a><span style="color: #000000;">em</span></a><span style="color: #000000;">bro </span>aos leitores que nos primórdios do voleibol no Brasil a arbitragem era um problema a ser contornado e que só foi resolvido muitos anos mais tarde. Naquela época invariavelmente um atleta mais velho, com alguma experiência na condução de uma partida era solicitado a arbitrar. Eram poucos os jogos e quase sempre estavam presentes às partidas. Assim, eram convidados pelos capitães das equipes a presidir o espetáculo. Eu mesmo, apesar de ainda jovem, apitei diversas partidas em Niterói e se querem saber, com elegância e invejável concentração. Um fato interessante é que nunca tive nas mãos qualquer exemplar das Regras do Voleibol e nunca soube quem a tivesse visto. O Regulamento e as Regras eram passados aos técnicos e atletas via oral. A cada alteração, um rebuliço geral para identificar qual seria o critério das arbitragens e o que fazer no que se referia à parte técnica ou tática dos integrantes das equipes.      </span></p>
<p>Na tentativa de constituir um quadro próprio e mantê-lo, pensou-se em profissionalizá-lo. No dia 8 de novembro de 1944 o presidente da Federação Metropolitana de Voleibol enviou seu Vice-Presidente à Escola de Educação Física para solicitar ao Diretor, Capitão Antônio Lyra, a realização de um curso especial para juízes. O motivo: a falta de Oficiais naquele ano. </p>
<div id="attachment_9184" class="wp-caption alignleft" style="width: 81px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Árbitro-Newton-Leibnitz-Chapinha.jpg"><img class="size-full wp-image-9184" title="Árbitro Newton Leibnitz Chapinha" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Árbitro-Newton-Leibnitz-Chapinha.jpg" alt="" width="71" height="164" /></a><p class="wp-caption-text">O exclente árbitro Newton Leibnitz, o Chapinha, em 1960. </p></div>
<p><span style="color: #000000;"><strong></strong></span>Com o incremento do esporte a partir do Mundial de 60 no Rio de Janeiro, a necessidade de formar árbitros aumentou e foi incentivada, então, com a recente criação do Quadro regular da Federação. Inclusive, com grandes promessas que viriam se concretizar alguns anos depois, como Eduardo Alcântara (<em>Dudu</em>) e Josebel Guimarães Palmeirim, além, é claro, de Newton Leibnitz e José Leiroz, todos moradores e também atuantes nos campeonatos niteroienses. </p>
<p>A partir da profissionalização, os cursos de arbitragem e as Regras do jogo começam a proteger a figura do árbitro contra desvarios ou má conduta de atletas através das sinalizações correspondentes e os cartões de indisciplina. As denominações evoluíram para 1° árbitro, 2° árbitro, apontador (dois) e juízes de linha, que podem ser em número de dois ou quatro. Alguns poucos árbitros e apontadores atuavam no voleibol carioca no início da década de 40. Entre eles, o <em>juiz </em>Antônio Santos Moreira, o popular <em>Nena; </em>Joel Moura, que funcionava como <em>fiscal </em>e os <em>apontadores</em> (ou <em>mesários</em>), Heitor Gonçalves e Sylvio Cintra. Outros pontuaram nas três ou quatro décadas seguintes, tendo sido lembrados pela Federação com os títulos de EMÉRITOS (1975) Newton Leibnitz, Sérgio Freire, Wilson de Lima, Wilson Costa, Oduvaldo da Silva Lins, Wilson Bezerra de França; em 1993, Wilson França. E, em 1992, com o título de Benemérito, o árbitro José Sant’Anna Menescal, também funcionário por longa data da entidade.Muitos indivíduos se profissionalizaram no intuito de uma segunda renda, uma vez que os horários dos jogos eram compatíveis com suas funções principais. Assim, vimos surgir um grande número de árbitros oriundos da Polícia Militar e do Exército – com curso de monitores na EsEFEx –, na sua maioria sargentos. Mais à frente surgem os jovens universitários, estudantes de Educação Física. Todos, sem exceção, cumprindo estágio na divisão denominada incorretamente <em>inferior </em>(infantil). A partir dali ganhavam experiência e os mais interessados permaneciam na função galgando patamares acima através de cursos mais avançados da federação. Muitos deles alcançaram o maior dos níveis, o <em>Internacional</em>. Todavia, percebíamos total descaso, um abandono mesmo, na formação inicial desses novos árbitros. Aqueles que os formavam, os professores – com certeza árbitros mais antigos –, não os orientavam no sentido de conduzir as partidas de forma mais solta e livre, de modo que as crianças pudessem evoluir e se manifestar naturalmente nos jogos. Ao contrário, eram mais realistas do que o rei, impondo rigidez demasiada nas suas interpretações. Era absolutamente impossível jogar voleibol com aqueles “apitadores vorazes!” Repetia-se, assim, o que ocorria nas divisões adultas: o árbitro sendo a figura principal do jogo e todos os atletas subordinados às suas decisões “soberanas e boçais”, um jargão que se consolidou nesses anos. Contudo, o tempo nos mostraria que muitos defeitos não são próprios da época – eles se repetem. Por exemplo, em Belo Horizonte (MG), ano de 1978, em partida válida pelo campeonato entre as AABBs de todo o país, atuavam Niterói e São Paulo. O último lance da partida foi um ataque paulista para fora, que daria a vitória aos niteroienses. Entretanto, a bola tocara no bloqueio (eu era este jogador) e, incontinente, acusei o fato indicando-o ao 1° árbitro com o gesto correspondente. Mas, para surpresa minha e geral, ele não considerou este fato e prevaleceu o que vira, ou melhor, não vira. E, apesar das ponderações, reclamações e até choro dos paulistas, manteve a sua marcação. De minha parte nada pude fazer já que todos, inclusive ele, tomaram conhecimento do meu gesto.  </p>
<p>Como se depreende de alguns comentários relatados na imprensa desde 1956, as queixas no país para o desenvolvimento técnico do voleibol também recaíam no aspecto técnico das arbitragens que, tais como as equipes, se ressentiam de um maior intercâmbio com escolas mais desenvolvidas. As jogadas de ataque conhecidas hoje como <em>bolas chutadas</em> seriam impossíveis no voleibol daquela época, uma vez que a precisão esperada pelo levantador depende do seu toque na bola de uma forma dita <em>carregada</em>, impossível aos olhos daqueles árbitros. Certamente assinalariam <em>bola presa</em> ou <em>conduzida</em>. </p>
<p><strong>Cigarro, arma!</strong> </p>
<p>Nos primórdios dessa fase – início dos anos 70’s – era permitido aos técnicos fumarem no banco de reservas. Os árbitros, especialmente o 2° árbitro, durante os intervalos dos sets, deslocavam-se até o fundo da quadra e ali também fumavam. Não havia respeito ou atitudes condizentes com o espetáculo. Outro, um militar, ameaçou sacar sua arma numa discussão de arbitragem em jogo entre juvenis. Por certo, alguma coisa deveria ser feita no sentido de se obter um desenvolvimento equânime entre a técnica dos atletas e as arbitragens. Esta fase de apuro de atitudes da arbitragem só teve início a partir da profissionalização dos atletas na década de 80, com a participação efetiva e permanente de Carlos Nuzman, que chegava a ponto de advertir o árbitro sobre a sua conduta.  </p>
<p><strong>Mão de Ferro vs. Associação de Árbitros</strong> </p>
<p>A esse respeito, o presidente da Federação de Volley-Ball, em 6.6.84, resolveu advertir os árbitros José Menescal, Ricardo Ferreira Gomes e Ricardo Amorim Vilarinho Cardoso, em virtude de afirmações constantes de relatório conduzido pela Comissão Administrativa da própria FVR. A proposta de constituição de uma Associação de Árbitros do Rio de Janeiro visava a estruturar problemas legais como patrocínio dos uniformes, intercâmbio dos árbitros do Brasil, realização de congressos e seminários e recepção de adesões de outros Estados. A decisão se fez necessária por ferir normas legais que regem o desporto nacional, estando as referidas atividades exclusivamente afetas ao âmbito da Federação de Volley-Ball do Rio de Janeiro e da Confederação Brasileira de Volley-Ball.</p>
<p>Na atualidade, os Cursos de Formação de Árbitros têm a supervisão da COBRAV, sendo realizados com as Federações e duração média de 2 meses em dias alternados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2010/11/28/arbitragem-cursos-e-conduta-9157/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Voleibol Sentado</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/20/voleibol-sentado-9020</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2010/11/20/voleibol-sentado-9020#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 19:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Origem do Voleibol Sentado]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol Paraolímpico]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol Sentado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=9020</guid>
		<description><![CDATA[Voleibol Paraolímpico  Em 1975, numa das programações durante o 1º Simpósio Mundial de Minivoleibol na Suécia, os participantes estrangeiros tiveram a oportunidade de visitar um centro de atividades físicas para pessoas portadoras de deficiência. Jogamos uma partida de vôlei sentado contra uma equipe local e perdemos.  Tentei incluir a atividade na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9022" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Volei-Sentado.jpg"><img class="size-medium wp-image-9022" title="Volei Sentado" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Volei-Sentado-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro. Foto: Wander Roberto/CPB/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Voleibol Paraolímpico</strong> </p>
<p>Em 1975, numa das programações durante o 1º Simpósio Mundial de Minivoleibol na Suécia, os participantes estrangeiros tiveram a oportunidade de visitar um centro de atividades físicas para pessoas portadoras de deficiência. Jogamos uma partida de <em>vôlei sentado</em> contra uma equipe local e perdemos. </p>
<p>Tentei incluir a atividade na Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos – ANDEF, em Niterói (RJ), mas alguns entraves me fizeram desistir rapidamente da ideia. Só começou a ser praticado no Brasil apenas em 2003. É praticado em quadra de 6m x 10m e rede a 1,55m (masculino) ou a 1,05m (feminino). Atuam seis atletas (cadeirantes) de cada lado. </p>
<p>Vejam algumas notas já antigas que colhi na mídia ou Internet.  </p>
<p><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Voleibol-Sentado-Icarai-III.jpg"></a></strong> </p>
<p><strong>Coluna do Fernandão</strong>, Jornal do Brasil, s/d. </p>
<p>“A história do desporto das pessoas portadoras de deficiência física começou na cidade de Aylesbury, na Inglaterra. A pedido do governo britânico, o neurologista Ludwig Guttmann, que fugira da perseguição aos judeus na Alemanha nazista, criou o Centro Nacional de Lesionados Medulares do Hospital de <em>Stoke Mandeville</em>, destinado a tratar homens e mulheres do exército inglês feridos na Segunda Guerra Mundial. Embora já se promovessem atividades esportivas para portadores de deficiência, principalmente na Inglaterra, nos Estados Unidos e na Alemanha, foi em 1948 que este conceito ganhou caráter oficial, com a realização dos Jogos de <em>Stoke Mandeville</em>. A realização dos jogos, que contaram com a participação de 16 atletas veteranos de guerra, coincidiu com a disputa, em Londres, da XIV Olimpíada. O próprio dr. Guttmann organizou o evento, demonstrando assim o desejo de que um dia os atletas portadores de deficiência tivessem sua olimpíada. Normalmente com as exceções provocadas por problemas administrativos de países anfitriões, os Jogos Paraolímpicos se realizam na mesma cidade e nas mesmas instalações das Olimpíadas. Para Sydney, a delegação brasileira foi composta por 115 atletas de nove modalidades. </p>
<p><strong>Internet.</strong> O primeiro clube esportivo para pessoas com deficiência foi estabelecido na Holanda, somente no fim de 1953. Em 1956, o Comitê de Esportes da Holanda introduziu um novo jogo chamado de vôlei sentado, uma combinação do <em>sitzball</em> e o voleibol. Desde então, o vôlei sentado tem crescido e se transformou em uma das modalidades mais praticadas em competições não só por pessoas com deficiências na Holanda, mas também por jogadores de vôlei sem deficiência, com lesões de tornozelo ou joelho. Desde 1967, competições internacionais foram realizadas. No entanto, a Organização Mundial de Vôlei para Deficientes (WOVD) teve que esperar até 1978 para que a Organização Mundial de Esportes para Deficientes (ISOD) aceitasse o vôlei sentado no programa de modalidades da entidade. O primeiro torneio internacional oficial – reconhecido pela ISOD – foi realizado em 1979, em Haarlem, na Holanda. Em 1980, a modalidade foi aceita como esporte paraolímpico com a participação de sete seleções”. <strong> </strong> </p>
<p><strong>Debate</strong> (ano 2000). Promovido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, foi realizado na Universidade de Pernambuco um debate que contou com a participação de atletas olímpicos e paraolímpicos. Um dos objetivos foi mostrar aos alunos – futuros profissionais das áreas de Educação Física e Fisioterapia – como são semelhantes as dificuldades encontradas por portadores ou não de deficiências e o quanto suas carreiras são importantes dentro do mundo do esporte e na reabilitação das pessoas portadoras de deficiência.</p>
<p>Os leitores poderão ver mais sobre o Voleibol Sentado no site da Andef &#8211; Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (<a href="http://www.andef.org.br)">www.andef.org.br)</a> e no site particular de uma das principais incentivadoras da modalidade, Débora Morand (<a href="http://www.voleisentadodepraia.com.br">www.voleisentadodepraia.com.br</a>). As fotos exibidas aqui referem-se a demonstrações da modalidade na arena montada na Praia de Icaraí, Niterói, quando de um dos Circuitos de Volei de Praia Brasileiro.<a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Voleibol-Sentado-Icarai-III.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9040" title="Voleibol Sentado Icarai III" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Voleibol-Sentado-Icarai-III-300x91.jpg" alt="" width="300" height="91" /></a></p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Volei-Sentado-Icaraí.jpg"><img class="size-medium wp-image-9038  alignleft" title="Volei Sentado Icaraí" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Volei-Sentado-Icaraí-300x91.jpg" alt="" width="300" height="91" /></a></p>
<p> <a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Voleibol-Sentado-Icaraí-II.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9039" title="Voleibol Sentado Icaraí II" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Voleibol-Sentado-Icaraí-II-300x93.jpg" alt="" width="300" height="93" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2010/11/20/voleibol-sentado-9020/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aspectos Legais &#8211; Atleta ou Técnico?</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/18/aspectos-legais-atleta-ou-tecnico-8307</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2010/11/18/aspectos-legais-atleta-ou-tecnico-8307#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Nov 2010 17:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arbitragem]]></category>
		<category><![CDATA[Aspectos legais]]></category>
		<category><![CDATA[Atleta ou Técnico?]]></category>
		<category><![CDATA[Normas do CND]]></category>
		<category><![CDATA[Participação em Jogos Olímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[Profissão de Técnico]]></category>
		<category><![CDATA[Profissional e Amador]]></category>
		<category><![CDATA[Regulamento do Amadorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=8307</guid>
		<description><![CDATA[Conflito: Técnico ou Atleta?   Decisão do Processo nº 27/71, constante da NO nº 151, de 14.12.1971.  Relator Dr. Antônio Prieto Lopes  Defensores: Dr. Paulo Valed Perry (BFR)  Sr. Célio Cordeiro Filho (técnico do CIB)  Decisão: (&#8230;) dar provimento ao recurso do CIB (&#8230;) Quanto ao Sr. João Carlos da Costa Quaresma, técnico do Botafogo F. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8914" class="wp-caption alignleft" style="width: 187px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Quaresma-Jorginho-e-Queiroz.jpg"><img class="size-medium wp-image-8914" title="Quaresma Jorginho e Queiroz" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Quaresma-Jorginho-e-Queiroz-177x300.jpg" alt="Quaresma em pé e Jorginho agachado em 1963." width="177" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Quaresma em pé e Jorginho agachado. Ao lado, o diretor Queiroz em 1963. </p></div>
<p><strong>Conflito: Técnico ou Atleta? </strong> </p>
<p>Decisão do Processo nº 27/71, constante da NO nº 151, de 14.12.1971. </p>
<p>Relator Dr. Antônio Prieto Lopes </p>
<p>Defensores: Dr. Paulo Valed Perry (BFR) </p>
<p>Sr. Célio Cordeiro Filho (técnico do CIB) </p>
<p>Decisão: (&#8230;) dar provimento ao recurso do CIB (&#8230;) Quanto ao Sr. João Carlos da Costa Quaresma, técnico do Botafogo F. R., cassar o seu registro como técnico pelo período de 12 (doze) meses. </p>
<p>Quanto aos dois atletas Pina e Luiz Alberto, negado provimento ao CIB, porquanto não atuaram na competição. Face a esta decisão, foi reformulada a condição de jogo dos 2 atletas para “a partir de 1º de janeiro de 1972” tendo em vista o art. 6º (ou 5º?) da Lei de Transferência de Atletas: </p>
<p>Art. 5º &#8211; “O atleta de Volley-Ball não poderá exercer as funções de técnico, nem este as de atleta, no mesmo ano desportivo, em qualquer Federação, Liga ou Associação”. </p>
<p>Pelas súmulas que estão anexadas aos autos, verifica-se que João Carlos da Costa Quaresma, em maio do corrente ano, participou como atleta da A. A. Bahia, de um Torneio Quadrangular realizado em Niterói, sob os auspícios da CBV, e no mês de novembro, ainda do corrente ano desportivo, participou como técnico da partida que o Botafogo F.R. disputou contra o Club Israelita Brasileiro. Não há o que se falar aqui em jogo amistoso ou oficial, pois a lei em seu art.5º não faz essa distinção. Onde a lei não distingue, não é lícito ao intérprete distinguir. </p>
<p>Notas: </p>
<p>1) O jogo AABB x Botafogo F. R. pelo returno do campeonato, foi marcado para o dia 8.12.1972. </p>
<p>2) Participaram do Torneio Quadrangular no ginásio do Canto do Rio F. C., em Niterói, além da equipe anfitriã, o Fluminense F. C., a Associação Atlética da Bahia e o Clube dos Pioneiros. </p>
<p>3) É bem possível que a denúncia que deu provimento ao processo contra o Botafogo tenha partido de dirigentes do Fluminense, haja vista que tinha interesse no resultado da partida Botafogo x CIB, tanto que manteve em treinamento sua equipe no mês de janeiro/72 até decisão final do processo na CBV. </p>
<p>O Botafogo teria recorrido da decisão do Tribunal da Federação junto à CBV. Em janeiro/72, a equipe do Botafogo participou do Campeonato Mundial de Clubes Campeões, em Leipzig, Alemanha Oriental. A AABB teria desistido (em comum acordo) de realizar a partida marcada pela FMV. A classificação final do Campeonato da 1ª Divisão masculina ficou assim distribuída: 1º) Botafogo; 2º CIB; 3º) Fluminense; 4º) Flamengo; 5º) AABB; 6º) Hebraica; 7º) Tijuca. </p>
<p>E o Botafogo, que tinha Jorginho e Quaresma inscritos como técnicos junto à Federação, indicou o ex-atleta e Professor de Educação Física, José Maria Schwartz da Costa para o cargo na temporada de 1972. </p>
<p><strong>6. Pareceres sobre o conflito atleta-técnico</strong> </p>
<p>(NO da FMV nº 41, de 14.4.1975 e NO da CBV nº 16, de 10.4.1975) </p>
<p>Face a inúmeras consultas pertinentes ao conflito atleta-técnico, a CBV publica para conhecimento de suas Filiadas os pareceres emitidos sobre o assunto&#8230;(&#8230;): </p>
<ol>
<li>Parecer do Conselho Nacional de Desportos no processo nº3284/72 – Interpretação oficial sobre o Professor de educação física e que também é atleta.</li>
</ol>
<p>– O Esporte Clube Pinheiros faz uma consulta à Confederação Brasileira de Volley-Ball sobre a possibilidade de contratar como professor de educação física um atleta da sua equipe de voleibol, sem prejuízo das suas condições de amador. Esclarece que o referido atleta não prestará serviços  remunerados à seção de voleibol e será aproveitado como orientador geral da educação física de toda a agremiação. Sobre o assunto já se manifestou o Conselho Nacional de Desportos, na sua Resolução de 4/11 de 1941, publicada no DO de 16/5/42, que define o profissionalismo, e diz: </p>
<p>“Não são considerados desportistas profissionais o professor e o orientador de cursos e escolas de oficiais ou reconhecidas de educação física e desportos, ou professor de educação física de instituto de ensino de qualquer ramo ou grau, que orientarem ou dirigirem eventualmente a prática de desportos em virtude de obrigação funcional, desde que não participem de competições entre profissionais”. </p>
<p>Há, também, pronunciamento do comitê Especial de Amadores da Federação Internacional de Volley-Ball, em Assembleia realizada de 17 a 19 de abril de 1970, em Paris, ao fazer a interpretação do Regulamento do Amadorismo, baseado na regra de Elegibilidade nº 26, do Comitê Olímpico Internacional, e onde se lê: </p>
<p>“&#8230; 5) – O atleta olímpico pode ser pago para ensinar rudimentos de esportes a principiantes e alunos, desde que para tanto não abandone sua profissão usual. Os professores de educação física podem ensinar a principiantes sem que percam sua elegibilidade de atletas olímpicos. Treinadores com diploma oficial obtido após estudos especiais e exames aprovados por suas Federações nacionais podem participar de jogos Olímpicos, com exceção de esportes em  que tenham participado ou estejam participando como treinador remunerado em tempo integral sem outra ocupação”. </p>
<p>Não há, portanto, qualquer dúvida sobre a matéria. O Esporte Clube Pinheiros poderá contratar  o seu atleta da equipe de voleibol, na qualidade de professor de educação física em que milita como atleta amador. </p>
<p>É  o parecer. </p>
<p>Em 13/11/72 – as.) Waldemar Areno – Conselheiro-Relator – Aprovado em Reunião do CND em 14/11/72. </p>
<p>2) Não existe incompatibilidade entre o exercício da profissão de técnico e a atuação deste mesmo técnico como atleta de um mesmo clube ou de clubes diferentes, podendo as duas atividades serem exercidas em sua plenitude, evidentemente, desde que uma não interfira substancialmente no exercício da outra, causando-lhe danos legais ou morais. </p>
<p>A Lei não impede  que este fato se verifique desde que haja uma delimitação de campos de atividades. TODAVIA, no caso em  tela, existe um detalhe que contraria os requisitos legais vigentes, norma e  pareceres expedidos pelos Órgãos Superiores, impedindo que a resposta às consultas feitas seja afirmativa, isto é, A FALTA DE DIPLOMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, exigido por lei (Dec. Lei 1212, de 17/4/939 e Dec. Lei nº 5342 de 25/5/943) e, também, expressamente exigida pela CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE DESPORTOS, conforme circular abaixo: </p>
<p>“Cumpre-nos transmitir a V. Sª, de ordem do Sr. Presidente, o teor do Ofício que esta Entidade recebeu do CND e que é o seguinte: </p>
<p>“Solicito de V. Sª as necessárias providências no sentido de cientificar às Federações e Associações filiadas, de que a Lei VEDA EXPRESSAMENTE A LOCAÇÃO DE SERVIÇO DE TÉCNICO QUE NÃO POSSUAM (sic) O RESPECTIVO DIPLOMA DE CURSO EM ESCOLA OFICIAL. Sobreleva notar e tal pormenor é de mister esclarecer que os campeonatos obtidos pelas mesmas Federações ou Associações, com técnicos não diplomados, dirigindo seus atletas, não poderão ser reconhecidos pelas respectivas Entidades, como também por este Conselho.“ (O realce é nosso,deles) (CIRCULAR nº 15/60, de 4/2/960). Assim: a) se o técnico for diplomado, não há impedimento, podendo exercer esta função em outro ou no mesmo cube em que exerça também a atividade de atleta; b) se o atleta não tem diploma de técnico, está legalmente impedido de exercer esta profissão, tornando-se dessarte, prejudicada, pela própria origem, a consulta cuja resposta sou pela NEGATIVA. </p>
<p>Acreditando que atendemos vossa (sic) dúvida, colocamo-nos ao inteiro dispor, no que nos for solicitado, apresentando nossos protestos de estima e consideração. Atenciosamente, as.) Dr. Carlos Arthur Nuzman – Presidente.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2010/11/18/aspectos-legais-atleta-ou-tecnico-8307/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Saque Tático e Barreira</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/16/saque-tatico-e-barreira-8458</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2010/11/16/saque-tatico-e-barreira-8458#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Nov 2010 10:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fórum]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo e Evolução das Regras]]></category>
		<category><![CDATA[Barreira no saque]]></category>
		<category><![CDATA[Circo de Matsudaira]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[saque de costas]]></category>
		<category><![CDATA[saque de lado]]></category>
		<category><![CDATA[Saque paraquedas]]></category>
		<category><![CDATA[Saque por baixo]]></category>
		<category><![CDATA[Saque tático]]></category>
		<category><![CDATA[Saque tênis]]></category>
		<category><![CDATA[Spin Service]]></category>
		<category><![CDATA[Tipos de saque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=8458</guid>
		<description><![CDATA[Um Pouco de História    Há muito tempo, na década de 40, os brasileiros sacavam por baixo e o saque tático aparece pela primeira vez talvez por intermédio de uma equipe paulista. Os saques eram orientados em determinadas circunstâncias para a posição II (saída de rede).         Saques           Utilizado somente o saque por baixo e não podia ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um Pouco de História</strong>   </p>
<p>Há muito tempo, na década de 40, os brasileiros sacavam <em>por baixo</em> e o <em>saque tático</em> aparece pela primeira vez talvez por intermédio de uma equipe paulista. Os saques eram orientados em determinadas circunstâncias para a posição II (saída de rede).        </p>
<p><strong><em>Saques</em> </strong>         </p>
<p>Utilizado somente o saque <em>por baixo</em> e não podia ser <em>conduzido</em> ou <em>preso</em>, isto é, o atleta deveria soltar a bola pouco antes do impacto da mão. Ainda no campeonato brasileiro de São Paulo, em 1954, ninguém sacava <em>por cima</em> – denominado <em>tênis</em> – pela semelhança com esse esporte e por ser executado acima da linha dos ombros. O saque <em>tênis</em> era restrito a poucos atletas e só foi mais difundido a partir de 1955, após o Pan-Americano do México. Um dos seus precursores foi <em>Jorginho</em> que, mais tarde, no Botafogo, sacaria também pela primeira vez no Brasil o tipo com salto, cognominado <em>viagem</em>, consagrado muito tempo mais tarde na TV por outros jogadores. Existiam, sim, uns poucos praticantes do saque <em>balanceado</em>. <em>Borboleta</em>, por exemplo, sacava <em>de costas</em>, pois não conseguia dominar a técnica do saque <em>balanceado</em>, executado <em>de lado</em> para a rede.       </p>
<p>Em princípio, os saques eram realizados sobre os cortadores, tecnicamente mais fracos no fundamento da recepção. Já realizavam o que atualmente se denomina <em>saque tático</em> que, necessariamente não necessita ser curto. No sistema 3&#215;3 recomendava-se que o saque fosse colocado na chamada <em>zona morta</em> ou saída de rede (posição II) quando o levantador estivesse ali; nesta posição ele teria a seguir, na ordem de rodízio, o seu cortador (III) e, depois, outro levantador (IV). Dessa forma, se ele recepcionasse, teria que efetuar o levantamento <em>de primeira</em>, ou passar a bola para que outro companheiro o fizesse. Com o advento do 4&#215;2, e com um dos cortadores na posição (I), também era um saque incômodo para o atacante. Os paulistas foram os primeiros a realizar uma troca rápida entre o levantador em (III) e o cortador em (II) durante a respectiva recepção do saque, isto é, ambos os atletas trocavam de posição, sem toque na bola. Estavam protegidos pelos demais. Pelo que vemos, tivemos bons mestres. Com pequena variação de como tocar na bola no momento do saque, alguns atletas já conseguiam fazer com que a bola não tivesse qualquer movimento em relação ao seu próprio eixo e, assim, produziam o saque algum tempo mais à frente denominado <em>flutuante</em> (a bola é arremessada sem rotação ou <em>sem peso</em>).         </p>
<p><strong>Especialização precoce.</strong> Lembro aos mais novos praticantes e adeptos que há pouco tempo já está permitida a recepção do saque de toque, mas que poucos atletas utilizam, ou pela velocidade com que vem a bola ou até mesmo pela comodidade da manchete. Vejam que anteriormente, quando se iniciava uma criança a primeira tarefa era ensiná-la a tocar na bola com as mãos (e dedos). Posteriormente, e até hoje, ensina-se inicialmente a manchete. E, se não for levantador, não precisa nem aprender a tocar na bola <em>por cima</em>. Pior ainda, se não souber passar de manchete, é alijado (escondido) do passe; isto se for alto e eficiente nos ataques, como a Gamova.            </p>
<p><strong><em>Spin service, paraquedas </em>e </strong><em><strong>jornada.</strong> </em>Pesquisadores relatam que já existia nos EUA, na década de 40, o saque denominado <em>spin service</em>. Conforme relatava Sílvio Raso, em Belo Horizonte empregavam um tipo de saque cognominado <em>paraquedas</em>, que chegava a atingir a altura de 8m em alguns casos. Sua recepção era bastante dificultosa e foi empregado no Brasileiro de Porto Alegre (RS), em 1952. Como existiam poucos ginásios em 1953 – a maioria das quadras era aberta – Paulo Castelo Branco, atleta do clube Sírio e Libanês (Rio), realizava este tipo de saque e, do outro lado da quadra, <em>Borboleta</em> era um dos poucos a recepcionar com seu incrível toque de bola. Em 1960, jogando no Botafogo, também o autor experimentou na quadra aberta (junto ao mar), anterior à construção do ginásio do Mourisco. Possivelmente, atingia altura aproximada de 12m-15m sem muito esforço. Na década de 80 foi consagrado no Brasil pelo jogador Bernard, que o praticava nas areias de Copacabana: a bola atingia uma altura de 25m e descia a uma velocidade de 72km/h (fora o efeito que ele imprimia à trajetória da bola). Só conseguia fazê-lo em ginásios com teto muito alto, como o Maracanãzinho.         </p>
<div id="attachment_8733" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Barreira-feminina-do-Flamengo.jpg"><img class="size-medium wp-image-8733 " title="Barreira feminina do Flamengo" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Barreira-feminina-do-Flamengo-180x300.jpg" alt="" width="190" height="323" /></a><p class="wp-caption-text">Jogadoras do Flamengo realizam a barreira. Foto: acervo Marina Conceição Celistre.</p></div>
<p><em><strong>Barreira.</strong> </em>Foi criada em 1952 e permaneceu até 1959 para criar dificuldades na recepção dos saques. Era permitido aos atletas inclusive levantarem os braços. Em seguida foi abolida esta permissão (levantar os braços), mantida ainda a barreira e, em 59, abolida definitivamente. Atualmente, os atletas da rede podem manter os braços erguidos, como numa ação preparatória para bloqueio, desde que afastados uns dos outros, protegendo-se de impactos da bola sem a intenção precípua de dificultar a visão dos adversários. (Regra XIII – Art. 7º &#8211; BARREIRAS – No momento do saque, é proibido aos jogadores da equipe que irá dar o saque de efetuar movimentos com os braços, saltar ou grupar dois ou mais jogadores, com objetivo de formar uma barreira, com intenção de encobrir o sacador.)         </p>
<p>Pode-se observar na foto quatro jogadoras do Flamengo (Gilda, Marina e Celma; a quarta está oculta) realizando a <em>barreira</em>, tentando dificultar a visão no momento de um saque. O jogo, um Fla-Flu no ginásio do Maracanãzinho, pelos Jogos da Primavera, 1956. Observe-se ainda que o intervalo entre as três atacantes deveria ser ocupado pela atleta defesa-centro, respeitando-se, assim, a regra que rege sobre a “posição dos jogadores no momento do saque”.   </p>
<p><strong>O &#8220;Circo&#8221; de Matsudaira. </strong>A partir da década de 60 os japoneses deram uma contribuição importante para o desenvolvimento tático do jogo, uma vez que seu porte físico sempre estava em desvantagem em relação aos enormes europeus e equipes ocidentais. Criaram diversas variações táticas para anularem ou atenuarem suas desvantagens, inclusive com o saque longo, balanceado. E conseguiram por algum tempo, graças à surpresa. Foram campeões Olímpicos em 1964 e 1972 com as equipes feminina e masculina, respectivamente, assombrando o mundo esportivo por um bom tempo. Ocorre que quem está no topo tem suas qualidades e virtudes suficientemente estudadas, comparadas e incrementadas. O intercâmbio de jogos com o calendário internacional, as transferências de astros para grandes centros, principalmente a Itália, tudo levou a uma globalização nas formas e maneiras de atuar. As diferenças, se houver, são mínimas e ficam por conta, principalmente, da safra de atletas (C. A. Nuzman) que este ou aquele país apresente em dado momento. Todavia, se todos treinam e jogam da mesma forma, se os atletas já se conhecem ou porque jogam nos mesmos campeonatos no exterior ou pelo intenso calendário internacional, onde está a diferença? Por que o presidente da Fivb afirma que é ruim para o esporte o Brasil ter sido tricampeão?  Creio que se refere ao fato de que a equipe brasileira está algo acima tecnicamente das demais ao contrário do feminino, cujo Campeonato Mundial se desenrola atualmente com várias equipes com condições de alcançar o título máximo. Dessa forma, diz ele, há uma equiparação técnica que torna os embates atraentes para o público e para as próprias atletas.  </p>
<p>Proximamente, volto contando pequenas histórias da prática dos &#8220;saques táticos&#8221;. E, se tiverem coragem, pratiquem, pois ainda dá certo. Certamente as brasileiras teriam complicado a vida da Gamova na entrada de rede com o emprego de saques curtos, juntos à rede, nas proximidades da linha lateral e antena. Duvido que ela fizesse a festa que fez por ali. Ah, e com o saque <em>por baixo</em>! Relembro ainda o Mundial masculino em que um dos brasileiros usou o saque tênis em direção ao jovem atleta cubano na entrada da rede com sucesso, pois não conseguiu passar bem e tão  pouco atacar.  </p>
<p>Quanto às bolas mal passadas e reenviadas com uma das mãos ou de manchete para o outro lado, oportunamente voltaremos a falar com algumas sugestões de ataque. Se eu esquecer ou demorar demasiado, cobrem-me, por favor, pois é uma medida fácil e eficiente. Até lá!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2010/11/16/saque-tatico-e-barreira-8458/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Aprendizado na Praia</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/12/aprendizado-na-praia-8234</link>
		<comments>http://www.procrie.com.br/2010/11/12/aprendizado-na-praia-8234#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 13:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Voleibol de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Circuito Mundial de Vôlei de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Curso de Iniciação no Morro do Cantagalo]]></category>
		<category><![CDATA[Curso de Treinadores de Vôlei de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Dupla brasileira Maria Clara e Carolina]]></category>
		<category><![CDATA[Formação no vôlei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Treinadora Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Volei de praia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.procrie.com.br/?p=8234</guid>
		<description><![CDATA[Formação de Atletas   Maria Clara e Carolina surpreenderam. Única dupla verde-amarela na etapa de Phuket (Tailândia) do Circuito Mundial de vôlei de praia, as irmãs derrotaram as medalhistas olímpicas Chen Xue e Zhang Xi, campeãs da etapa da China, há alguns dias. No confronto seguinte, mais uma vitória das brasileiras, garantidas na semifinal do torneio.     A dupla [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8235" class="wp-caption alignleft" style="width: 270px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Atletas-de-Praia-MARIA-CLARA-E-CAROLINA.jpg"><img class="size-medium wp-image-8235" title="Atletas de Praia MARIA CLARA E CAROLINA" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Atletas-de-Praia-MARIA-CLARA-E-CAROLINA-300x224.jpg" alt="" width="260" height="158" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Clara e Carolina seguem na briga pelo título. Foto: Fivb/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Formação de Atletas</strong>  </p>
<p>Maria Clara e Carolina surpreenderam. Única dupla verde-amarela na etapa de Phuket (Tailândia) do Circuito Mundial de vôlei de praia, as irmãs derrotaram as medalhistas olímpicas Chen Xue e Zhang Xi, campeãs da etapa da China, há alguns dias. No confronto seguinte, mais uma vitória das brasileiras, garantidas na semifinal do torneio.    </p>
<p>A dupla brasileira é treinada pela mãe e ex-atleta de seleção brasileira nos anos 70 Isabel. Esta é uma aficionada pelo voleibol, batalhadora em promoção de cursos, constituiu equipes femininas para disputa da Liga Nacional, buscou patrocínio, enfim, fez de tudo um pouco até voltar-se para as filhas.    </p>
<p><strong>Ver para Crer.</strong> <a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-CursoVoleidePraia1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8236" title="Cópia de CursoVoleidePraia1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-CursoVoleidePraia1-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>No início desse século frequentou o 1º Curso de Treinadores de Voleibol de Praia patrocinado pela Confederação Brasileira de Volley-Ball (CBV). Nessa oportunidade, conheceu-me e à metodologia que apregôo para o ensino do vôlei. Satisfeita com o que vivenciou, alguns anos mais tarde solicitou meu concurso para projetar e coordenar um Curso de  Iniciação para crianças e adolescentes dos morros cariocas da Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento se realizou no Morro do Cantagalo nas instalações de uma escola pública (Ciep), entre os bairros de Copacabana e Ipanema. Foi um sucesso e na sua inaguração compareceram várias autoridades &#8211; secretários e governadora do Estado &#8211; além de atletas de alto nível e seleção brasileira &#8211; a dupla campeoníssima de praia, Adriana Behar e Shelda, a canhota Leila - e outras personalidades.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.procrie.com.br/2010/11/12/aprendizado-na-praia-8234/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

