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	<title>Procrie &#187; Voleibol de Praia</title>
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	<description>Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva</description>
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		<title>Aprendizado na Praia</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Nov 2010 13:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Voleibol de Praia]]></category>
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		<category><![CDATA[Treinadora Isabel]]></category>
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		<description><![CDATA[Formação de Atletas   Maria Clara e Carolina surpreenderam. Única dupla verde-amarela na etapa de Phuket (Tailândia) do Circuito Mundial de vôlei de praia, as irmãs derrotaram as medalhistas olímpicas Chen Xue e Zhang Xi, campeãs da etapa da China, há alguns dias. No confronto seguinte, mais uma vitória das brasileiras, garantidas na semifinal do torneio.     A dupla [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8235" class="wp-caption alignleft" style="width: 270px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Atletas-de-Praia-MARIA-CLARA-E-CAROLINA.jpg"><img class="size-medium wp-image-8235" title="Atletas de Praia MARIA CLARA E CAROLINA" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Atletas-de-Praia-MARIA-CLARA-E-CAROLINA-300x224.jpg" alt="" width="260" height="158" /></a><p class="wp-caption-text">Maria Clara e Carolina seguem na briga pelo título. Foto: Fivb/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Formação de Atletas</strong>  </p>
<p>Maria Clara e Carolina surpreenderam. Única dupla verde-amarela na etapa de Phuket (Tailândia) do Circuito Mundial de vôlei de praia, as irmãs derrotaram as medalhistas olímpicas Chen Xue e Zhang Xi, campeãs da etapa da China, há alguns dias. No confronto seguinte, mais uma vitória das brasileiras, garantidas na semifinal do torneio.    </p>
<p>A dupla brasileira é treinada pela mãe e ex-atleta de seleção brasileira nos anos 70 Isabel. Esta é uma aficionada pelo voleibol, batalhadora em promoção de cursos, constituiu equipes femininas para disputa da Liga Nacional, buscou patrocínio, enfim, fez de tudo um pouco até voltar-se para as filhas.    </p>
<p><strong>Ver para Crer.</strong> <a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-CursoVoleidePraia1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8236" title="Cópia de CursoVoleidePraia1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-CursoVoleidePraia1-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>No início desse século frequentou o 1º Curso de Treinadores de Voleibol de Praia patrocinado pela Confederação Brasileira de Volley-Ball (CBV). Nessa oportunidade, conheceu-me e à metodologia que apregôo para o ensino do vôlei. Satisfeita com o que vivenciou, alguns anos mais tarde solicitou meu concurso para projetar e coordenar um Curso de  Iniciação para crianças e adolescentes dos morros cariocas da Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento se realizou no Morro do Cantagalo nas instalações de uma escola pública (Ciep), entre os bairros de Copacabana e Ipanema. Foi um sucesso e na sua inaguração compareceram várias autoridades &#8211; secretários e governadora do Estado &#8211; além de atletas de alto nível e seleção brasileira &#8211; a dupla campeoníssima de praia, Adriana Behar e Shelda, a canhota Leila - e outras personalidades.</p>
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		<title>Futebol e Voleibol na Praia</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 21:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com desfalques, Flu treina na praia e ganha apoio de multidão Rodrigo Viga, 12 de outubro de 2010.        Deu no Terra. &#8220;Apoiado por quase 500 torcedores, o Fluminense treinou nesta terça-feira na Praia do Leme, zona sul do Rio de Janeiro, em busca da reação no Campeonato Brasileiro. Os fãs que compareceram à atividade tietaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<div id="attachment_7416" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Fluminense-treina-na-praia2.jpg"><img class="size-medium wp-image-7416" title="Fluminense treina na praia" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Fluminense-treina-na-praia2-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Wallace Teixeira/Photocamera/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Com desfalques, Flu treina na praia e ganha apoio de multidão<br />
</strong>Rodrigo Viga, 12 de outubro de 2010.       </p>
<p><strong>Deu no Terra.</strong> &#8220;Apoiado por quase 500 torcedores, o Fluminense treinou nesta terça-feira na Praia do Leme, zona sul do Rio de Janeiro, em busca da reação no Campeonato Brasileiro. Os fãs que compareceram à atividade tietaram os jogadores e manifestaram palavras de apoio, apesar de o time perdido a liderança para o Cruzeiro&#8221;.   </p>
<p><strong>Futebol vs. Voleibol.</strong>  Teria eu ficado louco ou muito distraído para vincular a notícia acima num site de voleibol? O que estaria acontecendo? Qual a relação entre a preparação física de uma equipe de futebol profissional e o voleibol?  Inicialmente podemos pensar em &#8220;esporte, exercícios, areia, voleibol de praia.&#8221; Mas o que de fato quero destacar é a importância da presença do público aos treinos e o que representa para o atleta.          </p>
<p><strong>Treinamento do Vôlei na Praia. </strong>Tive a oportunidade de ser um dos chamados &#8220;Rato de Praia&#8221;, uma bem conceituada e carinhosa indicação para o indivíduo que tem intimidade com a areia por frequentá-la a todo instante, isto é, estar sempre na praia a praticar o voleibol. Não confundir com os novos frequentadores, profissionais do ramo, que só o fazem motivados pelos prêmios em dinheiro que o patrocinador oferece. Não. Antes de o Banco do Brasil dar os primeiros passos no final de 1991, há muito se jogava na praia com outra motivação e &#8221;espírito&#8221;. Jogava-se por puro divertimento, descompromissadamente, com alegria. Tenho registros de jogos na praia que datam de 1939 e o leitor poderá ver em &#8220;História do Voleibol, Voleibol de Praia.&#8221;            </p>
<p><strong>Situação dos atletas.</strong> No Brasil, e até na Suécia, os novos profissionais das areias já foram confundidos pela comunidade a que pertencem como vagabundos, no sentido de que largam estudos e trabalho para se dedicarem exclusivamente à nova profissão. Vejam o texto extraído do noticiário jornalístico por volta de 1999: “O sueco Tom Englen, originário do vôlei de quadra como a maioria dos jogadores, acredita que a possibilidade de ser um bom atleta com estatura mediana ajuda a aumentar o interesse pelo vôlei de praia. O Roberto Lopes é um dos melhores do mundo e tem 1,85m. No vôlei tradicional isso seria impossível, compara. Mas ele e seu parceiro, Petersen, ainda lutam para tirar do esporte o estigma de jogo de <em>vagabundos</em>, que insistem em lhes dar na Suécia”.           </p>
<div id="attachment_7384" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Defesa-Praia-Ana-Paula-Mão-trocada.jpg"><img class="size-medium wp-image-7384 " title="Defesa Praia Ana Paula Mão trocada" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Defesa-Praia-Ana-Paula-Mão-trocada-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a><p class="wp-caption-text">Ana Paula salta enquanto Shelda observa. Foto: Fivb Beach Volleyball Partinership Opportunities 2010.</p></div>
<p><strong>Treinamento com público</strong>. Tenho certeza de que não há maior motivação para um atleta do que estar sendo visto por outros olhos quando está a se exercitar. Em academias há o recurso perigoso dos espelhos e a companhia de outros clientes. No voleibol <em>indoor</em>, dificilmente alguém se detém para assistir aos treinos de uma equipe. E se colhermos a opinião dos atletas, todos concordarão que a monotonia é um fator psicológico a ser vencido. Os  treinadores mais antigos possivelmente não consideravam esse fator, até mesmo porque não tinham o famoso &#8220;tempo&#8221; (serve como desculpas até hoje) e tão pouco recursos. Certa feita, foi antes de um Sul-Americano juvenil no Chile, a equipe nacional era treinada pelo Jorge Bettencourt (Jorginho), meu amigo do Botafogo. Pedi-lhe para realizar um treino demonstração em um educandário de Niterói. Nesta época lembro que faziam parte da equipe Renato Villarinho, Xandó e Renam. Foi uma demonstração de como treinava uma equipe de alto nível e, em seguida, distribui entre os alunos papel e caneta para que, quando autorizados, colhessem autógrafos dos jogadores. Foi uma verdadeira festa para a criançada e, tenho certeza, uma quebra da monotonia de tantos treinos do selecionado. Houve uma mudança de ambiente e uma novidade para todos &#8211; atletas e alunos.      </p>
<p>Muitos anos se passaram para que me dispusesse a realizar treinos com duplas de praia em Icaraí, onde resido. Considerei o desgaste nervoso como um dos obstáculos a vencer, pois as sessões eram diárias (6 vezes na semana) e com horários bem sacrificantes (9h às 12h). A parte física era à tarde, em academias, por conta exclusiva dos atletas. A escolha do local também favoreceu ao que tinha em mente, isto é, aproximar os atletas do público passante no calçadão da praia, por onde sempre desfilam milhares de pessoas realizando suas caminhadas matinais. Fora o fluxo de veículos, descomunal.     </p>
<p>Meus objetivos foram atingidos, não só porque me utilizava de uma série de equipamentos não convencionais, como também tornei a pequena arena em um ponto de atração diário. Os passantes reduziam o seu ritmo de caminhada, ou até mesmo paravam por instantes para apreciarem o que se desenrolava. Vez por outra me consultavam sobre a possibilidade de inscrever um novo candidato. Interessante notar que, anos a seguir, quando inclui duas moças aos treinos, a procura pelo ingresso foi bem maior. Em resumo, fui pioneiro ali de um Centro de Treinamento de Duplas de Praia que mais tarde e até hoje, inspirou outros professores e treinadores.       </p>
<p>Voltarei ao assunto após obter depoimentos daqueles atletas que estiveram comigo durante um bom tempo. Veremos como após tantos anos aqueles nossos encontros contribuíram para a edificação de suas vidas. Como sabem, minha preocupação maior sempre foi Educar e não o treinamento &#8211; adestramento - do voleibol. Até lá e aguardem!      </p>
<p>    <strong> </strong>         </p>
</div>
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		<title>Campeonatos Mundiais de Vôlei na Praia</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 20:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Campeonatos Mundiais O 1° Campeonato Mundial de Vôlei de Praia foi realizado a partir de 17.2.87, no Posto 10, em Ipanema, Rio de Janeiro. Na sua organização estavam Carlos Arthur Nuzman, então Presidente da CBV, o Diretor Técnico da FIVB, Craig Thompson e o Vice-Presidente de Comunicações do Comitê Olímpico de Los Angeles e também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4721" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/MundialCopaVôleiPraia1.jpg"><img class="size-medium wp-image-4721" title="MundialCopaVôleiPraia1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/MundialCopaVôleiPraia1-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">O volei de praia teve rápido incremento no mundo, especialmente no Brasil. Foto Ary, CBV.</p></div>
<p><strong>Campeonatos Mundiais </strong></p>
<p>O 1° Campeonato Mundial de Vôlei de Praia foi realizado a partir de 17.2.87, no Posto 10, em Ipanema, Rio de Janeiro. Na sua organização estavam Carlos Arthur Nuzman, então Presidente da CBV, o Diretor Técnico da FIVB, Craig Thompson e o Vice-Presidente de Comunicações do Comitê Olímpico de Los Angeles e também membro da Comissão de Promoções da FIVB, Mike O’Hara.</p>
<p><em>Organização</em> – A empresa paulista Koch Tavares foi a promotora do evento, juntamente com a Rede Globo. Fernando Oertzen era um dos sócios da Koch Tavares. Os custos foram estipulados em torno de US$ 500 mil, o equivalente a Cz$ 13 milhões (treze milhões de cruzados).</p>
<p><em>Participantes</em> – Os americanos dominavam a modalidade nesse período. Foram convidados os primeiros do <em>ranking</em>, que constituíam as duplas Pat Powers-Karch Kyrali, Sinji Smith-Randy Stoklos. E também os italianos Solustri-Giovani. Participaram ainda atletas da Argentina, Chile, México e Japão. Entre os brasileiros, todos radicados no Rio de Janeiro, Clóvis-<em>Caveirinha</em>, Luís Américo-<em>Serginho</em>, Bernard-<em>Edinho</em>, Roese-Marcus Vinícius e Cid-Miguel.</p>
<p><em>Regulamento</em> – As regras adotadas tiveram algumas alterações em relação ao que se jogava no Brasil por determinação e influência dos americanos, imbatíveis e já organizados nos EUA com a AVP. Apresentavam as seguintes características:</p>
<p><em>Defesa</em> – Não vale defender de toque, não vale a <em>bandeja</em> (mão aberta).</p>
<p><em>Saque</em> – Não existe zona de saque; executado de qualquer ponto do fundo da quadra.<strong> </strong></p>
<p><em>Recepção </em>– Não existe posição fixa para a recepção do saque.</p>
<p><em>Ataque</em> – Vale a largada e a agarrada seguirá os mesmos critérios dos jogos em quadra fechada; vale a invasão por baixo, desde que não interfira na jogada do adversário.<strong> </strong></p>
<p><em>Tempo -</em><strong> </strong>Permitidos dois tempos de 1 minuto a cada dupla durante o set.</p>
<p><em>Campo</em> – Haverá troca de campo no 8° ponto, quando o set for de 15 pontos, e a cada set quando a disputa for em melhor de 3 sets. Neste caso, haverá um descanso de 5 minutos entre eles.</p>
<p><em>Substituição</em> – Não será permitida; se um jogador não tiver condições de continuar, a dupla será obrigada a desistir e perderá a partida.</p>
<p><strong>Circuito Mundial.</strong> Na temporada 96/97, foram dez etapas. Desde 87 aumentou de uma para dezessete o número de etapas. No Rio, parada final da chamada <em>World Series</em>, o total do prêmio no ano de 96 chegou a US$ 200 mil. O baixo custo na formação das duplas é também responsável pela popularização da versão praiana.</p>
<p><strong>Campeões Mundiais – Masculino</strong></p>
<pre>---------------------------------------------------</pre>
<pre>1987    Randy Stoklos/Sinjin Smith       EUA</pre>
<pre>1988    Karch Kiraly/Pat Powers          EUA</pre>
<pre>1989    Randy Stoklos/Sinjin Smith       EUA</pre>
<pre>1990   Randy Stoklos/Sinjin Smith        EUA</pre>
<pre>1991   Randy Stoklos/Sinjin Smith        EUA</pre>
<pre>1992   Randy Stoklos/Sinjin Smith        EUA</pre>
<pre>1993   Franco Neto/ Roberto Lopes        Brasil</pre>
<pre>1994   Jan Kvalheim/ Bjorn Maaseide      Noruega</pre>
<pre>1995   Franco Neto/ Roberto Lopes        Brasil</pre>
<pre>1996   Emanuel Rego/Zé Marco             Brasil</pre>
<pre>1997   Emanuel Rego/Zé Marco             Brasil</pre>
<pre>1998   Guilherme Marques/Rogério Pará)   Brasil</pre>
<pre>1999   José Loiola/Emanuel Rego          Brasil</pre>
<pre>2000   Zé Marco/Ricardo Santos           Brasil</pre>
<pre><strong> </strong></pre>
<p><strong><strong>Campeãs Mundiais – Feminino</strong></strong></p>
<pre>---------------------------------------------------</pre>
<pre>1992   Nancy Reno/Karolyn Kirby         EUA</pre>
<pre>1993   Adriana Samuel/Mônica Rodrigues  Brasil</pre>
<pre>1994   Isabel Salgado/Roseli Timm       Brasil</pre>
<pre>1995   Sandra Pires/Jacqueline Silva    Brasil</pre>
<pre>1996   Sandra Pires/Jacqueline Silva    Brasil</pre>
<pre>1997   Shelda Bede/Adriana Behar        Brasil</pre>
<pre>1998   Shelda Bede/Adriana Behar        Brasil</pre>
<pre>1999   Shelda Bede/Adriana Behar        Brasil</pre>
<pre>2000   Shelda Bede/Adriana Behar        Brasil</pre>
<pre>---------------------------------------------------</pre>
<pre></pre>
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		<title>Voleibol de Praia em Niterói (IV)</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 19:42:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Voleibol de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol em Nichteroy]]></category>
		<category><![CDATA[História do vôlei no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol em Niterói]]></category>
		<category><![CDATA[Rede da Lilica]]></category>

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		<description><![CDATA[Rede da Lilica O vôlei na praia deve muito também à formação da Rede da Lilica, no final da praia de Icaraí, no trecho cognominado Canto do Rio, junto à praça em que os bondes faziam o seu retorno para o Centro da cidade. Ali havia muita sombra propiciada por imensas amendoeiras e um bar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Lilica-atletas41.jpg"><img class="size-medium wp-image-4652 alignleft" title="Lilica atletas,4" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Lilica-atletas41-300x258.jpg" alt="" width="300" height="258" /></a></p>
<p><strong>Rede da <em>Lilica</em></strong></p>
<p>O vôlei na praia deve muito também à formação da <em>Rede da Lilica</em>, no final da praia de Icaraí, no trecho cognominado Canto do Rio, junto à praça em que os <em>bondes</em> faziam o seu retorno para o Centro da cidade. Ali havia muita sombra propiciada por imensas amendoeiras e um bar (bar do <em>seu Sá</em> ou do Canto do Rio), com mesas ao ar livre; estava situado entre as duas pistas de rolamento. A Rede era conduzida pelo seu fundador, Fernando Machado, o famoso <em>Picolé</em>, cuja mãe tinha o carinhoso nome de <em>Dona Lilica</em>. O material ficava guardado no posto de gasolina Canto do Rio, entre as ruas Mariz e Barros e Comendador Queirós, de propriedade de Domingos Veiga Fernandes (14.1.1918), um santista que adotou a cidade. O Posto foi construído em 1947 e ali permaneceu até 1972, tendo acabado devido ao alargamento da via. Por ali passaram muitos desportistas e amantes de uma boa diversão. Lembramos do irmão de <em>Picolé</em>, Carlos, que tocava piano, Marques, Hernandez, João (trabalhou na Rádio Nacional), Geraldo (<em>Maluco</em>) Ferreira, Ronaldo Braga, irmão de Roberto, que fundaria a Rede <em>Braga</em>, Asdrúbal Vermelinger, <em>Toninho</em>, Paulo Fernando, Alcinho, Aristarco Salituri (<em>Tato</em>), Herval, <em>Geraldinho</em>, irmão de <em>Jarrão</em>, Wallace Pacheco, <em>Jarrão</em>, Fernando Aguiar.</p>
<p>Na foto, componentes da Rede <em>Lilica </em>em meados da década de 40, vendo-se da esquerda para a direita, em pé: Marinho (médico, que também jogava “Bola Pesada”)&#8230; (?), Geraldo Freire Aguiar (irmão de Jarrão), Álvaro (Alvinho, Xerife) e Hernandez (jogava futebol). Agachados, na mesma ordem, Roberto Braga e Antônio (Toninho).</p>
<p>Atualmente poucos são os vestígios daquela época, uma vez que o bairro passou por várias reformas que o descaracterizaram. Ainda resta o “<em>retorno</em>” (<em>rodo</em>) e, agora, dois restaurantes, do outro lado da calçada: o “<em>La Mole</em>” e o tradicional “<em>Bom Canto</em>” ( vendido em ago./2002), únicos na praia.</p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Lilica-Retocadaimagem.jpg"><img title="Lilica Retocadaimagem" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Lilica-Retocadaimagem-300x160.jpg" alt="" width="386" height="239" /></a></p>
<p>Possivelmente em meados da década de 60, realizou-se o confronto de vôlei entre a Rede <em>Lilica</em> e a Escola Naval. A equipe da <em>Lilica</em> estava representada por muitos jogadores do Central: <em>Baby</em>, Parente, Eber, Hélcio, Francé, <em>Joninho</em>, além do reforço de Quaresma, Mário Hermes e <em>Nelsinho</em> (do IPC).</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/VoleiRJPostoLilica.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11124" title="VoleiRJPostoLilica" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/VoleiRJPostoLilica-300x219.jpg" alt="" width="200" height="138" /></a>Só recentemente tomei conhecimento da morte de Domingos Veiga Fernandes, o Perigoso, como podem ver em Comentários (28.4.2011). Em sua homenagem, acrescento foto que me cedeu do seu posto de gasolina, onde guardava o material da Rede Lilica. Que o Senhor o receba em sua glória.</p>
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		<title>Voleibol de Praia em Niterói (I)</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2010 19:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Voleibol em Nichteroy]]></category>
		<category><![CDATA[História do volei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol em Niterói]]></category>
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		<description><![CDATA[As Redes (ou campos de jogo) Rede do Canto do Rio Grupo de entusiastas, na sua maioria atletas de basquete do Clube Canto do Rio que, aos domingos, recreava-se na praia, em frente à Praça Getúlio Vargas, entre as ruas Miguel de Frias e Álvares de Azevedo, em frente ao cinema Icaraí. Ao lado, vemo-los todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Lilica-3-Restaurada1.jpg"></a></p>
<div id="attachment_4629" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Volei1949B.jpg"><img class="size-medium wp-image-4629" title="Volei1949B" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Volei1949B-300x190.jpg" alt="" width="300" height="190" /></a><p class="wp-caption-text">Rede do Canto do Rio, com Calado, Alfredinho, Mangolão, Newdon, Ferreira, Gonçalves, Calixto, Kiko, em dia de festa. </p></div>
<p><strong>As Redes</strong> (ou campos de jogo)</p>
<p><strong>Rede do Canto do Rio</strong></p>
<p>Grupo de entusiastas, na sua maioria atletas de basquete do Clube Canto do Rio que, aos domingos, recreava-se na praia, em frente à Praça Getúlio Vargas, entre as ruas Miguel de Frias e Álvares de Azevedo, em frente ao cinema Icaraí. Ao lado, vemo-los todos animados uma semana antes do carnaval de 1949 com o famoso <em>Banho à Fantasia</em>. Em sua maioria, atletas de basquete do clube.</p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/2.jpg"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-4630" title="Rede Paz e Harmonia" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/2-300x219.jpg" alt="" width="300" height="219" /></strong></a><strong> </strong><strong>Rede Paz e Harmonia </strong></p>
<p>Ao lado da Rede do Canto do Rio, e em frente ao Cinema Icaraí, a Rede Paz e Harmonia, fundada pelo Aníbal possivelmente no final da década de 50, atraía a rapaziada de outros bairros, como Fonseca e Barreto. Ali atuavam e divertiam-se muitos atletas que jogavam somente em clubes de Niterói. Cremos que em torno de 1966, <em>seu Mira</em>, que também participava da rede, resolveu fundar a própria rede, sendo acompanhado por vários adeptos.</p>
<p>Na foto acima, vemos o animado grupo de atletas frequentadores da rede no início da década de 60. Em pé, da esquerda para a direita, Jayme, Sérgio, Homero, <em>Toninho</em>, Mário, Jader, Ricardo, Hudson e <em>Deroca</em>. Agachados, Mário (<em>Banana</em>), Aldrovando, Silésio, Aníbal,&#8230;(?), Silênio e, de chapéu, <em>Zé</em> Luís.</p>
<p><strong>Rede do <em>Mira<a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/6.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4636" title="6" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/6-300x188.jpg" alt="" width="300" height="188" /></a>. </em></strong>Miroslav Blakic, ou <em>Mira,</em> um iugoslavo baixinho, forte e troncudo, especialista em mecanismos, consertos e vendas de relógios. Foi responsável pelo grande relógio colocado por muito tempo na Praça Araribóia, no Centro de Niterói. Seu pequeno escritório localizava-se na Rua da Conceição, no edifício <em>Gold Star</em>.  Originariamente, a maior parte dos componentes da Rede são oriundos da Rede do Aníbal, em frente ao Cinema Icaraí. Mais adiante, talvez em 1966, com a desistência do líder de manter a Rede, <em>Mira</em>, um dos que ali atuava, fundou a sua própria Rede, agora próximo à Rua Presidente Backer. Com ele vieram muitos dos adeptos, tais como Jayme, os irmãos Nelson e Neir, Toledo, Oswaldo, Nilo, Sam, Ronaldo Braga e muitos outros. Mantiveram-se durante algum tempo até que, com o crescimento do número de adeptos, Ronaldo Brafa passou a armar sua Rede também aos domingos (só o fazia sábados à tarde). Assim, ganharam todos, pois criaram condições de mais pessoas se divertirem jogando voleibol na praia. Na década de 60, um grupo de aficionados reuniu-se em torno do seu <em>Mira.</em> Em pé, da esquerda para a direita: <em>Baby</em>, Vicente,&#8230;(?), Hebert, Jayme, Ronaldo Braga, Renato,&#8230; (?), Sam e Paulo (da Ótica Fluminense). Agachados: Oswaldo,&#8230;(?), <em>seu Mira</em>, Silvares, Helinho e Edinho.</p>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p>
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		<title>Volei de Praia</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 09:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Criação do Circuito Mundial masculino]]></category>
		<category><![CDATA[Criação do Conselho Mundial de Voleibol de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Cronologia recente]]></category>
		<category><![CDATA[Exibição nos Jogos Olímpicos de Barcelona]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão nos Jogos Olímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[Parceria Banco do Brasil e volei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Vôlei de seis na praia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4534" class="wp-caption alignleft" style="width: 265px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Rede-Braga-Torneio.jpg"><img class="size-medium wp-image-4534   " title="Rede Braga Torneio, 1967" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Rede-Braga-Torneio-300x300.jpg" alt="" width="255" height="280" /></a><p class="wp-caption-text">Aspectos de um torneio em 1967 de &quot;Vôlei de 6&quot;. Praia de Icaraí, Niterói (RJ).</p></div>
<p style="text-align: left;"><strong>Cronologia Recente</strong></p>
<p><strong>1986 &#8211; </strong>Grandes nomes internacionais foram reunidos pela primeira vez para o Hollywood Volley, em Copacabana (Rio) e em Santos (SP). A partir desta competição, passou a conquistar espaços e adeptos.</p>
<p><strong>1987 &#8211; </strong>O Rio de Janeiro (praia de Ipanema) sediou o primeiro Campeonato Mundial da história do vôlei de praia, ainda não regulamentado pela FIVB. Somente em 1989 foi criado um Circuito Mundial masculino – o <em>World Champion Series</em> –, principal rival do Campeonato Profissional dos EUA realizado pela <em>Association of Volleyball Professionals</em> (AVP). Nos primeiros quatro anos o domínio foi americano, mas, a pouco e pouco, os brasileiros tornaram-se quase que absolutos.</p>
<p><strong>1988 &#8211; </strong>A FIVB criou o Conselho Mundial de Voleibol de Praia (abril/maio), passando a ter controle também sobre as competições internacionais de VP nos países filiados. Assim, terminou com a luta com a AVP.</p>
<p><strong>1991 - </strong>Realizado o saque inicial de parceria de empresas (Banco do Brasil) com o vôlei. O resultado foi um grande sucesso que permanece até hoje. Com esse apoio, o talento dos atletas brasileiros ficou mais evidente. E os resultados não demoraram a aparecer. Sucesso de público, criação de ídolos, as torcidas organizadas, tudo isso contribuindo para que mais e mais jovens desejem participar de alguma forma desse grande circo do vôlei de praia.</p>
<p><strong>1992 &#8211; </strong>Foram realizadas as primeiras competições femininas, constando de duas etapas e, em 94, o primeiro circuito mundial para elas. O Brasil passou a sediar uma das etapas – masculino e feminino – sempre no Rio de Janeiro. Entretanto, nos últimos quatro anos, duas etapas de cada uma das categorias são disputadas no país: o feminino em Salvador e o masculino em Fortaleza.</p>
<p><strong>1993 &#8211; </strong>O presidente do COI, Juan Antonio Samaranch, assistiu à etapa carioca do circuito mundial e deu o seu aval para a entrada do vôlei de praia no rol dos esportes olímpicos. Foi, então, esporte de exibição na Olimpíada de Barcelona-92 e a sua inclusão como esporte olímpico foi decidida em 1993.</p>
<p><strong>1996 &#8211; </strong>Olimpíada de Atlanta marcou a estreia do esporte na competição e o Brasil dominou no feminino, conquistando as medalhas de ouro – Jacqueline e Sandra – e de prata, com Mônica e Adriana Samuel. A dupla Zé Marco e Emanuel dividiu o nono lugar com os cearenses Franco e Roberto Lopes.</p>
<p><strong>2001 &#8211; </strong>Em 18.1, o vôlei de praia seria confirmado pelo COI como esporte olímpico.</p>
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		<title>Redes de Vôlei de Praia</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 23:01:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História do volei]]></category>
		<category><![CDATA[História do volei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Prática do vôlei na escola]]></category>
		<category><![CDATA[Rato de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Redes de vòlei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Vôlei na praia de Icaraí]]></category>

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		<description><![CDATA[Prática escolar A partir da década de 40 o Colégio Santo Inácio, no Rio – somente para meninos – deu início timidamente à prática da Educação Física. Um sargento do Exército, com  curso de Monitor da EsEFEx, dava uma aula por mês de ginástica, quase sempre de calistenia, para assegurar o cumprimento da lei. Os alunos somente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Foto-37.jpg"></a><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Foto-371.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1786" title="Foto 37" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Foto-371-300x208.jpg" alt="" width="225" height="141" /></a></strong></p>
<p><strong>Prática escolar</strong></p>
<p>A partir da década de 40 o Colégio Santo Inácio, no Rio – somente para meninos – deu início timidamente à prática da Educação Física. Um sargento do Exército, com  curso de Monitor da EsEFEx, dava uma aula por mês de ginástica, quase sempre de <em>calistenia</em>, para assegurar o cumprimento da lei. Os alunos somente utilizavam o calção quando dessa única aula. As práticas nos demais dias de futebol, basquete, vôlei e ping-pong estavam restritas aos momentos vagos, sem necessidade do <em>uniforme de ginástica</em>. Fora do ambiente escolar os jovens praticavam o futebol e o voleibol, ambos  nas praias da Zona Sul.  Na foto, a equipe de voleibol do Colégio Andrews na década de 40, destacando-se Gil Carneiro, último à direita.</p>
<p><strong>As Redes de vôlei no Rio</strong></p>
<p>O voleibol começava a exercer sua influência sobre os jovens, especialmente as moças. Dizia-se que voleibol era para &#8220;mulherzinha&#8221;. Quanto aos meninos e rapazes, quando não estavam em suas <em>peladas </em>de futebol, não resistiam ao fascínio de arriscar alguns movimentos com a bola na rede. Os menores, filhos de praticantes, observavam atentas as partidas e somente nos intervalos dos jogos lhes era permitido &#8220;brincar de jogar&#8221; com a bola. Era o início de seu despertar para o esporte, pois era sistemático. Durante longos anos a prática do vôlei na praia fez a diferença entre cariocas e seus maiores rivais, paulistas e mineiros. Dizia-se que eram &#8220;ratos de praia&#8221;, uma referência à malandragem dos praticantes. Como até hoje, existiam os “donos da Rede”, aqueles abnegados que armavam, desarmavam e administravam a atividade. Em Ipanema, na rede do Ipanema Praia Clube, quem mandava era Rinaldo Toselly. Outros famosos, mais tarde, foram o Frazão, no Posto 6 e, posteriormente, a <em>Tia Leha</em>, em Copacabana. Depois que o <em>Seu Thomás</em> morreu, a rede do Posto 6 foi mantida durante anos pelo Frazão, de quem a <em>Tia Leah</em> herdou a rede. Os rapazes que começavam a se destacar no voleibol de praia – sempre jogado seis contra seis – eram invariavelmente convidados a participar de equipes de clubes, um fato que perdurou por gerações. Esses campeonatos tiveram início em 1945-46, destacando-se diversas Redes, onde atuavam vários ases do esporte, como Paulo Azeredo, José Gil, <em>Corrente</em>, Chrisóstomo, <em>Bicudo</em>, Ferraz (Ipanema <em>Beach</em> Clube); Alberto Damázio de Sá (<em>Betinho</em>)<em> </em>e <em>Pirica </em>(Urca P. C.) e Filipone, da Rede Belfort. Todos integrantes da equipe principal do Fluminense F. C., diversas vezes campeão carioca.</p>
<p><em><strong>Ratos de Praia.</strong></em> No Rio, alguns <em>privilegiados</em>, com horários de trabalho flexíveis ou simplesmente que não trabalhavam (<em>vagabundos</em>), jogavam duplas diariamente muitas vezes com apostas em dinheiro. Eram chamados <em>Ratos de Praia</em>. Metaforicamente, tinham bastante intimidade com o local em que viviam, isto é, em que atuavam. Carlos Candeias nos dá um depoimento bastante elucidativo daqueles bons momentos na coluna do Fernandão, do Jornal do Brasil <em>Online</em> (14.2.2004):</p>
<blockquote><p>“Fui <em>rato de praia </em>de 1959 até 1967. Jogava na rede de <em>seu </em>Thomás, quase em frente à Joaquim Nabuco, no Posto Seis, frequentada pela Tia Leah, que depois da morte de <em>seu</em> Thomás criou a sua própria rede, armada mais pra perto da Francisco de Sá. Os frequentadores habituais daquela rede eram simplesmente, além da garotada como eu, jogadores do porte de Átila, Arlindo, Parker, Arnaldo, Dudu, Zé Maria, Lúcio Figueiredo, Vitinho, Feitosa, Bomba, Nuzman, Isnaldo, <em>Cabinha</em> (o rei das quadras e duplas), Naga, Careca, John O´Shea, <em>Jorginho </em>Bettencourt e muitos outros. Era um verdadeiro <em>point </em>desse esporte. Os treinadores compareciam em peso: Heckel, Célio Cordeiro, Sami Mehlinsky (para mim o grande treinador do nosso voleibol), Paulo Matta etc. Quase sempre tínhamos a visita do pessoal de Niterói, como Quaresma, Roberto <em>Canhoto</em> (Pimentel) e <em>Borboleta</em>. Nas férias apareciam Belfort, <em>Fabinho</em> e Urbano Brochado, de Minas. Isso sem falar em figuras folclóricas como <em>Evereste</em>, <em>Jojô Piloto</em> e outros. Daquela rede se poderia montar um time imbatível em termos de Brasil”.</p></blockquote>
<p><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Trampolim-I1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1800" title="Trampolim I" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Trampolim-I1-300x197.jpg" alt="" width="240" height="144" /></a>Vôlei na Praia de Icaraí</strong></p>
<p>Como disse anteriormente. a primeira Rede data de 1937; era a do IPC. O esporte tinha duas vitrines em Nictheroy: a primeira, o próprio clube, berço para o seu desenvolvimento; a segunda, a praia de Icaraí, onde até nossos tempos foi transformada em imenso quintal recreativo. Embora houvesse discussões quanto ao placar, a escolha dos times, os lances dúbios, tudo era encarado da forma mais amistosa possível, sendo raríssimos os casos de desavenças graves. O vôlei era praticado essencialmente por laser e dispensada a arbitragem: os próprios jogadores se policiavam e assinalavam suas próprias faltas. Aliás, a regra era devidamente modificada para que se permitisse um jogo fluido e alegre, com ralis longos: “valia tudo, exceto tocar na rede e xingar a mãe!” O voleibol praticado na praia em Nictheroy restringia-se aos domingos, o que contribuía, não só para um bom preparo físico – jogar na areia fofa é muito estafante – como acrescentava excelente desenvolvimento tático, uma vez que “valia tudo” nas partidas. Para colocar a bola no chão da quadra adversária era preciso, além de tudo, imaginação e criatividade. Esta prática favoreceu e fez diferença durante muitos anos nos confrontos contra paulistas ou mineiros. Em suma, eram quatro treinos por semana – acrescentou-se o sábado a partir do início da década de 60 –, sendo que o preparo físico era dado pela prática na areia. Formava-se uma geração bastante competente que, em disputas contra os melhores atletas do Rio competiam de igual para igual, muitas vezes até em vantagem. Foi o período dos torneios de praia do <em>Jornal dos Sports</em> nas areias de Copacabana. Como os melhores atuavam em times cariocas, principalmente Botafogo, Fluminense, Tijuca e América, não havia bairrismo ou qualquer tipo de rivalidade, muito pelo contrário. Neste período surgiu então a expressão carinhosa &#8220;Nitctheroy, celeiro de craques&#8221;.   </p>
<hr size="1" />
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		<title>Caminhos da Praia</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 12:38:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Voleibol de Praia]]></category>
		<category><![CDATA[1º Curso de Mini Voleibol em Praias]]></category>
		<category><![CDATA[1º Curso de técnico de volei de praia]]></category>
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		<category><![CDATA[Técnico de volei de praia]]></category>
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		<description><![CDATA[Vôlei na Praia  O Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, disputado desde 1992, espalha seus frutos pelo mundo. A prova de que ele é hoje o maior circuito de todos são as últimas conquistas das duplas brasileiras no exterior. O resultado foi um grande sucesso que permanece até hoje. Com esse apoio o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Globo1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-894" title="Globo1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/Globo1-214x300.jpg" alt="" width="214" height="300" /></a></p>
<p><strong>Vôlei na Praia</strong></p>
<p> O Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, disputado desde 1992, espalha seus frutos pelo mundo. A prova de que ele é hoje o maior circuito de todos são as últimas conquistas das duplas brasileiras no exterior. O resultado foi um grande sucesso que permanece até hoje. Com esse apoio o talento dos atletas brasileiros ficou mais evidente. E os resultados não demoraram a aparecer. Sucesso de público, criação de ídolos, as torcidas organizadas, tudo isso contribuindo para que mais e mais jovens desejem participar de alguma forma desse grande “circo” do vôlei de praia. A CBV vem realizando  estudos  para incentivar o aprendizado do voleibol, preparando uma nova geração de talentos.</p>
<p> <strong>Técnico de Vôlei de Praia.</strong>  A partir dessas perspectivas, a CBV inovou, também, ao realizar o 1° Curso para Técnicos de Vôlei de Praia &#8211; Iniciação e Alto Nível &#8211; na Escola de Educação Física do Exército, no Rio, no período de 28/8 a 4/9/98, para cerca de 60 alunos e professores. A partir de agora, nos próximos Circuitos, será permitida a presença do técnico junto aos atletas durante todo o transcorrer da competição. É outra novidade a ser implantada e levada posteriormente à FIVB. Com isto, reforça-se a imagem da figura do técnico, ao tempo em que se valoriza a sua atuação profissional. É um novo mercado, regulamentado e assistido.</p>
<p><strong>Histórico.</strong> Os primeiros passos foram dados em 91, quando o autor programou o 1° Curso de Mini vôlei em praias de Fortaleza, Recife, João Pessoa e Niterói &#8211; ao todo, 1.200 alunos. Já agora, a orla do Rio de Janeiro tem cerca de 300 crianças regularmente aprendendo e descobrindo os segredos desse esporte espetacular.</p>
<p><strong>Projeto do 1º Curso de Mini Voleibol em</strong> <strong>Praias no Brasil</strong></p>
<p>Objetivo. Continuar atraindo mais crianças a este amplo e prazeroso mundo do vôlei. Através de profissionais especializados da área de Educação Física acompanhar as crianças desde sua iniciação até o aprimoramento de suas técnicas. Além disso, prestar serviços em obras filantrópicas, tal como as realizadas com alunos excepcionais da APAE-Niterói há vários anos. O Programa a ser desenvolvido prevê atuações em diversas escolas através de convênios, inclusive com material específico para a prática do minivôlei.</p>
<p>Características</p>
<p>1. Expectativa de Público</p>
<p>Transitam diariamente pelos <em>calçadões</em> das praias de Icaraí considerável número de pessoas:</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="294" valign="top">Assistência direta</td>
<td width="254" valign="top">400 pessoas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="294" valign="top">Horário de lazer</td>
<td width="254" valign="top">600 pessoas</td>
</tr>
<tr>
<td width="294" valign="top">Horário de <em>rush</em></td>
<td width="254" valign="top">12.000 pessoas</td>
</tr>
<tr>
<td width="294" valign="top">Total de público</td>
<td width="254" valign="top">13.000 pessoas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>2. Período: 6 ou 12 meses, renováveis &#8211; Aulas: 4<sup>as </sup>e  6<sup>as</sup> feiras Horário: 17h às 18h; 18h às 19h; 19h às 20h</p>
<p>3. Local: Praia de Icaraí – entre as ruas Belizário Augusto e Oswaldo Cruz – área provida de refletores.</p>
<p>4. Área: Aproximadamente de 108m x 70m, equivalente ao campo do Maracanã.</p>
<p>5. Faixa Etária: Crianças dos 8 aos 13 anos.</p>
<p>6. Apoio: Prefeitura de Niterói.</p>
<p>7. Coordenação: Prof. Roberto A. Pimentel.</p>
<p>8. Espaço Publicitário: Placas promocionais – 2m x 0,80m e painel 2m x 3m, removíveis; Camisetas&#8230; 350</p>
<p>9.Convênios &amp; Parcerias: Colégios públicos e entidades promotoras de ações sociais; Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE</p>
<p>10. Custo: Processos normais de propaganda em eventos, com objetivo primordial de exclusividade. Poderá ser subdividido em cotas proporcionais no caso de co-patrocínio.</p>
<p>Obs.: descortina-se amplo campo de atuação dentro de colégios conveniados com o Programa</p>
<p><strong>Justificativa &amp; Atribuições </strong></p>
<p>1. Descrição</p>
<p>Nome: Mini vôlei                                  </p>
<p>Apoio: Prefeitura Municipal de Niterói</p>
<p>Patrocínio: (a definir)                                    </p>
<p>Coordenação: Prof. Roberto A. Pimentel</p>
<p>Objetivos: Promover o aprendizado e incentivar a prática esportiva; Divulgar novas técnicas de ensino do vôlei</p>
<p>Estratégia: Ensino dos principais fundamentos e de tática elementar; Vivenciar o voleibol; Enriquecimento por multiplicação de soluções; Estímulo à obtenção de recordes pessoais.</p>
<p>Período:                                        Início                término </p>
<p>Local:  Praia de Icaraí                   &#8230;&#8230;                    &#8230;&#8230;.</p>
<p>Horário:                                   4ªe 6ª, das 17h às 20h</p>
<p>Clientela:           300 crianças, de ambos os sexos, de 8 a 13 anos</p>
<p>2.Organização e Definição de Atribuições</p>
<p>Coordenador Geral: Planejar o projeto; Administração contábil e financeira; Programar as atividades; Garantir a interação e montagem entre os setores; Compor a equipe de trabalho; Estabelecer contrato com o(s) patrocinador(es); Estabelecer contato com Prefeitura; Convênios com Universidades; Produção de “memória” em vídeo.</p>
<p>Administração: Providenciar local para a execução do evento; Dar ou obter a devida autorização oficial; Providenciar a respectiva iluminação do local; Promover o evento junto à mídia, autoridades e público; Providenciar a segurança no momento das aulas; Solicitar acompanhamento médico (primeiros socorros).</p>
<p>Serviços: Montar e desmontar os equipamentos no local do evento; Garantia do local  pronto ½ hora antes do início da 1ª aula; Cuidar pela conservação e guarda de todo equipamento; Permanecer junto ao local durante todo o período de aulas; Atender às solicitações da Administração e Coordenação;</p>
<p>Coordenação Técnica: Elaborar o planejamento técnico geral e os planos de aula; Instruir supervisor e professores sobre o planejamento; Relacionar os recursos materiais necessários; Acompanhar a aplicação do Projeto;  Apoio na obtenção de parceiros comerciais (patrocinador); Avaliar e reciclar os professores e estagiários; Acompanhar a montagem do apoio administrativo; Organizar torneios de exibição periodicamente.</p>
<p>Professores: Ministrar o plano de aula de acordo com o planejamento; Organizar as atividades dos alunos, da chegada à saída; Verificar a apresentação dos alunos; Zelar por todo o material de aula disponível;</p>
<p>Assessoria de comunicação: Supervisão Técnica; Garantir a aplicação do planejamento de aulas.</p>
<p>3. Estrutura</p>
<p>Pessoal: 1 Coordenador (professor) &#8211; 10 Estagiários &#8211; 4 Auxiliares</p>
<p>Material: 40 bolad de voleibol - 40 bolas de tênis - 10 bolas de m<em>edicine-ball</em>  - 10 mini rede, marcação etc. - 10 aros ginásticos - 2 cordas elásticas - 14 puçás - 10 petecas &#8211; 1 biruta &#8211; 6 sacos (guarda de material) &#8211; 1 bomba &#8211; 5 sacos de bola</p>
<p><strong>Festival de Minivôlei. </strong>O Festival de Minivôlei destina-se a crianças de ambos os sexos, matriculadas regularmente no Curso. O objetivo desse Festival é incentivar o contato social e fomentar o desejo da prática esportiva ao ar livre. Apresenta-se, também, como oportunidade de divulgação de novas técnicas de ensino. A previsão é de uma clientela de 300 crianças, distribuídas por sexo e faixas etárias, em horários distintos, assim constituídas:</p>
<p>              Masc.              10-11 anos                   24 crianças</p>
<p>                                      12-13 anos                   24 crianças</p>
<p>             Fem.                10-11 anos                   24 crianças</p>
<p>                                      12-13 anos                  24 crianças</p>
<p>Nota: crianças de 9 anos terão torneio especial.</p>
<p>Datas previstas para a realização do Festival&#8230;&#8230;.. (enumerá-las).</p>
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		<title>Vôlei de Praia, Origem (II)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 08:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Origem do volei de praia no Rio de Janeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[            Vôlei nas praias do Rio de Janeiro Os torneios permaneceram na década de 60 sempre incrementados pelo Jornal dos Sports. Podíamos ver a rapaziada, inclusive alguns de seleção brasileira, participando e abrilhantando os jogos no Posto 5 (Rede GRADE) ou no Posto 6 (Rede do Seu Thomás) em jogos de sexteto masculino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ArnaldoPraia1963-Masc.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-752  alignleft" title="ArnaldoPraia1963 Masc" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/ArnaldoPraia1963-Masc-150x150.jpg" alt="" width="182" height="161" /></a><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/JorginhoIPCPraia64.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-753" title="JorginhoIPCPraia64" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/JorginhoIPCPraia64-150x150.jpg" alt="" width="175" height="174" /></a></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p> </p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Vôlei nas praias do Rio de Janeiro</strong></p>
<p>Os torneios permaneceram na década de 60 sempre incrementados pelo Jornal dos Sports. Podíamos ver a rapaziada, inclusive alguns de seleção brasileira, participando e abrilhantando os jogos no Posto 5 (Rede GRADE) ou no Posto 6 (Rede do <em>Seu Thomás</em>) em jogos de sexteto masculino ou misto. O time se chamava GRADE porque ficava todo mundo encostado na grade de um prédio, no Posto 5; significava Grupo Recreativo dos Amigos Desocupados da Esquina, bem ao espírito irreverente dos cariocas.</p>
<p><strong>Fotos</strong></p>
<p>Na foto à esquerda, de 1963, a equipe da <em>Rede do Seu Thomás</em>. Em pé, à esquerda, Arnaldo, Delano, Célio, Barata, Idácio e Nuzman. Agachados, Emílio, <em>Bob</em>, Paulo Roberto (<em>Bebeto</em>) e Borba. Arnaldo relata que nessa oportunidade “<em>Bebeto</em> de Freitas era um garotinho de uns 14-15 anos, muito chato, que ficava pedindo para jogar o tempo todo. Acabávamos deixando, só para ele parar de nos encher. E se tornou um craque”. Acrescente-se que em 1966 Arnaldo foi atuar profissionalmente em Israel pelo Hapoel Petach-Tikva e pela seleção de Israel, tendo retornado ao Brasil somente no final de 1967. Participou de torneios por toda a Europa e até ganhou troféu de melhor jogador em jogos na Bélgica.</p>
<p>Na outra foto de 1964, o time misto do Icaraí Praia Clube (Niterói) em Copacabana, sempre um dos grandes vencedores dos torneios que disputou. Da esquerda para a direita, Nelson, Ronaldo Braga, Roberto Pimentel, Sérgio e <em>Jorginho</em>. Agachadas, Marilda, Marina Celistre e Marly. Nesse ano, a direção do torneio houve por bem limitar a participação de atletas federados: foram permitidos somente dois por equipe. Quaresma, que não aparece na foto, também integrava o time.</p>
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		<title>Vôlei de Praia, Origem (I)</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 08:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História do volei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Origem do volei de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Ratos de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Rede do Posto 6]]></category>
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		<description><![CDATA[1. Estrelas do Cooperação Esporte Club nas areias da Praia de Copacabana (22.12.1951), quando participavam de torneio. Entre elas, da esquerda para a direita, Marion (3ª), Osvaldira (5ª), seguida de Yrani e Marly. 2. Time misto da Rede Urca num dos torneios de Vôlei de Praia em Copacabana. Da esquerda para a direita, José Gil, Oswaldira, Coqueiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/MarlyCooperação-EC.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-722" title="MarlyCooperação EC" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/MarlyCooperação-EC-300x232.jpg" alt="" width="172" height="133" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/iGilPraiamagem.jpg"><img class="size-medium wp-image-723  alignnone" title="iGilPraiamagem" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/02/iGilPraiamagem-300x232.jpg" alt="" width="217" height="160" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>1.</strong> Estrelas do Cooperação Esporte Club nas areias da Praia de Copacabana (22.12.1951), quando participavam de torneio. Entre elas, da esquerda para a direita, Marion (3ª), Osvaldira (5ª), seguida de Yrani e Marly. <strong>2</strong>. Time misto da Rede Urca num dos torneios de Vôlei de Praia em Copacabana. Da esquerda para a direita, José Gil, Oswaldira, <em>Coqueiro</em>, <em>Terezinha</em>, <em>Evereste</em>, Wilma e <em>Betinho</em>.</p>
<p><strong>Breve história</strong></p>
<p>Aproximadamente 40 anos depois de inventado por Morgan na Costa Leste dos EUA, a modalidade ganhou sua versão de praia, na Califórnia, Costa Oeste. Jogava-se, então, seis contra seis. Posteriormente, ganhou a versão do dois contra dois. Surgida nas areias americanas como diversão de soldados na década de 30, a paixão praiana transformou-se em febre nos anos 90 e contagiou nada menos do que 40 países do mundo, onde o esporte é praticado atualmente. Por vários anos o vôlei de praia era praticado só por soldados americanos. A partir da década de 50 surgiram os circuitos de competições em cinco praias californianas. O primeiro torneio profissional aconteceu numa delas, em 1976.</p>
<p>Nos EUA, Charlie Saikley, conhecido como “o poderoso chefão” do vôlei de praia, foi quem popularizou o esporte com o lançamento de seu primeiro grande torneio, o <em>Manhattan Beach Open</em>; ele morreu aos 69 anos. Professor durante 40 anos, Saikley também coordenava uma série de programas recreativos na cidade de Manhattan Beach, próximo a Los Angeles Foi cofundador do <em>Manhattan Beach Open</em>, em 1960, na época uma competição amadora, e comandou o evento por muitos anos. O torneio tornou-se profissional nos anos 80. Para o atual coordenador, Leonard Armato, ele moldou aquele torneio, que se tornou famoso tanto para os jogadores como para os fãs. Antes de Saikley, o vôlei era um esporte majoritariamente de quadra, constituindo-se o vôlei de praia uma simples forma amadora no sul da Califórnia. Charlie ajudou a tornar um esporte pequeno em algo que alcançou padrão internacional. O vôlei de praia viria a se tornar esporte olímpico em 1996 e hoje em dia é um dos melhores esportes dos Jogos Olímpicos.</p>
<p><strong>Voleibol nas praias do Rio de Janeiro</strong></p>
<p>Durante décadas o vôlei de praia foi visto apenas como uma distração de final de semana, praticado por milhares de pessoas em toda a orla marítima, principalmente no Rio de Janeiro e em Niterói. O <em>Jornal dos Sports</em> foi um dos maiores incentivadores dessa prática, tendo realizado diversos campeonatos de sextetos, masculino, feminino e misto, durante pouco mais de duas décadas em Copacabana. Como até hoje, existiam os “donos da Rede”, aqueles abnegados que armavam, desarmavam e administravam a atividade. Em Ipanema, na rede do Ipanema Praia Clube, quem mandava era Rinaldo Toselly. Outros famosos foram <em>Seu</em> <em>Thomás</em>,  Frazão e, posteriormente, a <em>Tia Leha</em>, no Posto 6, Copacabana. Os rapazes que começavam a se destacar no voleibol de praia – sempre jogado seis contra seis – eram invariavelmente convidados a participar de equipes de clubes, um fato que perdurou por gerações. Esses campeonatos tiveram início em 1945-46, destacando-se diversas Redes, onde atuavam vários ases do esporte, como Paulo Azeredo, José Gil, <em>Corrente</em>, Chrisóstomo, <em>Bicudo</em>, Ferraz (Ipanema <em>Beach</em> Clube); Alberto Danúzio de Sá (<em>Betinho</em>)<em> </em>e <em>Pirica </em>(Urca P. C.) e Filipone, da Rede Belfort. Todos integrantes da equipe principal do Fluminense.</p>
<p><strong>Posto 6</strong></p>
<p>Depois que o <em>Seu Thomás</em> morreu, a rede do Posto 6 (final da praia) foi mantida durante anos pelo Frazão, de quem a <em>Tia Leah</em> herdou e deu continuidade. Carlos Candeias nos dá um depoimento bastante elucidativo daqueles bons momentos na coluna do <em>Fernandão</em>, Jornal do Brasil <em>Online</em> (14.2.2004):</p>
<p><strong>Ratos de praia</strong> <a href="http://www.procrie.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=716&amp;message=10#_ftn1">[1]</a></p>
<p>“Fui <em>rato de praia </em>de 1959 até 1967. Jogava na rede de <em>seu </em>Thomás, quase em frente à Joaquim Nabuco, no Posto Seis, frequentada pela Tia Leah, que depois da morte de <em>seu</em> Thomás criou a sua própria rede, armada mais pra perto da Francisco de Sá. Os frequentadores habituais daquela rede eram simplesmente, além da garotada como eu, jogadores do porte de Átila, Arlindo, Parker, Arnaldo, Dudu, Zé Maria, Lúcio Figueiredo, Vitinho, Feitosa, Bomba, Nuzman, Isnaldo, <em>Cabinha</em> (o rei das quadras e duplas), Naga, Careca, John O´Shea, <em>Jorginho </em>Bettencourt e muitos outros. Era um verdadeiro <em>point </em>desse esporte. Os treinadores compareciam em peso: Heckel, Célio Cordeiro, Sami Mehlinsky (para mim o grande treinador do nosso voleibol), Paulo Matta etc. Quase sempre tínhamos a visita do pessoal de Niterói, como Quaresma, Roberto <em>Canhoto</em> (Pimentel) e <em>Borboleta</em>. Nas férias apareciam Belfort, <em>Fabinho</em> e Urbano Brochado, de Minas. Isso sem falar em figuras folclóricas como <em>Evereste</em>, <em>Jojô Piloto</em> e outros. Daquela rede se poderia montar um time imbatível em termos de Brasil”.</p>
<hr size="1" />
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=716&amp;message=10#_ftnref1">[1]</a> Como eram denominados os frequentadores assíduos (dias de semana, 2ª a 2ª) das redes de voleibol na praia.</p>
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