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	<title>Procrie &#187; Metodologia e Pedagogia</title>
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	<description>Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva</description>
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		<title>Formação no Barcelona</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 18:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
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		<description><![CDATA[Ensinar Voleibol ou Futebol? Como alguns indivíduos que parecem ser iguais a nós de repente se tornam talentosos? Aconteceram no Rio de Janeiro e em São Paulo, conferências sobre a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016). Uma das emissoras brasileiras de Tv entre outras noticias, reportou rapidamente sobre as Formação - a escolinha - bem sucedida do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13413" class="wp-caption alignleft" style="width: 204px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Um-contra-Um.jpg"><img class="size-medium wp-image-13413" title="Um contra Um" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Um-contra-Um-232x300.jpg" alt="" width="194" height="272" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho: Beto Pimentel.</p></div>
<p><strong>Ensinar Voleibol ou Futebol?</strong></p>
<p><em>Como alguns indivíduos que parecem ser iguais a nós de repente se tornam talentosos?</em></p>
<p>Aconteceram no Rio de Janeiro e em São Paulo, conferências sobre a Copa do Mundo de Futebol (2014) e as Olimpíadas (2016). Uma das emissoras brasileiras de Tv entre outras noticias, reportou rapidamente sobre as Formação - a <em>escolinha</em> - bem sucedida do Barcelona na Espanha. Agora mesmo, atuando com um time reserva &#8211; todos jovens promessas &#8211; a equipe venceu por 4 x 0 seu adversário na Liga dos Campeões. Soube que ela é dirigida pelo antigo craque holandês, Johan Cruyff, que atuou em décadas passadas pelo time catalão. Vejo na internet que o holandês criou uma instituição &#8211; <em>Institute for Studies Desporto</em> &#8211; no endereço <a href="http://www.cruyffinstitute.org/">http://www.cruyffinstitute.org/</a> . Sua missão é treinar atletas, ex-atletas e profissionais de esportes: &#8220;Nossos programas permitem que os alunos combinem suas carreiras desportivas e estudos e adaptar-se a todas as situações, transformando sua paixão por esportes em sua profissão, e construir um futuro produtivo para servir o bem comum do esporte e da sociedade. Educação é o nosso foco principal em um ambiente em mudança, quer contribuir para o esporte e a educação a longo prazo. Procuramos comungar e compreender as necessidades da realidade do esporte, de pessoas e organizações&#8221;. Ali foram formados diversos atletas como Messi, Xavi, inclusive os que constituem a base da seleção espanhola de futebol, campeã mundial.</p>
<p>Antes de tomar conhecimento desses fatos, há algum tempo, busquei formatar na AABB-Rio o Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva (Procrie) no qual crianças e jovens treinariam sob esta nova metodologia sem a mínima preocupação de competições federadas. Assim estariam se exercitando no que Daniel Coyle denominou no livro <em>O código do talento </em>de Treinamento Profundo. Eu, ainda aprendiz, chamava de Treinamento de Qualidade que após a leitura e várias releituras considero a mesma coisa. Como diziam nossos avós, &#8220;fazer, mas fazer certo&#8221;, ou ainda, &#8220;treinar, treinar, treinar, mas corretamente&#8221;!  </p>
<div id="attachment_13418" class="wp-caption alignleft" style="width: 238px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ginásiopb.jpg"><img class="size-medium wp-image-13418" title="Ginásiop&amp;b" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ginásiopb-300x200.jpg" alt="" width="228" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Desenho: Beto Pimentel.</p></div>
<p>A visão e metas do Procrie coincidem com as do <em>Instituto Cruyff</em>, uma vez que também nós estamos voltados para a Educação. O detalhe está na qualidade dos treinamentos e a não preocupação da competição federada. Esta, concebida como está, induz ao treinamento por<em> adestramento</em>, o que torna quase impossível qualquer reversão no ensino a posteriori. Os críticos, antes de conhecerem o método, já se arvoram a contestá-lo, baseado na premissa de que ao evitar a competição, o atleta não consegue desenvolver-se no controle emocional que a mesma proporciona. Esquecem-se de que há diversos meios de manipularmos tais situações e, além, se surgirem após um treinamento profundo, não terão consequências tão danosas, podendo ser superadas muito rapidamente com as condições técnicas já auferidas. É o exemplo referido no início desse texto (Barcelona, 4&#215;0). E, hoje, pouco antes da partida decisiva do campeonato mundial de futebol entre Barcelona e Santos, me faz recordar que o clube brasileiro recebeu proposta nossa há algum tempo para desenvolvermos um Centro de Referência. Não recebemos qualquer manifestação!</p>
<p>Depois de implantado o programa de voleibol para atender inicialmente 260 crianças entre 8-13 anos de idade, sempre voltado para os aspectos educacionais do indivíduo, a pretensão seria ampliar a oferta de serviços e oferecer à criançada dois outros cursos no mesmo local: desenho e um coral. Mais à frente, ampliar para leitura, oratória e outros desportos, como o basquete e handebol. Teríamos ofertas para participação de professores, mestres e demais interessados nas pesquisas e no desenvolvimento das atividades. Estágios e residências pedagógicas para acadêmicos e professores de outras partes. Este blogue estaria cobrindo e informando sobre as atividades, recolhendo e codificando as ações com auxílio de especialistas. Os dirigentes da AABB concordaram com nossa explanação e esbarramos tão somente nem um aspecto simples: apoio financeiro para dar início aos trabalhos. Assim, a parte prática ficou no papel e, enquanto isto estamos a desenvolver aspectos teóricos pelo Procrie. Neste momento, passados dois anos, lutamos para obter recursos para a efetivação dos Cursos Presenciais, como vimos anunciando em alguns textos. Estaríamos oferecendo instrução para que os jovens <em>aprendam a estudar</em>, conjugado com todo o processo. Uma hora por dia de estudos bem dirigidos é capaz de formar pessoas bem formadas. Práticas culturais oferecidas concomitantes aos ensaios desportivos permitiriam um desenvolvimento pleno e sadio. Formados neste ambiente, criam-se condições para os jovens decidirem por suas escolhas de vida mais à frente. Eis um esboço do Programa de esporte escolar, englobando a competição e os conteúdos de ensino a serem discutidos com os docentes: <strong>1</strong>) Teoria e prática: sugestões acerca da prática pedagógica; <strong>2</strong>) Princípios pedagógicos que orientam uma prática de QUALIDADE; <strong>3</strong>) Esboço de proposta escola/esporte. Vejam como é possível desenvolver um trabalho profundo a partir do texto a seguir.</p>
<p>Doyle observou que existe um padrão, uma regularidade na percepção do próprio talento por seu detentor que a torna característica do processo de aquisição de habilidade. Daí vem uma importante questão: qual a natureza desse processo capaz de gerar duas realidades tão díspares? Como esses indivíduos que parecem ser iguais a nós de repente se tornam talentosos?</p>
<p>Na sequência, o <em>conceito de chunking</em>. O que será isto?</p>
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		<title>Como se Adquire Habilidade? (Parte I)</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Oct 2011 14:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Treinamento Profundo (de Qualidade) &#8220;Qualquer discussão sobre o processo de aquisição de habilidades deve logo de saída levar em conta um fenômeno que conheci como Efeito Caramba&#8221;. A denominação se refere ao misto de descrença, admiração e inveja intensas que sentimos quando vemos um talento aparentemente saído do nada. Assim se expressa Daniel Coyle no capítulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_12835" class="wp-caption alignleft" style="width: 254px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/MiniSGParaquedasC.jpg"><img class="size-medium wp-image-12835" title="MiniSGParaquedasC" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2011/10/MiniSGParaquedasC-300x226.jpg" alt="" width="244" height="194" /></a><p class="wp-caption-text">O que faz um paraquedas na aula de voleibol?</p></div>
<p><strong>Treinamento Profundo </strong>(de Qualidade)</p>
<p>&#8220;Qualquer discussão sobre o processo de aquisição de habilidades deve logo de saída levar em conta um fenômeno que conheci como Efeito Caramba&#8221;. A denominação se refere ao misto de descrença, admiração e inveja intensas que sentimos quando vemos um talento aparentemente saído do nada. Assim se expressa Daniel Coyle no capítulo 4 do livro <em>O código do talento</em>, em que discorre sobre as regras do treinamento profundo. Nas viagens feitas às fábricas de talento, Coyle testemunhou uma série de saltos significativos no nível de habilidade dos alunos. Como se percorresse uma série de dioramas, ia encontrando espécies cada vez mais evoluídas: os pré-adolescentes (que eram muito bons), os adolescentes de 15 a 17 anos e, por fim, os adolescentes acima dessa faixa, verdadeiros ases. Ele conheceu isto com o nome <em>Efeito Caramba</em>. A rapidez com que progrediam era assombrosa: cada grupo era incrivelmente mais forte, mais veloz e mais talentoso que o anterior, o que não o impedia de exclamar: &#8220;Caramba&#8221;! Coyle observou que existe um padrão, uma regularidade na percepção do próprio talento por seu detentor que a torna característica do processo de aquisição de habilidade.</p>
<p>Daí vem uma importante questão: qual a natureza desse processo capaz de gerar duas realidades tão díspares? Como esses indivíduos, que parecem ser iguais a nós, de repente se tornam talentosos, embora não tenham consciência disso, ignorando a verdadeira dimensão desse talento?</p>
<p>Notas:</p>
<ol>
<li><em>Fábrica de talentos </em>eram locais &#8211; salas, galpões &#8211; desprovidos de qualquer conforto maior em que verdadeiros mestres realizavam suas aulas para alunos comuns, mas que devido à metodologia empregada, conseguiam desenvolver-se surpreendentemente naquilo que praticavam. </li>
<li> Por <em>talento</em> definamos em sentido estrito: &#8220;a posse de habilidades repetíveis que não dependem do tamanho físico&#8221;. (D. Coyle)</li>
</ol>
<p><strong>Busca de nova metodologia. </strong>Mas enquanto isto, façamos breve pausa naquele relato para chamar a atenção do leitor para um artigo postado aqui em 27/nov./2009, sob o título <em><a href="http://www.procrie.com.br/teoriavs.pratica/" target="_blank">Teoria vs. Prática</a></em>, em que converso com João Crisóstomo sobre sua tese intitulada Volei vs. Volei. Naquele momento, concluímos sobre a importância de uma infância sadia repleta de movimentos e peripécias. Nada que seja demasiadamente formal, em que os indivíduos possam exercer o seu direito de simplesmente <em>brincar</em>. As crianças são os próprios construtores de sua matemática. Uma variação também já foi registrada em um colégio de Niterói onde os alunos dispõem de vários minicampos no pátio para se recrearem com o voleibol da maneira que escolherem: professor não entra! Assim, fez-se em mim o que muitos anos mais tarde este estudo viria a demonstrar com bastante autoridade. Sempre procurei examinar o porquê de minha relativa competência, que instintivamente me levava a considerar os episódios múltiplos das memórias corporais que adquiri na infância. Agora tenho certeza que aquela intuição era o prenúncio da verdade. Por isso, advogo que ninguém aprende adequadamente um movimento, p.ex. da cortada, se sequer sabe arremessar um objeto. Então, passei a preconizar que as crianças aprendam brincando e que essas brincadeiras levem-nas a lançar, saltar e transpor obstáculos organizar-se em torno de um paraquedas, chutar bolas, esquivar-se de arremessos, agachar-se e progredir, rolar etc., tudo isso antes do jogo. Deixo-as brincar de jogar voleibol sem exigências táticas ou técnicas. No fim, acabam aprendendo a jogar sozinhas e com muita alegria. É como aprender a andar de bicicleta, quando se dão conta, já saem pedalando.</p>
<p>(continua&#8230;)</p>
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		<title>O Bom Professor &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 17:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Teoria mielínica Retornando ao tema a que nos propusemos anteriormente - a Arte de Ensinar &#8211; repassamos aos leitores a teoria neural divulgada por Daniel Coyle em &#8220;O Código do Talento&#8221;, chamando atenção para textos de caráter pedagógicos (ver “Pensar e Aprender &#8211; I”, 2/fev./2010) que trata do processo de andaimização para o ensino de crianças. Ali está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2009/09/fig131.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-43" title="fig131" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2009/09/fig131-244x300.jpg" alt="" width="84" height="99" /></a>Teoria mielínica</strong></p>
<p>Retornando ao tema a que nos propusemos anteriormente - a Arte de Ensinar &#8211; repassamos aos leitores a teoria neural divulgada por Daniel Coyle em &#8220;O Código do Talento&#8221;, chamando atenção para textos de caráter pedagógicos (ver “Pensar e Aprender &#8211; I”, 2/fev./2010) que trata do processo de <em>andaimização</em> para o ensino de crianças. Ali está caracterizado o valor de uma observação adequada e especial do professor sobre o aluno. A tese defendida por Coyle: <em>a habilidade é um isolante mielínico que recobre os circuitos neurais e cresce em resposta a certos sinais</em>. Antes de entrar propriamente no assunto, ele faz um preâmbulo ressaltando a importância primacial do pedagogo, inclusive suas virtudes e qualidades. </p>
<p><strong>Aprender a Ensinar.</strong> A habilidade de ensinar excepcionalmente bem é um talento como qualquer outro: parece algo mágico, quando na verdade é uma combinação de habilidades &#8211; um conjunto de circuitos mielinizados (pré-estruturados) produzidos mediante um treinamento profundo (de qualidade). Excelentes professores se concentram no que o aluno está dizendo ou fazendo e, graças a essa concentração e ao seu grande conhecimento do assunto, são capazes de enxergar e reconhecer o esforço hesitante e desajeitado que o aluno mal consegue articular na tentativa de um dia atingir a mestria. Uma vez identificado esse esforço, estabelecem um contato mais estreito com ele por intermédio de uma mensagem direcionada. As palavras-chave na descrição acima são <em>conhecimento</em>, <em>reconhecer</em> e <em>contato mais estreito</em>.</p>
<p>Os grandes treinadores constituem-se numa espécie de &#8220;serviço de entrega do circuito neural&#8221;, dizendo a esse circuito com grande clareza que dispare <em>aqui</em> e <em>não ali</em>. Seu trabalho é uma longa e íntima conversa, uma série de sinais e reações voltados para um objetivo comum. O verdadeiro talento consiste não num tipo de sabedoria universalmente aplicável que ele pode transmitir a todos, mas sim na <em>capacidade elástica de identificar o ponto ideal no <span style="text-decoration: underline;">limite da habilidade individual de cada um</span></em> e de enviar os sinais adequados que ajudarão os circuitos a disparar na <span style="text-decoration: underline;">direção do objetivo certo infinitas vezes</span> (o destaque é meu). Como qualquer habilidade complexa, é na verdade uma combinação de diferentes qualidades denominadas por Coyle as quatro virtudes. A compreensão dessa teoria nos leva a discutir mais uma vez sobre o que vimos dizendo:</p>
<blockquote>
<ul>
<li>Repetir, repetir, repetir, é tão importante? </li>
<li>Como identificar o ponto ideal da habilidade individual?</li>
<li>Como treinar?</li>
</ul>
</blockquote>
<p><em> </em>Paralelamente ao tema de hoje, em outra oportunidade fornecerei exemplos práticos de como conduzir os exercícios nesta direção, além de  discutirmos a atuação de professores e treinadores na Iniciação desportiva.</p>
<p> Boas leituras&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Higiene Pedagógica</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Jan 2011 18:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Repetição e exaustão]]></category>
		<category><![CDATA[Significado pedagógico]]></category>

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		<description><![CDATA[Esforço e Êxito  Faço uma alerta aos profissionais do ensino, especialmente para crianças, quanto aos aspectos médicos e cuidados que devem prevalecer no que tange às práticas desportivas. Quase sempre o ídolo ou campeão é instado a ser copiado nas suas ações  nem sempre as mais saudáveis. Infelizmente muitos professores e treinadores, especialmente os que realizam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Esforço e Êxito </strong></p>
<p>Faço uma alerta aos profissionais do ensino, especialmente para crianças, quanto aos aspectos médicos e cuidados que devem prevalecer no que tange às práticas desportivas. Quase sempre o ídolo ou campeão é instado a ser copiado nas suas ações  nem sempre as mais saudáveis. Infelizmente muitos professores e treinadores, especialmente os que realizam estágios em Centros de Treinamentos de ponta, quase sempre não têm o tirocínio de se ajustarem às suas próprias realidades e muitas vezes oferecem treinamentos inadequados. </p>
<p>Qual a participação da equipe médica da seleção de um país nos aspectos pertinentes ao treinamento? Até que ponto opina? A parte física está entregue exclusivamente ao professor de Educação Física?   </p>
<p>Levanto esta questão para debates, pois confesso que até hoje jamais ouvi relato a respeito desse assunto. O que se pode observar é aquilo divulgado na imprensa, são os chamados exames médicos de avaliação preliminar e, a seguir, um acompanhamento mais de perto pelos fisioterapeutas de plantão. Estes surgiram recentemente, em substituição ao tradicional massagista, que fazia papel também de enfermeiro. Não acredito que o fisioterapeuta ainda hoje tenha sorte diferente. Um outro profissional de plantão é o psicólogo. Creio que deveria ser o que mais trabalha em função das inúmeras tatuagens espalhadas pelos esguios e alongados corpos dos nossos heróis. Mas como fui buscar subsídios em livro de Psicologia Pedagógica, imagino que o psicólogo especializado possa dar uma contribuição talvez nunca percebida pelos treinadores e preparadores físicos.</p>
<p><strong>Esforço coroado de êxito. </strong> <em>Treinar, treinar e treinar&#8230;</em> até que ponto?  Tenham extremo cuidado com quem diz isso, pois pode ser um inconsequente que ignora as sequelas que mais tarde os jovens atletas terão que se haver. Daí advém também a necessidade das famosas &#8220;peças de reposição&#8221;. Ninguém, corpo algum suporta tantos saltos, quedas e cortadas violentas sem pagar um preço. Além disso, invariavelmente as quedas após os saltos se realizam sobre uma das pernas, o que contribui para futuras consequências em tornozelos, joelhos e quadris. Têm a seu favor tênis especiais melhor equipados com amortecedores e o piso emborrachado. Mas não creio que seja suficiente, pois os impactos são enormes. Além disso e os outros, que não pertencem ao seleto clube tricampeão? Como todos tendem a ouvir e, pior, a copiar os seus heróis, acautelem-se aqueles que forem espertos, uma vez que os dirigentes e treinadores certamente não estarão preocupados com <em>pequenos detalhes</em> diante das competições importantes para eles. O fisioterapeuta que dê um jeito. A conferir, pois se desconhece a verdade e já não sabemos em quem confiar dada as diferentes afirmações. Relembrem o caso no recente campeonato mundial masculino realizado em solo italiano protagonizado pela equipe brasileira. Não quero entrar em detalhes, pois o que sabemos é através da imprensa e, como disse, a cada momento existe uma versão. O fato maior para nós, neste momento, foram as contusões (ou antes, ou durante os jogos preparatórios da Liga Mundial) em que vários atletas sucumbiram às lesões de algum tipo. Um deles tornou-se auxiliar técnico por incapacidade de poder atuar.</p>
<p>O psicólogo David Wood nos ensina alguns procedimentos e cuidados:           </p>
<p><strong>Regra psicológica. </strong>O exercício só é plenamente bem sucedido quando acompanhado de uma satisfação interior. O esforço coroado de êxito, eis a condição mais importante para se avançar. De outro modo se transformaria numa cansativa repetição, contra a qual se rebela o organismo.  </p>
<p><strong>Significado pedagógico.</strong> Todo caso de plena satisfação com os resultados acarreta certas mudanças no mecanismo nervoso da adaptação. Sugere que apenas uma simples repetição ainda não assegura o momento do êxito, uma vez que só a execução <em>bem sucedida</em> de alguma ação propicia a formação da organização desejável no sistema nervoso central. Traduzindo, há que se exigir dos treinadores &#8220;exercícios de QUALIDADE&#8221;. Se o mesmo movimento se repete a cada instante, a exaustão leva a resultados insatisfatórios que impedem diretamente a formação de novos caminhos de menor resistência. Observe e avalie os progressos e as novas exigências.           </p>
<p><strong>Exaustão. </strong>A exaustão é um antagonista do exercício. O processo do exercício pode exigir simultaneamente uma atividade conjunta de vários dos nossos órgãos. Qualquer atividade que desenvolvemos mobiliza o trabalho, não de um órgão qualquer, mas de uma série conjunta de órgãos e, cada ato de atenção é acompanhado de um ativo retardamento e da inibição das demais reações. Isso determina que, paralelamente à exaustão puramente muscular que se desenvolve no órgão de trabalho, existam manifestações de <span style="text-decoration: underline;">exaustão nervosa geral</span> que se dilui amplamente e inabilita todo o nosso corpo para continuar em atividade. Nesse caso cabe distinguir três conceitos básicos: cansaço, estafa e exaustão.           </p>
<p><strong>Cansaço. </strong>É um estado nervoso que pode surgir até quando não existe nenhum fundamento fisiológico para o surgimento da estafa. Pode ocorrer depois de um bom sono, ser induzido e decorrer do desinteresse e do tédio provocados pelos processos que se desenvolvem diante de nós. Nos casos normais o cansaço é para nós um sinal de chegada da estafa.           </p>
<p><strong>Estafa. </strong>É um fator puramente fisiológico e alguns supõem que ela esteja ligada ao surgimento de venenos específicos no sistema nervoso. É amplamente conhecido que todo o trabalho nervoso se realiza à custa de certas substâncias materiais que se encontram no nosso sistema nervoso e, consequentemente, o esgotamento dessas substâncias deve, mais dia menos dia, pôr fim ao trabalho que se desenvolve em nós. Nesse caso, o sistema nervoso, necessitando restaurar a alimentação gasta, cai em certa apatia e numa espécie de torpor que, em formas diluídas, assume o caráter de sono. Assim, a estafa é um fato absolutamente normal e necessário, que regula o nosso comportamento no sentido da suspensão do trabalho quando este se torna prejudicial ao organismo. O pedagogo não deve se assustar com ela, mas temer aqueles casos em que se manifesta uma estafa excessiva sem cansaço. Isto acontece quando, por um esforço da vontade, reprimimos em nós o cansaço e o superamos, quando temos pela frente algum trabalho complexo e difícil ou quando uma grande tensão nos leva a experimentar uma excitação que nos impede de dormir. </p>
<p>Tudo indica que o cansaço é uma reação subjetiva e a estafa o estado objetivo do nosso organismo. A estafa não se manifesta logo, mas aos poucos e pode ser paralisada por pequenos intervalos no trabalho e pela mudança da forma das ocupações. Daí ser sumamente importante para o pedagogo estabelecer a quantidade máxima de tempo que o aluno pode trabalhar seguidamente sem cair em estafa. A estafa nas crianças pequenas é bem superior à das crianças maiores e por isso é necessário reconhecer como grande erro pedagógico o fato de que a duração das aulas no primeiro e no segundo grupo seja idêntica, apesar de que a estafa numa criança de 8 anos e em outra de 6, nem de longe seja igual.           </p>
<p><strong>Estafa e trabalho. </strong>Surge a exigência de mudança, ou seja, de intervalos particulares no trabalho e a &#8220;substituição de um tipo de trabalho por outro&#8221; para que a uniformidade do trabalho não provoque estafa cedo demais. Em si mesma, a estafa é a pior condição no trabalho. Ela parece anunciar um protesto do organismo contra o trabalho, desorganiza esse trabalho, retarda-o, diminui a sua precisão, reduz a qualidade e os resultados do exercício.            </p>
<p>H<strong>igiene pedagógica. </strong>Por isso, uma importantíssima exigência passa a ser uma higiene pedagógica especial, na qual as ocupações sejam distribuídas de modo a levar o aluno a uma estafa normal, mas não carregá-lo de trabalho quando ele já estiver com estafa. Neste sentido, a estafa em si mesma é um fator desejável porque cria fortes estímulos para o repouso, o descanso, o sono e propicia da forma mais enérgica a restauração das forças esgotadas. É bem mais útil aquele trabalho que leva o aluno ao pleno limiar da estafa, mas o mantém a alguns passos desse limiar.           </p>
<p><strong>Exaustão. </strong>Ao contrário, a exaustão significa uma perda anormal de forças na qual a sua plena restauração já não é possível. Neste caso surge um aspecto negativo, uma perda irrecuperável de energia que ameaça o organismo com consequências mórbidas. Cria-se, então, a mais profunda contraposição de todo organismo ao trabalho que provoca estafa.           </p>
<p><strong>Repetição e exaustão. </strong>Paralelamente à utilidade biológica da ação costumeira estável, o sistema nervoso dispõe de um mecanismo de exaustão biologicamente importante, mas inteiramente oposto pelo significado e sentido. Sua função consiste em “destruir o hábito”, barrar-lhe as vias nervosas e facilitar o surgimento de novas reações. A necessidade de ambos os mecanismos é evidente e está relacionado para o normal desenrolar do nosso comportamento.</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Memória</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 20:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Qualidade na execução de exercícios]]></category>
		<category><![CDATA[Reprodução de reações]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Memória e Movimento</strong></p>
<p>Que importância tem a memória quando realizamos algum movimento? Por que relembro com facilidade as coisas boas?</p>
<p>Como já disse, participei de Congresso Nacional de Mini Voleibol em Buenos Aires em 1984 (ver Cursos de Minivoleibol, 9.9.2010). Ali conheci um dos participantes &#8211; Pitera - técnico de voleibol italiano, que fez explanações teóricas sobre a iniciação e, especialmente, sobre a importância da memória no aprendizado e desenvolvimento do indivíduo. Embora sucinto, encantei-me com o assunto e me dispus a estudá-lo mais profundamente quando retornasse ao Brasil. Já no Rio, reservava parte do horário de almoço a frequentar livrarias do Centro da cidade e buscar nas prateleiras especializadas de Psicologia o tema que tanto me despertara interesse. Nada consegui e, durante anos, envolvido com tantos assuntos, deixei este repousando lá no fundo da minha cabeça. Mas não me esqueci dele. Eis que passados muitos anos, talvez em 2006, descobri o livro didático &#8211; Psicologia Pedagógica &#8211; em que o seu autor L. S. Vigotski discorre sobre a memória como eu estava a procurar.  A parte teórica, então, que transcrevo abaixo é de autoria desse psicólogo russo, que espero contribuir para despertar o interesse de todos no seu aprofundamento. Boa leitura!  </p>
<p><strong>Conceito </strong></p>
<p>Em termos psicológicos, memória significa uma relação estabelecida entre uma reação e outra. No conceito atual, o que antes se denominava memória representa uma forma complexa e combinada de comportamento, começando pela reação simples e terminando em reflexos mentais complexos.</p>
<p><strong>Reprodução das reações.</strong> Exercícios ou ensaios são meras reproduções calcadas no conceito de plasticidade da matéria. Toda matéria é mais ou menos plástica, ou seja, possui a propriedade de modificar-se, de mudar a constituição e a disposição das células e conservar os vestígios das mudanças sobre o efeito de influências. Poder-se-ia dizer que uma estrada de terra lembra que passaram rodas sobre ela porque ela manteve a marca das mudanças na distribuição das suas partículas provocada pela pressão das rodas. Assim, a plasticidade significa três propriedades fundamentais da matéria: <strong>1</strong>) a capacidade de mudar a disposição das partículas; <strong>2</strong>) a conservação das marcas dessas mudanças; e <strong>3</strong>) a predisposição para repetir as mudanças. Reparem que a trilha facilita uma nova passagem para as rodas, uma folha de papel dobrada em determinado lugar tem a tendência de repetir a dobra no mesmo lugar ao mínimo impulso. Nossa matéria nervosa é, ao que tudo indica, o que há de mais plástico de tudo o que conhecemos na natureza. </p>
<p><strong>Natureza psicológica da memória.</strong> A velha psicologia distinguia duas espécies de memória: a memória mecânica e a lógica (ou associativa). Por memória mecânica entendia a capacidade do organismo para conservar o vestígio de reações muito repetidas, produzir as respectivas mudanças nas vias nervosas. Era o processo semelhante a uma trilha de caminho (trilhamento dos caminhos) como fundamento para a acumulação da experiência individual. <em>Toda a soma de habilidades individuais, hábitos, movimentos e reações de que dispomos, não passa de resultado desse trilhamento</em>. <em>Um movimento muitas vezes repetido como que deixa vestígios no sistema nervoso e atenua a passagem de novas excitações pelos mesmos caminhos</em>.</p>
<p><em>Comentário.</em> O destaque no texto acima é de minha autoria. Quero assinalar um fato demasiadamente desprezado no ensino: a busca da QUALIDADE. Invariavelmente, os exercícios são &#8220;decorados ou copiados&#8221; e aplicados sobre os alunos ou atletas, cumprindo-se uma rotina diria curricular, as famosas receitas técnicas. Em geral a participação do professor ou treinador é meramente dar uma atividade aos seus alunos e esperar que aprendam pelas repetições. Entretanto, como acentua Vigotski, este trilhamento se não for produzido almejando a busca da perfeição dos gestos deixará vestígios no sistema nervoso nada recomendáveis e prejudicando o avanço no desenvolvimento técnico do praticante. E todos nós sabemos o quanto é desprezado este conceito nas práticas diárias. Por isto, escuta-se a todo instante treinadores de alto nível a dizer: &#8220; O atleta chega à seleção repleto de defeitos e não há tempo para corrigi-los&#8221;! Poderão ainda ilustrar-se na série de artigos que estou produzindo sobre &#8220;Treinamento de Defesa&#8221;.</p>
<p>Estaremos a seguir a produzir mais uma vez texto sobre a importância de o professor (ou treinador) permanentemente despertar o <em>interesse</em> de seus alunos. Descortinarão o que seja treinar ou jogar com <em>alegria</em> e o que representa para o indivíduo o <em>colorido emocional</em>. Acompanhem-me!</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Métodos (I)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 18:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teoria & Prática]]></category>
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		<description><![CDATA[Educar é Contar Histórias   Sou assinante e leitor assíduo da Revista Veja, que no seu exemplar destinado à população do Rio de Janeiro (www.vejario.com.br) me trás à lembrança um excelente  professor da língua portuguesa e de matemática. Na revista de 15.12.2010, o articulista Manoel Carlos relata com deliciosa maestria cenas do cotidiano escolar, algumas peripécias e ressalta conceitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9555" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Figurinhas1.jpg"><img class="size-medium wp-image-9555" title="Figurinhas1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Figurinhas1-300x257.jpg" alt="" width="300" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Figurinhas no mini voleibol. Desenho: Beto.</p></div>
<p><strong>Educar é Contar Histórias </strong> </p>
<p>Sou assinante e leitor assíduo da Revista Veja, que no seu exemplar destinado à população do Rio de Janeiro (<a href="http://www.vejarioo.com.br">www.vejario.com.br</a>) me trás à lembrança um excelente  professor da língua portuguesa e de matemática. Na revista de 15.12.2010, o articulista Manoel Carlos relata com deliciosa maestria cenas do cotidiano escolar, algumas peripécias e ressalta conceitos que se tornam marcantes na memória de cada um de nós. No coça-coça de sua memória, relembra seu querido e inesquecível professor Angelo Magrini Lisa, mestre dos mestres, exigente sem deixar de ser compreensivo, fazendo com que os alunos amassem a matéria que ministrava, tal era a maneira como ensinava. Seu professor, calcando-se numa reflexão do poeta inglês Alexander Pope, assim definia o método de ensino: ”<strong>Convém ensinar <span style="color: #000000;">as</span> pessoas como se não <span style="color: #000000;">as</span> ensinássemos. E explicar-lhes as coisas que não sabem como se apenas as tivessem esquecido</strong>”l </p>
<p>De uma forma tupiniquim, tenho pensamentos muito próximos do poeta sempre que me expresso livremente em cursos que realizo: “<strong>Faço-me criança para aprender com elas</strong>”. E há muito percebi que &#8220;<strong>brincando elas aprendem sem se aperceberem</strong>”. Ou ainda, &#8221;<strong>diante de uma criança meu respeito é maior, não pelo que representa hoje, mas pelo que ela pode vir a ser no futuro</strong>&#8220;. Creio que a fórmula mágica está centrada em como despertar o <em>interesse</em> pela matéria, pois sabemos todos, isto nos levará ao denominado <em>colorido emocional</em> de que jamais se esquecerão. </p>
<p>Discutamos, então, como realizar esta importante tarefa de educar um indivíduo, isto é, &#8220;partir para a prática&#8221;, deixar um pouco de lado a teoria e <em>entrarmos na quadra</em>. Como neste momento estamos num ambiente virtual terei que me tornar um &#8220;contador de histórias&#8221; de minhas práticas. Peço, então, a paciência de todos, mas lembrando que venho afirmando categoricamente que precisamos todos de um Curso Presencial, em que perceberão os meandros, detalhes e sutilezas de uma aula de voleibol para quem jamais praticou este esporte. E lanço ainda um desafio: faço com que todos joguem a partir da primeira aula. Reportem-se mais uma vez à apreciação que realizei em minhas atuações no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro. Foram três artigos intitulados &#8221;Lições de um Projeto, Perspectivas de Aprendizagem&#8221; que, ao que parece, retratam com muita clareza o que se pretende dizer nesta postagem sobre Métodos.  </p>
<p>Meu pensamento é estimular comentários em torno dos variados métodos ou de soluções em determinadas circunstâncias principalmente no universo escolar. Para tal, peço permissão ao Professor José Manuel Moran, um especialista em mudanças na educação presencial e à distância, para usufruirmos de seu saber e buscar responder às questões que formulou em seu texto &#8220;O educador bem sucedido&#8221; (<a href="http://www.eca.usp.br/prof/moran/sucedido.htm">www.eca.usp.br/prof/moran/sucedido.htm</a>). Ali fala em <em>questões não respondidas</em> do cotidiano em sala de aula. Vejam algumas delas.    </p>
<p><strong>Professor Moran. </strong>Por que, nas mesmas escolas, nas mesmas condições, com a mesma formação e os mesmos salários, uns professores são bem aceitos, conseguem atrair os alunos e realizar um bom trabalho profissional e outros, não? Não há uma única forma ou modelo. Depende muito da personalidade, competência, facilidade de aproximar e gerenciar pessoas e situações. Alguns professores conseguem uma mobilização afetiva dos alunos pelo seu magnetismo, simpatia, capacidade de sinergia, de estabelecer um <em>rapport</em>, uma sintonia interpessoal grande. É uma qualidade que pode ser desenvolvida, mas alguns a possuem em grau superlativo e exercem-na intuitivamente, o que facilita o trabalho pedagógico. Uma das formas de estabelecer vínculos é mostrar genuíno interesse pelos alunos. Os professores de sucesso não se preparam para o fracasso, mas para o sucesso nos seus cursos. Preparam-se para desenvolver um bom relacionamento com os alunos e para isso os aceitam afetivamente antes de os conhecerem, se predispõem a gostar deles antes de começar um novo curso. Essa atitude positiva é captada consciente e inconscientemente pelos alunos que reagem da mesma forma, dando-lhes crédito, confiança, expectativas otimistas. O contrário também acontece: professores que se preparam para a aula prevendo conflitos, que estão cansados da rotina, passam consciente e inconscientemente esse mal-estar que é correspondido com a desconfiança dos alunos, com o distanciamento, com barreiras nas expectativas. </p>
<p><strong>Interesse e Inclusão</strong> </p>
<p><strong>Roberto Pimentel. </strong>Certa feita, em conversa informal com um Professor de Educação Física da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), técnico consagrado de vôlei, inclusive de seleção brasileira, confidenciou-me o seu pesar pela ausência dos testes de aptidão física aos novos egressos às escolas de Educação Física argumentando: &#8220;Como poderei ensinar um indivíduo a dar toques na bola de voleibol se ele nem segurar a bola consegue&#8221;? Não respondi, pois presumi que naquela altura do diálogo ele demonstrava insatisfação com as novas medidas. Mas a indagação permaneceu em minha memória. Anos mais tarde fui convidado a ministrar aulas num Curso de Férias para 14-16 professores de vários estados na Universidade Gama Filho. Coube-me a Iniciação ao Voleibol e me destinaram somente 3-4 aulas práticas. Na primeira intervenção &#8211; apresentação &#8211; apressei-me em conhecer-lhes as habilidades motoras que já possuíam, desperto pela lembrança daquela conversa. Sutilmente, envolvi-os em brincadeiras com as bolas e pequenos deslocamentos, enquanto observava o comportamento geral &#8211; manuseio da bola, equilíbrio etc. E detectei vários professores talentosos, alguns ex-atletas de voleibol. Todavia, um deles me chamou a atenção: era completamente descoordenado, desastrado mesmo com a bola. Certamente jamais lidou com elas. Reuni-os e expliquei-lhes minhas propostas de ensino gerais e, em seguida, dei início ao primeiro tema: a criança e a bola. Como desenvolver esta nova relação? Como fazer para instruir sobre o manuseio da bola? Diante do mutismo (ou curiosidade) de todos, indaguei tempestivamente: &#8220;Quem sabe jogar voleibol&#8221;? Todos se apressaram a levantar a mão, exceto um, que ficou imperceptível para os demais. Em seguida, sugeri um exercício simples e solicitei dois ou três voluntários que logo se apressaram a colaborar. Realizamos os ensaios rapidamente e logo lhes propus outro. Novos voluntários deveriam se apresentar e, neste momento, intervi e &#8220;convoquei&#8221; aquele que nada tinha a ver com voleibol. E novamente, realizamos os exercícios. Só que desta feita, repleto de erros, uma vez que ele não conseguia dar seguimento às propostas. Neste momento transmiti-lhes a primeira e mais importante lição: &#8220;Se conseguirmos fazer com que este aluno (<em>aquele professor</em>) se divirta jogando voleibol é sinal que estamos no caminho certo&#8221;. E passei aos temas seguintes tornando aquele personagem a pessoa mais importante da classe, sem menosprezo e, ao contrário, incluindo-o no contexto da turma. Mais tarde, em oportunidades distintas, tive mais dois casos similares, em que minha atuação metodológica foi decisiva para a <em>inclusão </em>de duas alunas universitárias. Consegui despertar-lhes o INTERESSE e satisfiz-lhes as condições básicas para que jogassem com seus colegas. Daí para frente, grandes saltos de desenvolvimento. Façam o mesmo e até melhor com seus alunos e todos se lembrarão de vocês pelo resto de suas vidas, tal como o professor lá de cima; lembram-se ainda do que ele disse? No desenrolar desse bate-papo hipotético vão surgir outras historinhas que vou contanto a pouco e pouco, pois &#8220;educar é contar histórias&#8221;. </p>
<p>Daremos seguimento em próxima postagem. Até lá aguardaremos seus comentários ou conte uma de suas histórias relativas ao assunto. Será muito agradável intercambiarmos idéias e fatos ocorridos.</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Equipamento</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 09:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Características e conselhos]]></category>
		<category><![CDATA[Equipamento para escola]]></category>
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		<description><![CDATA[Como fazer?      A distribuição e montagem dos campos de jogo podem ser realizadas na própria quadra da escola ou em um ginásio. O cuidado é para não prejudicar o piso e ao mesmo tempo oferecer conforto e segurança para os praticantes.      Equipamento      1) Rede - Dada a dificuldades financeiras na maioria dos educandários, à praticidade de montagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7664" class="wp-caption alignleft" style="width: 281px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/MiniSGmaterial.jpg"><img class="size-medium wp-image-7664" title="MiniSGmaterial" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/MiniSGmaterial-271x300.jpg" alt="" width="271" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos se divertem no recreio jogando mini voleibol.</p></div>
<p><strong>Como fazer?</strong>     </p>
<p>A distribuição e montagem dos campos de jogo podem ser realizadas na própria quadra da escola ou em um ginásio. O cuidado é para não prejudicar o piso e ao mesmo tempo oferecer conforto e segurança para os praticantes.     </p>
<p><strong>Equipamento</strong>     </p>
<p><strong>1</strong>) <em>Rede</em> - Dada a dificuldades financeiras na maioria dos educandários, à praticidade de montagem e desmontagem, e ainda à guarda e manutenção, tenho recomendado a utilização de redes com 5m x 0,80m. Quando dispostas longitudinalmente numa quadra oficial de voleibol ocuparão integralmente os seus 18m. Isto permite o aproveitamento de algumas linhas já traçadas no terreno. Em quadras <em>abertas</em> muitas vezes serão aproveitadas as linhas traçadas pela junção das placas de concreto. Entre as extremidades da rede e os postes de sustentação, um intervalo de 0,75m permite distanciar um campo do outro em 1,75m, o que na prática oferece relativa segurança quando da realização de jogos. Dessa forma, a extremidade das duas redes laterais estará exatamente sobre as linhas de fundo da quadra oficial. Para manter o sistema seguro, requer-se a fixação com cordas dos postes das extremidades a um ponto fixo e estável, como a baliza de futsal (figura), ferragem da cesta de basquete ou à parede. As cordas que sustentam as redes podem ser individuais, isto é, uma ara cada uma delas, ou única, indo de uma extremidade à outra. Nesse caso, recomenda-se a utilização de cabo de aço com pequena dimensão.       </p>
<p><strong>2</strong>) <em>Postes</em> -  Utilizamos sempre postes de alumínio redondo de fina espessura, uma vez que também serviam para aulas na praia ou em diversos locais. Seu peso é suficientemente compatível para que uma criança possa transportá-lo e, muitas vezes, contribuir para ajuda voluntária na armação das quadras. As extremidades e as junções estão recobertas com tubos de PVC. Optamos por dividir o poste em duas partes para efeito de comodidade no transporte e guarda. Como pretendemos uma altura de até 2,10m do bordo superior da rede, o poste deve ter então um pouco mais, podendo alcançar 2,20m. Ao se tensionar as cordas de fixação inferiores chegaremos à altura desejada. O uso de postes de alumínio é mais dispendioso e nada impede que sejam empregados sem a conexão de que falamos, isto é, pode ser inteiro nos seus 2,20m. Como também podem ser utilizados postes de ferro, de custo muito mais em conta. Devidamente preparados &#8211; ganchos para suporte da corda da rede &#8211; e pintados, deverão ter longa duração de uso.       </p>
<p><strong>3</strong>) <em>Bases </em>- Recorremos a uma pequena estrutura de ferro, com apoios de espuma que evitam deslizamentos e não permitem arranhar pisos de madeira quando utilizadas em ginásios. Recomenda-se que sejam cobertas com espuma envolvida em dois pequenos sacos de pano para completa segurança dos alunos. Na sua parte mediana deixamos um pequeno cano de <em>espera</em> para encaixe do tubo. Essa <em>espera</em> deve conter também uma pequena seção do tubo de PVC que receberá o poste com ajuste perfeito, sem folgas, para evitar balanços e desequilíbrios do conjunto. Pequenas oscilações durante os exercícios ou jogos não afetarão o sistema. Aliás, um excesso de peso na base poderia justificar uma quebra. Por isto, evitar também que crianças que não estejam participando do jogo ali se alojem, uma tendência comum.     </p>
<p><strong>4</strong>) <em>Montagem</em> &#8211;  São simples e perfeitamente assimiláveis pelos próprios jovens alunos: a) Para um equilíbrio estável é necessário que as <em>Bases</em> estejam alinhadas e equidistantes umas das outras regularmente (aproximadamente 6,50 a 7m; b) Para se certificar desse alinhamento, coloque as redes somente apoiada na sua parte superior, deixando a inferior solta; c) Em seguida, providencie para que as redes estejam bem esticadas (somente ainda pela parte superior); d) Posicionado numa das extremidades, atrás do poste, faça uma leitura ocular de modo que só veja o poste que está imediatamente à sua frente. Um auxiliar deverá fazer os acertos e ajustes; e) A partir desse momento, serão realizados os encaixes finais das partes inferiores da rede.     </p>
<p><strong>5</strong>) <em>Campos </em>- Os exercícios poderão ser desenvolvidos ou não nos próprios campos de jogo. Algumas linhas laterais podem ser aproveitadas das marcações pré-existentes ou até mesmo, as marcas das juntas das placas de cimento. Quanto à linha de fundo, caberá ao professor decidir caso a caso, uma vez que poderá ter equipes atuando ora com 2 alunos, ora com 3 ou 4. Com mais jogadores, maior a quadra.     </p>
<p><strong>6</strong>) <em>Altura da rede</em> &#8211; Em princípio, com uma altura fixa próximo dos 2,10m é bastante conveniente, tanto para realização de exercícios, quando para o próprio jogo. E, pelas experiências em diversas situações, as crianças respondem satisfatoriamente em todos os quesitos. Caso resolvêssemos adaptar o equipamento com conexões que permitissem regular a altura teríamos que remodelar o conjunto e tornar os campos independentes uns dos outros, onerando e dificultando o processo.   </p>
<p>Olá pessoal. A seguir estarei mostrando como dispor os campos de jogo na praia ou em grandes áreas livres para a prática do Mini Vôlei com até 400 alunos ou mais. Poderão apreciar o relato de minhas práticas em projetos simultâneos envolvendo 1.200 crianças em quatro cidades distintas do Brasil. Quer saber mais? Pergunte e responderei com prazer.</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Metodologia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Dec 2010 19:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metodologia e Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Aprender brincando e jogando]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Características e regras]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9316" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Desenho11.jpg"><img class="size-medium wp-image-9316" title="Desenho11" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Desenho11-300x192.jpg" alt="" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Inicialmente, as crianças preferem brincar e se divertir. Figura: Beto.</p></div>
<p>O minivoleibol é um jogo no qual afluem e se agrupam esquemas motores estáticos e dinâmicos, aspectos coordenativos, da esfera cognitiva e emocional. Todos concorrendo para se conseguir novas habilidades motoras. Já falamos em outro momento sobre o trabalho desenvolvido na Itália a respeito de uma metodologia a respeito. Retornamos ao assunto para uma vez mais estimular os professores a dotarem suas escolas (ou clubes) do equipamento necessário. Faremos isto em postagens sucessivas. </p>
<p>Chamamos a atenção para um fato: que o professor não se preocupe tanto no início dos trabalhos e se tudo está dando certo ou errado, mas que, junto com as suas turmas, realizem um aprendizado eficaz. Na interação professor-aluno é que se constrói a verdadeira comunicação e, consequentemente, o aprendizado pleno. Como dizia: &#8220;Faço-me criança e aprendo com elas&#8221;!   </p>
<p><strong>Características e regras</strong> </p>
<p>O minivôlei é um jogo coletivo praticado por duas equipes com dois ou mais jogadores num campo medindo 12m x 5m. Nas competições joga-se com três jogadores em cada campo (3&#215;3) e, eventualmente, 4&#215;4. </p>
<h4>Organização</h4>
<p>Um ginásio pode conter vários campos lado a lado, longitudinalmente, com diferentes dimensões. </p>
<h4>Material e equipamento</h4>
<ul>
<li>várias redes pequenas</li>
<li>giz ou fita adesiva</li>
</ul>
<p><strong>Aprendizagem</strong>&#8230;  <em>transformando meios de informação em meios de comunicação.</em> </p>
<p>Possibilitar que a criança atue, modifique e transforme a própria realidade, proporcionando técnicas de aprendizagem, auto-expressão e participação. </p>
<h4>A criança está no centro da atividade proposta:</h4>
<ul>
<li>o aluno é o protagonista</li>
<li>a bola é um brinquedo</li>
<li>o jogo vem antes da técnica</li>
<li>a técnica e a tática se aprendem <em>jogando</em></li>
</ul>
<h4>Progressão metodológica</h4>
<p>A progressão parte do 1&#215;1, passa ao 2&#215;2 e ao 3&#215;3, onde estão contidas todas as características do jogo de equipe: </p>
<ul>
<li>a divisão do campo com o colega</li>
<li>a triangulação do passe</li>
<li>o levantamentos para o ataque</li>
<li>a tática de jogo</li>
</ul>
<h4>Estruturação da Atividade</h4>
<p>O jogo é o instrumento principal em suas formas mais simples; com a progressiva aquisição da habilidade passa-se aos jogos mais complexos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pedagogia Experimental</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/06/pedagogia-experimental-7654</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 21:37:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria & Prática]]></category>
		<category><![CDATA[Aprender brincando e jogando]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades de mini vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Aulas com Jogos e Exercícios]]></category>
		<category><![CDATA[Campo de Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Características e Regras do Mini Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Colorido emocional]]></category>
		<category><![CDATA[Despertar Interesse]]></category>
		<category><![CDATA[Mini voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Nova metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Caminhos no Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia Experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Peteca e voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento de atividades]]></category>

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		<description><![CDATA[Um Novo Caminho          Momento de síntese de pensamentos radicados numa cultura técnica e esportiva diversa. O material oferecido é um instrumento didático para um aprendizado duradouro, que se impõe por sua originalidade, renovação e valor educativo. O mini vôlei é revelado como um caminho dos mais promissores para a prática da Educação Física no sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um Novo Caminho   </strong>      </p>
<p>Momento de síntese de pensamentos radicados numa cultura técnica e esportiva diversa. O material oferecido é um instrumento didático para um aprendizado duradouro, que se impõe por sua originalidade, renovação e valor educativo. O mini vôlei é revelado como um caminho dos mais promissores para a prática da Educação Física no sistema escolar.         </p>
<p><strong>Desenvolvimento das Atividades</strong>       </p>
<p>Planejadas com bases técnicas, desenvolvem-se em situações naturais, espontâneas e prazerosas, explorando vivências corporais através de brincadeiras, jogos, diversos brinquedos e materiais. No futuro, o aluno precisará ser criativo, crítico, agir com autonomia e competência, saber transformar seus conhecimentos em soluções para resolver problemas e desafios. Enfim, tornar-se apto a trabalhar em equipe.          </p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Divisão-Quadra.jpg"><img class="size-full wp-image-7656  alignleft" title="Divisão Quadra" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Divisão-Quadra.jpg" alt="Aulas consistentes com exercícios na forma de contestes atraem muito mais adeptos para o jogo." width="236" height="214" /></a> <strong>Progressão do Campo de Jogo</strong>         </p>
<p>Já produzi textos sobre a prática metodológica e pedagógica (ver Categoria &#8220;Metodologia e Pedagogia&#8221;).  O Professor terá sempre em mente que as dimensões das quadras de jogo (largura e profundidade) não são rígidas, mas que devem oferecer melhores condições de desenvolvimento aos alunos nas respectivas fazes de seu aprendizado. Naturalmente, dependendo também das condições físicas e de equipamento.        </p>
<p><strong> </strong>     </p>
<p><strong> </strong>     </p>
<p><strong> </strong> <strong>Características e Regras</strong>               </p>
<p> O minivôlei é um jogo coletivo praticado por duas equipes com dois ou mais jogadores num campo medindo 12m x 5m. Nas competições pode-se jogar com 2 contra 2 (2&#215;2), 3 contra 3 (3&#215;3), e eventualmente, 4 contra 4 (4&#215;4).  As pequenas regras que o professor vai a pouco e pouco introduzindo deve ser conversada com os próprios alunos que indicarão o melhor caminho. É interessante que desde o início aprendam a executar o &#8220;saque por baixo&#8221; a fim de evitar erros e pequenos acidentes; além disso, é mais provável um jogo com maiores ralys.      </p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Desenho1.jpg"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-69" title="Desenho1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Desenho1-300x218.jpg" alt="" width="238" height="145" /></strong></a>Interesse e Colorido Emocional.</strong> Se um mestre quer que algo seja bem assimilado deve preocupar-se em torná-lo interessante. Somos do ponto de vista que a velha escola era antipsicológica, uma vez que era igualmente desinteressante. A memória funciona de modo mais intenso e melhor naqueles casos em que é envolvida e orientada por certo interesse. Entende-se interesse como um envolvimento interior que orienta todas as nossas forças no sentido do estudo de um objeto. Os psicólogos comparam o papel do interesse na memorização com o do apetite na assimilação do alimento. O interesse produz o mesmo efeito preparatório sobre o nosso organismo durante a assimilação de uma nova reação. Toda pessoa sabe que efeito inusitadamente aumentativo exerce o interesse sobre o psiquismo.       </p>
<p style="text-align: left;">        </p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Peteca.jpg"><img class="size-medium wp-image-8250 alignleft" title="Cópia de Peteca" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Peteca-300x222.jpg" alt="" width="199" height="146" /></a>Aulas: Jogos e Exercícios</strong>                 </p>
<p>O papel seguinte do interesse consiste na função unificadora que ele exerce em relação aos diferentes elementos de assimilação do material. O interesse cria um encaminhamento permanente no curso da acumulação da memorização e acaba sendo um órgão de seleção em termos de escolha das impressões e sua união em um todo único. Por isso é de suma importância o papel desempenhado pela atitude racional da memorização em função do interesse. Por que então não incluir pequenos jogos ou até mesmo jogos populares como a peteca nas aulas? No dia a dia da escola pode tornar-se prática comum nos recreios.   </p>
<p style="text-align: left;"><strong>Aprender Brincando e Jogando </strong>       </p>
<p>Exercícios lúdicos, na forma de contestes, atraem muito mais adeptos para as brincadeiras e o próprio jogo. A participação maciça da classe facilitada por múltiplas tarefas, promove a integração entre os alunos, professores e seus responsáveis. Podem e devem participar meninos e meninas. Para manter o interesse e atrair mais gente para nossas aulas, vale até a utilização de um paraquedas; as aulas tornam-se mais atraentes e divertidas. Esta é uma técnica empregada na cooptação: uma novidade sempre tem o seu lugar no imaginário dos alunos.        </p>
<div id="attachment_8247" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas2.jpg"><img class="size-medium wp-image-8247" title="Cópia de Pára-quedas2" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas2-300x183.jpg" alt="" width="227" height="149" /></a><p class="wp-caption-text">Centro de Treinamento de mini voleibol; Praia de Copacabana, Rio (1995).</p></div>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_8246" class="wp-caption alignleft" style="width: 221px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas1.jpg"><strong><img class="size-medium wp-image-8246" title="Cópia de Pára-quedas1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas1-300x222.jpg" alt="" width="211" height="150" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Centro de Treinamento de mini voleibol; Praia de Copacabana, Rio (1995).</p></div>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_8249" class="wp-caption alignleft" style="width: 183px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-BasquetenaPraia.jpg"><strong><img class="size-medium wp-image-8249 " title="Cópia de BasquetenaPraia" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-BasquetenaPraia-300x224.jpg" alt="" width="173" height="141" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Basquetebol na Praia de Copacabana?</p></div>
<div class="mceTemp"><strong> </strong></div>
<div class="mceTemp"><strong> </strong></div>
<p><strong>    </strong>       </p>
<div class="mceTemp"><strong> </strong></div>
<p><strong>      </strong>       </p>
<div class="mceTemp mceIEcenter"><strong> </strong></div>
<p><strong>       </strong>       </p>
<p><strong>  </strong>     </p>
</div>
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		<title>Treinamento de Defesa</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 18:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Continuada]]></category>
		<category><![CDATA[Fórum]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria & Prática]]></category>
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		<description><![CDATA[Segredos do Ensino Aprendizagem ativa. O matemático húngaro George Pólya nos dá boas lições a respeito de ensino e aprendizagem que bem podemos aplicar ao nosso dia a dia: “O que o professor diz na sala de aula não é de forma alguma pouco importante. Mas, o que os alunos pensam é mil vezes mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5397" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Defesa-na-PRAIA3.jpg"><img class="size-medium wp-image-5397   " title="Defesa na PRAIA3" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Defesa-na-PRAIA3-300x203.jpg" alt="" width="300" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">A brasileira Maria Antonelli realiza uma defesa com sucesso. Foto: FIVB/DIVULGAÇÃO.</p></div>
<p><strong>Segredos do Ensino</strong></p>
<p><strong>Aprendizagem ativa. </strong>O matemático húngaro George Pólya nos dá boas lições a respeito de ensino e aprendizagem que bem podemos aplicar ao nosso dia a dia: “O que o professor diz na sala de aula não é de forma alguma pouco importante. Mas, o que os alunos pensam é mil vezes mais importante. As ideias deviam nascer na mente dos alunos e o professor devia agir apenas como uma parteira. Este é o clássico preceito socrático e a forma de ensino que a ele melhor se adapta é o diálogo socrático”. E conclui com sabedoria: “Não partilhe o seu segredo todo de uma vez só – permita que os alunos o adivinhem antes que o diga – deixe que descubram por si mesmos, tanto quanto for possível”.</p>
<p><strong>Detalhes que fazem a diferença</strong></p>
<p>Há algum tempo, desde que dei início a treinos de Vôlei de Praia por volta de 1993 venho batalhando num dos aspectos do fundamento defesa que considero básico para qualquer atleta adquirir tal técnica. Nas poucas incursões que fiz a jogos ou mesmo treinos das grandes estrelas – masculino ou feminino – nunca percebi este que é para mim um detalhe fundamental para uma boa defesa. As fotos foram colhidas na Internet por ser um bom exemplo para divagarmos sobre o assunto que será dividido em dois aspectos: a aproximação (<em>chegada</em>) e o toque propriamente dito. Reparem que na primeira foto está suprimida parte da mão esquerda da atleta, impossibilitando a sua leitura, isto é, estaria com a mão aberta ou fechada? Um segundo detalhe, a atleta está em processo de queda, tendo se <em>lançado</em> para interceptar a bola no tempo (altura) que elegeu. Como estamos diante de algo estático (a foto), podemos realizar conjecturas a respeito: 1º) a bola ainda não chegou à mão da atleta; 2º) a atleta já tocou na bola.</p>
<div id="attachment_5406" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/07/DEFESA-na-praia-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-5406    " title="DEFESA na praia 4" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/07/DEFESA-na-praia-4-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">A alemã Laura ludwig, 28 anos e 1, 80m, em mais uma intervençao. Foto: FIVB/DIVULGAÇÃO.</p></div>
<p>Uma segunda apreciação está colocada pela foto ao lado. Ela nos sugere que a atleta efetuou um movimento em direção à trajetória da bola e, percebendo que não teria a melhor posição para efetuar o seu toque, lançou-se com o apoio de ambas as pernas (joelhos) e, em um esforço inaudito, efetua o toque em manchete. Conjectura-se: 1º) Se há tempo para tocar a bola a mais de 1m de altura, inclusive com ambos os braços, por que a queda? 2º) em situações <em>limites</em>, de esforço extremo, em que altura deve-se procurar tocar a bola? Conclamo meus visitantes para conversarmos sobre o assunto, colocando nossas percepções e, dessa forma, aprendermos juntos o melhor caminho para o ensino. Estarei aguardando-os. Enquanto isto relembrem o texto a seguir, uma vez que é muito esclarecedor para o tema atual.</p>
<p><strong>Exercícios e bons hábitos. </strong>Uma atleta para chegar a tal nível certamente passou, e deve estar passando, por um treinamento exaustivo. A escolha adequada, a qualidade, a forma de execução e o nível de exigência dos exercícios vão determinar a expressão de seus gestos e, sem dúvida, seu nível técnico neste ou outro fundamento. Assim, cabe ao treinador e à própria atleta decidirem o que treinar, como treinar e avaliar as mudanças de comportamento sem o que os exercícios tornam-se meras repetições. Além disso, se mal formulados ou executados, voltam-se contra a executante. Tanto no voleibol <em>indoor</em>, como no de praia, as atitudes dos protagonistas são similares, isto é, treinadores e atletas se descuidam quanto à necessidade de aprimoramento – Nível de Exigência e Qualidade– das principais deficiências técnicas. Já me entrevistei com vários deles, inclusive de seleções nacionais, e a alegação é sempre a mesma: “Não há tempo para corrigir”. O tempo passa e as consequências parecem não serem notadas. No alto nível do vôlei de praia, em que os atletas são “donos do próprio nariz” (tudo decidem, são os patrões), a figura do treinador é bastante delicada, uma vez que pode ser descartado a qualquer momento. Assim, quase sempre funciona como um “mordomo” de luxo. Como pode ele exigir aprimoramento, busca da perfeição, treinamento exaustivo do seu patrão? Durante treinamento de uma campeã olímpica na Praia de Ipanema (Rio de Janeiro), presenciei o treinador repetir que a sequência de saques em execução estava ótima numa evidente mensagem de puro agrado, embora a técnica empregada pela atleta deixasse muito a desejar. Como ela não errara nenhum dos serviços, para eles estava tudo bem! Em outro caso, eu era o treinador, uma das atletas desculpava-se comigo de não poder atender às minhas exigências, pois já era mãe, &#8220;trabalhava fora&#8221; e ainda tinha que treinar&#8230; Deixei-a brincar de faz-de-conta. Pouco tempo após, já com um jovem treinador, queixava-se de que pouco era exigida.</p>
<p>Antes de dar início às minhas razões, relembro alguns detalhes ditados pela Psicologia a respeito da formação de bons hábitos que fui buscar na obra de David Wood.</p>
<p><strong>Mistério da vontade. </strong>Para entender os mistérios da vontade e do comportamento seria de bom alvitre não deixar de considerar o significado pedagógico dos exercícios a serem propostos na formação de bons hábitos. Para a aquisição de um comportamento consciente tenha-se em mente que antes de cometer algum ato temos sempre uma reação inibida, não revelada, que antecipa o seu resultado e serve como estímulo em relação ao reflexo subsequente: “Todo ato volitivo é antecedido de certo pensamento, isto é, acho que pego um livro antes de estender a mão para ele”. O fato básico é que a noção anterior do objetivo corresponde ao resultado final. Não estaria implícito aqui todo o mistério da vontade? “Pode-se afirmar que 99% dos nossos atos são executados de modo automático ou por hábito. Todos os nossos atos e até mesmo as falas comuns consolidaram-se em nós graças à repetição em forma tão típica que podemos vê-los quase como movimentos reflexos: para toda sorte de impressões temos uma resposta pronta, que damos automaticamente”. Por isso o objetivo do professor é infundir no aluno hábitos que na vida possam trazer proveitos.</p>
<p><strong>Primeiro movimento. </strong>Reportando-nos à foto, imaginemos o que teria passado na cabeça da atleta antes de ela decidir se movimentar em direção à bola. E o quanto é importante o treinador ou professor saber para melhor avaliar e construir os ensaios necessários ao apuramento da técnica do atleta: “Quando penso em apanhar uma bola o estágio conclusivo depende do primeiro passo: de preparar-me em expectativa. A execução do primeiro movimento determina se toda a ação será executada. Logo, na minha consciência deve haver a noção sobre o primeiro movimento como réplica efetiva para todo o processo. Essa concepção do primeiro movimento que antecede o próprio movimento é o que constitui o conteúdo daquilo que se costumou denominar “sentimento do impulso”.</p>
<p><strong>Sentimento do impulso.</strong> É uma modalidade de concepção antecedente sobre os resultados do primeiro movimento físico que deve ser executado. Noutros termos, toda a vivência consciente e o desejo, incluindo o sentimento de decisão e de impulso, são constituídos pela comparação das concepções sobre os objetivos que competem entre si. Uma dessas concepções chega a dominar, associa-se à concepção sobre o primeiro movimento que deve ser executado. E esse estado de espírito passa ao movimento. Temos a sensação de que esse movimento foi suscitado pela nossa própria vontade, porque o resultado final obtido corresponde à concepção anterior sobre o objetivo. Os primeiros ensaios que vi a esse respeito me transportam ao ano de 1975 durante o curso internacional com o técnico campeão olímpico Yasutaka Matsudaira. Na época foi exibido um filme sobre o sucesso japonês em que relata a metodologia e nuances do treinamento. Creio ser o único no Brasil que possui uma cópia telecinada, só não sei em que estado se encontra.</p>
<p><strong>Trabalho pedagógico.</strong> Quem praticou algum desporto sabe que a mente tanto pode nos ajudar como derrotar. Além disso, especialmente os rapazes, poucos se interessam pelos treinamentos de defesa &#8211; cumprem-nos curricularmente sem grande empenho &#8211; optando por desperdiçar mais energias nas provas de ataque, em que dão vazão à demonstração de sua virilidade: &#8220;Quanto mais forte a cortada, mais &#8216;macho&#8217; é o homem&#8221;. Ao treinador cabe a tarefa de desmistificar essa concepção, tal qual fizeram japoneses e americanos, em cujos jogos a plateia valoriza e aplaude efusivamente as grandes defesas, atualmente coisa rara nas equipes masculinas. Imagine quantas vezes deixou de promover algum movimento – especialmente de defesa – quando achava que a bola estava demasiadamente longe e, então, seria pura perda de tempo e desperdício de energia aventurar-se em seu encalço. Esse pensamento negativo certamente se tornará um hábito para o indivíduo não só no voleibol, mas em sua vida cotidiana. Relembre um de seus despertares em dia frio e os momentos que antecedem sua saída da cama: com certeza já travou um diálogo interno – o famoso <em>mais um minutinho</em> – que o faz adiar o ato de se levantar. Ou, então, realize o seguinte experimento com um dos seus atletas: coloque-se a 3m dele segurando a bola numa das mãos, tendo o braço esticado na horizontal. Repentinamente deixe a bola cair para que ele tente alcançá-la antes que toque o solo. Inicialmente todos acham impossível alcançá-la; posteriormente tem início alguma reação; e, com a continuidade dos exercícios, todos alcançarão sucesso. Conclusão: abandonam o pensamento negativo (“Não vou conseguir”) para o sucesso da investida: “Eu consigo!”</p>
<p>Esta é sem dúvida uma ação capaz de formar novas reações no organismo do indivíduo e à sua própria experiência – a base principal do trabalho pedagógico: “Não se pode educar o outro, mas a própria pessoa educar-se. Isto implica modificar as suas reações inatas através da própria experiência – os ensaios, as resoluções de problemas. Afinal, não duvide, toda riqueza do comportamento individual surge das experiências”.</p>
<p>Finalmente, indaga-se: “Qual o primeiro movimento físico que deve ser executado pelo atleta logo após o sentimento de impulso”? Algumas observações simples podem ser realizadas, por exemplo, a partir de lançamentos sucessivos da bola para um indivíduo que a recolherá ou rebaterá sem deixar tocar o solo. Dependendo da posição que ocupam em dado momento (frente um para o outro, ao lado ou atrás) a distância entre eles, a trajetória e a velocidade do lançamento, podemos criar um novo hábito a partir de novos motivos.</p>
<p><strong>Comentários. </strong>Quer fazer algum comentário? Pense em voz alta, não se preocupe com o que vai dizer, mas exponha resumidamente suas convicções a respeito do assunto tratado. Esta é a melhor forma de conversarmos: Eu falo e, em seguida, você me diz o que pensa. Não deixe escapar as oportunidades na sua vida.</p>
<p style="text-align: right;">(continua)</p>
<p style="text-align: right;">
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