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	<title>Procrie &#187; Mini Vôlei</title>
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	<description>Projeto de um Centro de Referência em Iniciação Esportiva</description>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Memória</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Dec 2010 20:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metodologia e Pedagogia]]></category>
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		<description><![CDATA[Memória e Movimento Que importância tem a memória quando realizamos algum movimento? Por que relembro com facilidade as coisas boas? Como já disse, participei de Congresso Nacional de Mini Voleibol em Buenos Aires em 1984 (ver Cursos de Minivoleibol, 9.9.2010). Ali conheci um dos participantes &#8211; Pitera - técnico de voleibol italiano, que fez explanações teóricas sobre a iniciação e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Memória e Movimento</strong></p>
<p>Que importância tem a memória quando realizamos algum movimento? Por que relembro com facilidade as coisas boas?</p>
<p>Como já disse, participei de Congresso Nacional de Mini Voleibol em Buenos Aires em 1984 (ver Cursos de Minivoleibol, 9.9.2010). Ali conheci um dos participantes &#8211; Pitera - técnico de voleibol italiano, que fez explanações teóricas sobre a iniciação e, especialmente, sobre a importância da memória no aprendizado e desenvolvimento do indivíduo. Embora sucinto, encantei-me com o assunto e me dispus a estudá-lo mais profundamente quando retornasse ao Brasil. Já no Rio, reservava parte do horário de almoço a frequentar livrarias do Centro da cidade e buscar nas prateleiras especializadas de Psicologia o tema que tanto me despertara interesse. Nada consegui e, durante anos, envolvido com tantos assuntos, deixei este repousando lá no fundo da minha cabeça. Mas não me esqueci dele. Eis que passados muitos anos, talvez em 2006, descobri o livro didático &#8211; Psicologia Pedagógica &#8211; em que o seu autor L. S. Vigotski discorre sobre a memória como eu estava a procurar.  A parte teórica, então, que transcrevo abaixo é de autoria desse psicólogo russo, que espero contribuir para despertar o interesse de todos no seu aprofundamento. Boa leitura!  </p>
<p><strong>Conceito </strong></p>
<p>Em termos psicológicos, memória significa uma relação estabelecida entre uma reação e outra. No conceito atual, o que antes se denominava memória representa uma forma complexa e combinada de comportamento, começando pela reação simples e terminando em reflexos mentais complexos.</p>
<p><strong>Reprodução das reações.</strong> Exercícios ou ensaios são meras reproduções calcadas no conceito de plasticidade da matéria. Toda matéria é mais ou menos plástica, ou seja, possui a propriedade de modificar-se, de mudar a constituição e a disposição das células e conservar os vestígios das mudanças sobre o efeito de influências. Poder-se-ia dizer que uma estrada de terra lembra que passaram rodas sobre ela porque ela manteve a marca das mudanças na distribuição das suas partículas provocada pela pressão das rodas. Assim, a plasticidade significa três propriedades fundamentais da matéria: <strong>1</strong>) a capacidade de mudar a disposição das partículas; <strong>2</strong>) a conservação das marcas dessas mudanças; e <strong>3</strong>) a predisposição para repetir as mudanças. Reparem que a trilha facilita uma nova passagem para as rodas, uma folha de papel dobrada em determinado lugar tem a tendência de repetir a dobra no mesmo lugar ao mínimo impulso. Nossa matéria nervosa é, ao que tudo indica, o que há de mais plástico de tudo o que conhecemos na natureza. </p>
<p><strong>Natureza psicológica da memória.</strong> A velha psicologia distinguia duas espécies de memória: a memória mecânica e a lógica (ou associativa). Por memória mecânica entendia a capacidade do organismo para conservar o vestígio de reações muito repetidas, produzir as respectivas mudanças nas vias nervosas. Era o processo semelhante a uma trilha de caminho (trilhamento dos caminhos) como fundamento para a acumulação da experiência individual. <em>Toda a soma de habilidades individuais, hábitos, movimentos e reações de que dispomos, não passa de resultado desse trilhamento</em>. <em>Um movimento muitas vezes repetido como que deixa vestígios no sistema nervoso e atenua a passagem de novas excitações pelos mesmos caminhos</em>.</p>
<p><em>Comentário.</em> O destaque no texto acima é de minha autoria. Quero assinalar um fato demasiadamente desprezado no ensino: a busca da QUALIDADE. Invariavelmente, os exercícios são &#8220;decorados ou copiados&#8221; e aplicados sobre os alunos ou atletas, cumprindo-se uma rotina diria curricular, as famosas receitas técnicas. Em geral a participação do professor ou treinador é meramente dar uma atividade aos seus alunos e esperar que aprendam pelas repetições. Entretanto, como acentua Vigotski, este trilhamento se não for produzido almejando a busca da perfeição dos gestos deixará vestígios no sistema nervoso nada recomendáveis e prejudicando o avanço no desenvolvimento técnico do praticante. E todos nós sabemos o quanto é desprezado este conceito nas práticas diárias. Por isto, escuta-se a todo instante treinadores de alto nível a dizer: &#8220; O atleta chega à seleção repleto de defeitos e não há tempo para corrigi-los&#8221;! Poderão ainda ilustrar-se na série de artigos que estou produzindo sobre &#8220;Treinamento de Defesa&#8221;.</p>
<p>Estaremos a seguir a produzir mais uma vez texto sobre a importância de o professor (ou treinador) permanentemente despertar o <em>interesse</em> de seus alunos. Descortinarão o que seja treinar ou jogar com <em>alegria</em> e o que representa para o indivíduo o <em>colorido emocional</em>. Acompanhem-me!</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Métodos (I)</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 18:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metodologia e Pedagogia]]></category>
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		<category><![CDATA[Teoria & Prática]]></category>
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		<description><![CDATA[Educar é Contar Histórias   Sou assinante e leitor assíduo da Revista Veja, que no seu exemplar destinado à população do Rio de Janeiro (www.vejario.com.br) me trás à lembrança um excelente  professor da língua portuguesa e de matemática. Na revista de 15.12.2010, o articulista Manoel Carlos relata com deliciosa maestria cenas do cotidiano escolar, algumas peripécias e ressalta conceitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9555" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Figurinhas1.jpg"><img class="size-medium wp-image-9555" title="Figurinhas1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Figurinhas1-300x257.jpg" alt="" width="300" height="257" /></a><p class="wp-caption-text">Figurinhas no mini voleibol. Desenho: Beto.</p></div>
<p><strong>Educar é Contar Histórias </strong> </p>
<p>Sou assinante e leitor assíduo da Revista Veja, que no seu exemplar destinado à população do Rio de Janeiro (<a href="http://www.vejarioo.com.br">www.vejario.com.br</a>) me trás à lembrança um excelente  professor da língua portuguesa e de matemática. Na revista de 15.12.2010, o articulista Manoel Carlos relata com deliciosa maestria cenas do cotidiano escolar, algumas peripécias e ressalta conceitos que se tornam marcantes na memória de cada um de nós. No coça-coça de sua memória, relembra seu querido e inesquecível professor Angelo Magrini Lisa, mestre dos mestres, exigente sem deixar de ser compreensivo, fazendo com que os alunos amassem a matéria que ministrava, tal era a maneira como ensinava. Seu professor, calcando-se numa reflexão do poeta inglês Alexander Pope, assim definia o método de ensino: ”<strong>Convém ensinar <span style="color: #000000;">as</span> pessoas como se não <span style="color: #000000;">as</span> ensinássemos. E explicar-lhes as coisas que não sabem como se apenas as tivessem esquecido</strong>”l </p>
<p>De uma forma tupiniquim, tenho pensamentos muito próximos do poeta sempre que me expresso livremente em cursos que realizo: “<strong>Faço-me criança para aprender com elas</strong>”. E há muito percebi que &#8220;<strong>brincando elas aprendem sem se aperceberem</strong>”. Ou ainda, &#8221;<strong>diante de uma criança meu respeito é maior, não pelo que representa hoje, mas pelo que ela pode vir a ser no futuro</strong>&#8220;. Creio que a fórmula mágica está centrada em como despertar o <em>interesse</em> pela matéria, pois sabemos todos, isto nos levará ao denominado <em>colorido emocional</em> de que jamais se esquecerão. </p>
<p>Discutamos, então, como realizar esta importante tarefa de educar um indivíduo, isto é, &#8220;partir para a prática&#8221;, deixar um pouco de lado a teoria e <em>entrarmos na quadra</em>. Como neste momento estamos num ambiente virtual terei que me tornar um &#8220;contador de histórias&#8221; de minhas práticas. Peço, então, a paciência de todos, mas lembrando que venho afirmando categoricamente que precisamos todos de um Curso Presencial, em que perceberão os meandros, detalhes e sutilezas de uma aula de voleibol para quem jamais praticou este esporte. E lanço ainda um desafio: faço com que todos joguem a partir da primeira aula. Reportem-se mais uma vez à apreciação que realizei em minhas atuações no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro. Foram três artigos intitulados &#8221;Lições de um Projeto, Perspectivas de Aprendizagem&#8221; que, ao que parece, retratam com muita clareza o que se pretende dizer nesta postagem sobre Métodos.  </p>
<p>Meu pensamento é estimular comentários em torno dos variados métodos ou de soluções em determinadas circunstâncias principalmente no universo escolar. Para tal, peço permissão ao Professor José Manuel Moran, um especialista em mudanças na educação presencial e à distância, para usufruirmos de seu saber e buscar responder às questões que formulou em seu texto &#8220;O educador bem sucedido&#8221; (<a href="http://www.eca.usp.br/prof/moran/sucedido.htm">www.eca.usp.br/prof/moran/sucedido.htm</a>). Ali fala em <em>questões não respondidas</em> do cotidiano em sala de aula. Vejam algumas delas.    </p>
<p><strong>Professor Moran. </strong>Por que, nas mesmas escolas, nas mesmas condições, com a mesma formação e os mesmos salários, uns professores são bem aceitos, conseguem atrair os alunos e realizar um bom trabalho profissional e outros, não? Não há uma única forma ou modelo. Depende muito da personalidade, competência, facilidade de aproximar e gerenciar pessoas e situações. Alguns professores conseguem uma mobilização afetiva dos alunos pelo seu magnetismo, simpatia, capacidade de sinergia, de estabelecer um <em>rapport</em>, uma sintonia interpessoal grande. É uma qualidade que pode ser desenvolvida, mas alguns a possuem em grau superlativo e exercem-na intuitivamente, o que facilita o trabalho pedagógico. Uma das formas de estabelecer vínculos é mostrar genuíno interesse pelos alunos. Os professores de sucesso não se preparam para o fracasso, mas para o sucesso nos seus cursos. Preparam-se para desenvolver um bom relacionamento com os alunos e para isso os aceitam afetivamente antes de os conhecerem, se predispõem a gostar deles antes de começar um novo curso. Essa atitude positiva é captada consciente e inconscientemente pelos alunos que reagem da mesma forma, dando-lhes crédito, confiança, expectativas otimistas. O contrário também acontece: professores que se preparam para a aula prevendo conflitos, que estão cansados da rotina, passam consciente e inconscientemente esse mal-estar que é correspondido com a desconfiança dos alunos, com o distanciamento, com barreiras nas expectativas. </p>
<p><strong>Interesse e Inclusão</strong> </p>
<p><strong>Roberto Pimentel. </strong>Certa feita, em conversa informal com um Professor de Educação Física da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), técnico consagrado de vôlei, inclusive de seleção brasileira, confidenciou-me o seu pesar pela ausência dos testes de aptidão física aos novos egressos às escolas de Educação Física argumentando: &#8220;Como poderei ensinar um indivíduo a dar toques na bola de voleibol se ele nem segurar a bola consegue&#8221;? Não respondi, pois presumi que naquela altura do diálogo ele demonstrava insatisfação com as novas medidas. Mas a indagação permaneceu em minha memória. Anos mais tarde fui convidado a ministrar aulas num Curso de Férias para 14-16 professores de vários estados na Universidade Gama Filho. Coube-me a Iniciação ao Voleibol e me destinaram somente 3-4 aulas práticas. Na primeira intervenção &#8211; apresentação &#8211; apressei-me em conhecer-lhes as habilidades motoras que já possuíam, desperto pela lembrança daquela conversa. Sutilmente, envolvi-os em brincadeiras com as bolas e pequenos deslocamentos, enquanto observava o comportamento geral &#8211; manuseio da bola, equilíbrio etc. E detectei vários professores talentosos, alguns ex-atletas de voleibol. Todavia, um deles me chamou a atenção: era completamente descoordenado, desastrado mesmo com a bola. Certamente jamais lidou com elas. Reuni-os e expliquei-lhes minhas propostas de ensino gerais e, em seguida, dei início ao primeiro tema: a criança e a bola. Como desenvolver esta nova relação? Como fazer para instruir sobre o manuseio da bola? Diante do mutismo (ou curiosidade) de todos, indaguei tempestivamente: &#8220;Quem sabe jogar voleibol&#8221;? Todos se apressaram a levantar a mão, exceto um, que ficou imperceptível para os demais. Em seguida, sugeri um exercício simples e solicitei dois ou três voluntários que logo se apressaram a colaborar. Realizamos os ensaios rapidamente e logo lhes propus outro. Novos voluntários deveriam se apresentar e, neste momento, intervi e &#8220;convoquei&#8221; aquele que nada tinha a ver com voleibol. E novamente, realizamos os exercícios. Só que desta feita, repleto de erros, uma vez que ele não conseguia dar seguimento às propostas. Neste momento transmiti-lhes a primeira e mais importante lição: &#8220;Se conseguirmos fazer com que este aluno (<em>aquele professor</em>) se divirta jogando voleibol é sinal que estamos no caminho certo&#8221;. E passei aos temas seguintes tornando aquele personagem a pessoa mais importante da classe, sem menosprezo e, ao contrário, incluindo-o no contexto da turma. Mais tarde, em oportunidades distintas, tive mais dois casos similares, em que minha atuação metodológica foi decisiva para a <em>inclusão </em>de duas alunas universitárias. Consegui despertar-lhes o INTERESSE e satisfiz-lhes as condições básicas para que jogassem com seus colegas. Daí para frente, grandes saltos de desenvolvimento. Façam o mesmo e até melhor com seus alunos e todos se lembrarão de vocês pelo resto de suas vidas, tal como o professor lá de cima; lembram-se ainda do que ele disse? No desenrolar desse bate-papo hipotético vão surgir outras historinhas que vou contanto a pouco e pouco, pois &#8220;educar é contar histórias&#8221;. </p>
<p>Daremos seguimento em próxima postagem. Até lá aguardaremos seus comentários ou conte uma de suas histórias relativas ao assunto. Será muito agradável intercambiarmos idéias e fatos ocorridos.</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Equipamento</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Dec 2010 09:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como fazer?      A distribuição e montagem dos campos de jogo podem ser realizadas na própria quadra da escola ou em um ginásio. O cuidado é para não prejudicar o piso e ao mesmo tempo oferecer conforto e segurança para os praticantes.      Equipamento      1) Rede - Dada a dificuldades financeiras na maioria dos educandários, à praticidade de montagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7664" class="wp-caption alignleft" style="width: 281px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/MiniSGmaterial.jpg"><img class="size-medium wp-image-7664" title="MiniSGmaterial" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/MiniSGmaterial-271x300.jpg" alt="" width="271" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos se divertem no recreio jogando mini voleibol.</p></div>
<p><strong>Como fazer?</strong>     </p>
<p>A distribuição e montagem dos campos de jogo podem ser realizadas na própria quadra da escola ou em um ginásio. O cuidado é para não prejudicar o piso e ao mesmo tempo oferecer conforto e segurança para os praticantes.     </p>
<p><strong>Equipamento</strong>     </p>
<p><strong>1</strong>) <em>Rede</em> - Dada a dificuldades financeiras na maioria dos educandários, à praticidade de montagem e desmontagem, e ainda à guarda e manutenção, tenho recomendado a utilização de redes com 5m x 0,80m. Quando dispostas longitudinalmente numa quadra oficial de voleibol ocuparão integralmente os seus 18m. Isto permite o aproveitamento de algumas linhas já traçadas no terreno. Em quadras <em>abertas</em> muitas vezes serão aproveitadas as linhas traçadas pela junção das placas de concreto. Entre as extremidades da rede e os postes de sustentação, um intervalo de 0,75m permite distanciar um campo do outro em 1,75m, o que na prática oferece relativa segurança quando da realização de jogos. Dessa forma, a extremidade das duas redes laterais estará exatamente sobre as linhas de fundo da quadra oficial. Para manter o sistema seguro, requer-se a fixação com cordas dos postes das extremidades a um ponto fixo e estável, como a baliza de futsal (figura), ferragem da cesta de basquete ou à parede. As cordas que sustentam as redes podem ser individuais, isto é, uma ara cada uma delas, ou única, indo de uma extremidade à outra. Nesse caso, recomenda-se a utilização de cabo de aço com pequena dimensão.       </p>
<p><strong>2</strong>) <em>Postes</em> -  Utilizamos sempre postes de alumínio redondo de fina espessura, uma vez que também serviam para aulas na praia ou em diversos locais. Seu peso é suficientemente compatível para que uma criança possa transportá-lo e, muitas vezes, contribuir para ajuda voluntária na armação das quadras. As extremidades e as junções estão recobertas com tubos de PVC. Optamos por dividir o poste em duas partes para efeito de comodidade no transporte e guarda. Como pretendemos uma altura de até 2,10m do bordo superior da rede, o poste deve ter então um pouco mais, podendo alcançar 2,20m. Ao se tensionar as cordas de fixação inferiores chegaremos à altura desejada. O uso de postes de alumínio é mais dispendioso e nada impede que sejam empregados sem a conexão de que falamos, isto é, pode ser inteiro nos seus 2,20m. Como também podem ser utilizados postes de ferro, de custo muito mais em conta. Devidamente preparados &#8211; ganchos para suporte da corda da rede &#8211; e pintados, deverão ter longa duração de uso.       </p>
<p><strong>3</strong>) <em>Bases </em>- Recorremos a uma pequena estrutura de ferro, com apoios de espuma que evitam deslizamentos e não permitem arranhar pisos de madeira quando utilizadas em ginásios. Recomenda-se que sejam cobertas com espuma envolvida em dois pequenos sacos de pano para completa segurança dos alunos. Na sua parte mediana deixamos um pequeno cano de <em>espera</em> para encaixe do tubo. Essa <em>espera</em> deve conter também uma pequena seção do tubo de PVC que receberá o poste com ajuste perfeito, sem folgas, para evitar balanços e desequilíbrios do conjunto. Pequenas oscilações durante os exercícios ou jogos não afetarão o sistema. Aliás, um excesso de peso na base poderia justificar uma quebra. Por isto, evitar também que crianças que não estejam participando do jogo ali se alojem, uma tendência comum.     </p>
<p><strong>4</strong>) <em>Montagem</em> &#8211;  São simples e perfeitamente assimiláveis pelos próprios jovens alunos: a) Para um equilíbrio estável é necessário que as <em>Bases</em> estejam alinhadas e equidistantes umas das outras regularmente (aproximadamente 6,50 a 7m; b) Para se certificar desse alinhamento, coloque as redes somente apoiada na sua parte superior, deixando a inferior solta; c) Em seguida, providencie para que as redes estejam bem esticadas (somente ainda pela parte superior); d) Posicionado numa das extremidades, atrás do poste, faça uma leitura ocular de modo que só veja o poste que está imediatamente à sua frente. Um auxiliar deverá fazer os acertos e ajustes; e) A partir desse momento, serão realizados os encaixes finais das partes inferiores da rede.     </p>
<p><strong>5</strong>) <em>Campos </em>- Os exercícios poderão ser desenvolvidos ou não nos próprios campos de jogo. Algumas linhas laterais podem ser aproveitadas das marcações pré-existentes ou até mesmo, as marcas das juntas das placas de cimento. Quanto à linha de fundo, caberá ao professor decidir caso a caso, uma vez que poderá ter equipes atuando ora com 2 alunos, ora com 3 ou 4. Com mais jogadores, maior a quadra.     </p>
<p><strong>6</strong>) <em>Altura da rede</em> &#8211; Em princípio, com uma altura fixa próximo dos 2,10m é bastante conveniente, tanto para realização de exercícios, quando para o próprio jogo. E, pelas experiências em diversas situações, as crianças respondem satisfatoriamente em todos os quesitos. Caso resolvêssemos adaptar o equipamento com conexões que permitissem regular a altura teríamos que remodelar o conjunto e tornar os campos independentes uns dos outros, onerando e dificultando o processo.   </p>
<p>Olá pessoal. A seguir estarei mostrando como dispor os campos de jogo na praia ou em grandes áreas livres para a prática do Mini Vôlei com até 400 alunos ou mais. Poderão apreciar o relato de minhas práticas em projetos simultâneos envolvendo 1.200 crianças em quatro cidades distintas do Brasil. Quer saber mais? Pergunte e responderei com prazer.</p>
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		<title>Aprender a Ensinar &#8211; Metodologia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Dec 2010 19:45:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Metodologia e Pedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Aprender brincando e jogando]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Características e regras]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturação da atividade]]></category>
		<category><![CDATA[Material e Equipamento]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia do Mini Voleibol]]></category>
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		<description><![CDATA[O minivoleibol é um jogo no qual afluem e se agrupam esquemas motores estáticos e dinâmicos, aspectos coordenativos, da esfera cognitiva e emocional. Todos concorrendo para se conseguir novas habilidades motoras. Já falamos em outro momento sobre o trabalho desenvolvido na Itália a respeito de uma metodologia a respeito. Retornamos ao assunto para uma vez mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_9316" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Desenho11.jpg"><img class="size-medium wp-image-9316" title="Desenho11" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Desenho11-300x192.jpg" alt="" width="300" height="192" /></a><p class="wp-caption-text">Inicialmente, as crianças preferem brincar e se divertir. Figura: Beto.</p></div>
<p>O minivoleibol é um jogo no qual afluem e se agrupam esquemas motores estáticos e dinâmicos, aspectos coordenativos, da esfera cognitiva e emocional. Todos concorrendo para se conseguir novas habilidades motoras. Já falamos em outro momento sobre o trabalho desenvolvido na Itália a respeito de uma metodologia a respeito. Retornamos ao assunto para uma vez mais estimular os professores a dotarem suas escolas (ou clubes) do equipamento necessário. Faremos isto em postagens sucessivas. </p>
<p>Chamamos a atenção para um fato: que o professor não se preocupe tanto no início dos trabalhos e se tudo está dando certo ou errado, mas que, junto com as suas turmas, realizem um aprendizado eficaz. Na interação professor-aluno é que se constrói a verdadeira comunicação e, consequentemente, o aprendizado pleno. Como dizia: &#8220;Faço-me criança e aprendo com elas&#8221;!   </p>
<p><strong>Características e regras</strong> </p>
<p>O minivôlei é um jogo coletivo praticado por duas equipes com dois ou mais jogadores num campo medindo 12m x 5m. Nas competições joga-se com três jogadores em cada campo (3&#215;3) e, eventualmente, 4&#215;4. </p>
<h4>Organização</h4>
<p>Um ginásio pode conter vários campos lado a lado, longitudinalmente, com diferentes dimensões. </p>
<h4>Material e equipamento</h4>
<ul>
<li>várias redes pequenas</li>
<li>giz ou fita adesiva</li>
</ul>
<p><strong>Aprendizagem</strong>&#8230;  <em>transformando meios de informação em meios de comunicação.</em> </p>
<p>Possibilitar que a criança atue, modifique e transforme a própria realidade, proporcionando técnicas de aprendizagem, auto-expressão e participação. </p>
<h4>A criança está no centro da atividade proposta:</h4>
<ul>
<li>o aluno é o protagonista</li>
<li>a bola é um brinquedo</li>
<li>o jogo vem antes da técnica</li>
<li>a técnica e a tática se aprendem <em>jogando</em></li>
</ul>
<h4>Progressão metodológica</h4>
<p>A progressão parte do 1&#215;1, passa ao 2&#215;2 e ao 3&#215;3, onde estão contidas todas as características do jogo de equipe: </p>
<ul>
<li>a divisão do campo com o colega</li>
<li>a triangulação do passe</li>
<li>o levantamentos para o ataque</li>
<li>a tática de jogo</li>
</ul>
<h4>Estruturação da Atividade</h4>
<p>O jogo é o instrumento principal em suas formas mais simples; com a progressiva aquisição da habilidade passa-se aos jogos mais complexos.</p>
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		<title>Pedagogia Experimental</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/11/06/pedagogia-experimental-7654</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Nov 2010 21:37:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria & Prática]]></category>
		<category><![CDATA[Aprender brincando e jogando]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades de mini vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Aulas com Jogos e Exercícios]]></category>
		<category><![CDATA[Campo de Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Características e Regras do Mini Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Colorido emocional]]></category>
		<category><![CDATA[Despertar Interesse]]></category>
		<category><![CDATA[Mini voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Nova metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Caminhos no Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Pedagogia Experimental]]></category>
		<category><![CDATA[Peteca e voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento de atividades]]></category>

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		<description><![CDATA[Um Novo Caminho          Momento de síntese de pensamentos radicados numa cultura técnica e esportiva diversa. O material oferecido é um instrumento didático para um aprendizado duradouro, que se impõe por sua originalidade, renovação e valor educativo. O mini vôlei é revelado como um caminho dos mais promissores para a prática da Educação Física no sistema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Um Novo Caminho   </strong>      </p>
<p>Momento de síntese de pensamentos radicados numa cultura técnica e esportiva diversa. O material oferecido é um instrumento didático para um aprendizado duradouro, que se impõe por sua originalidade, renovação e valor educativo. O mini vôlei é revelado como um caminho dos mais promissores para a prática da Educação Física no sistema escolar.         </p>
<p><strong>Desenvolvimento das Atividades</strong>       </p>
<p>Planejadas com bases técnicas, desenvolvem-se em situações naturais, espontâneas e prazerosas, explorando vivências corporais através de brincadeiras, jogos, diversos brinquedos e materiais. No futuro, o aluno precisará ser criativo, crítico, agir com autonomia e competência, saber transformar seus conhecimentos em soluções para resolver problemas e desafios. Enfim, tornar-se apto a trabalhar em equipe.          </p>
<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Divisão-Quadra.jpg"><img class="size-full wp-image-7656  alignleft" title="Divisão Quadra" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/10/Divisão-Quadra.jpg" alt="Aulas consistentes com exercícios na forma de contestes atraem muito mais adeptos para o jogo." width="236" height="214" /></a> <strong>Progressão do Campo de Jogo</strong>         </p>
<p>Já produzi textos sobre a prática metodológica e pedagógica (ver Categoria &#8220;Metodologia e Pedagogia&#8221;).  O Professor terá sempre em mente que as dimensões das quadras de jogo (largura e profundidade) não são rígidas, mas que devem oferecer melhores condições de desenvolvimento aos alunos nas respectivas fazes de seu aprendizado. Naturalmente, dependendo também das condições físicas e de equipamento.        </p>
<p><strong> </strong>     </p>
<p><strong> </strong>     </p>
<p><strong> </strong> <strong>Características e Regras</strong>               </p>
<p> O minivôlei é um jogo coletivo praticado por duas equipes com dois ou mais jogadores num campo medindo 12m x 5m. Nas competições pode-se jogar com 2 contra 2 (2&#215;2), 3 contra 3 (3&#215;3), e eventualmente, 4 contra 4 (4&#215;4).  As pequenas regras que o professor vai a pouco e pouco introduzindo deve ser conversada com os próprios alunos que indicarão o melhor caminho. É interessante que desde o início aprendam a executar o &#8220;saque por baixo&#8221; a fim de evitar erros e pequenos acidentes; além disso, é mais provável um jogo com maiores ralys.      </p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Desenho1.jpg"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-69" title="Desenho1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2009/12/Desenho1-300x218.jpg" alt="" width="238" height="145" /></strong></a>Interesse e Colorido Emocional.</strong> Se um mestre quer que algo seja bem assimilado deve preocupar-se em torná-lo interessante. Somos do ponto de vista que a velha escola era antipsicológica, uma vez que era igualmente desinteressante. A memória funciona de modo mais intenso e melhor naqueles casos em que é envolvida e orientada por certo interesse. Entende-se interesse como um envolvimento interior que orienta todas as nossas forças no sentido do estudo de um objeto. Os psicólogos comparam o papel do interesse na memorização com o do apetite na assimilação do alimento. O interesse produz o mesmo efeito preparatório sobre o nosso organismo durante a assimilação de uma nova reação. Toda pessoa sabe que efeito inusitadamente aumentativo exerce o interesse sobre o psiquismo.       </p>
<p style="text-align: left;">        </p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Peteca.jpg"><img class="size-medium wp-image-8250 alignleft" title="Cópia de Peteca" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Peteca-300x222.jpg" alt="" width="199" height="146" /></a>Aulas: Jogos e Exercícios</strong>                 </p>
<p>O papel seguinte do interesse consiste na função unificadora que ele exerce em relação aos diferentes elementos de assimilação do material. O interesse cria um encaminhamento permanente no curso da acumulação da memorização e acaba sendo um órgão de seleção em termos de escolha das impressões e sua união em um todo único. Por isso é de suma importância o papel desempenhado pela atitude racional da memorização em função do interesse. Por que então não incluir pequenos jogos ou até mesmo jogos populares como a peteca nas aulas? No dia a dia da escola pode tornar-se prática comum nos recreios.   </p>
<p style="text-align: left;"><strong>Aprender Brincando e Jogando </strong>       </p>
<p>Exercícios lúdicos, na forma de contestes, atraem muito mais adeptos para as brincadeiras e o próprio jogo. A participação maciça da classe facilitada por múltiplas tarefas, promove a integração entre os alunos, professores e seus responsáveis. Podem e devem participar meninos e meninas. Para manter o interesse e atrair mais gente para nossas aulas, vale até a utilização de um paraquedas; as aulas tornam-se mais atraentes e divertidas. Esta é uma técnica empregada na cooptação: uma novidade sempre tem o seu lugar no imaginário dos alunos.        </p>
<div id="attachment_8247" class="wp-caption alignleft" style="width: 237px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas2.jpg"><img class="size-medium wp-image-8247" title="Cópia de Pára-quedas2" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas2-300x183.jpg" alt="" width="227" height="149" /></a><p class="wp-caption-text">Centro de Treinamento de mini voleibol; Praia de Copacabana, Rio (1995).</p></div>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_8246" class="wp-caption alignleft" style="width: 221px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas1.jpg"><strong><img class="size-medium wp-image-8246" title="Cópia de Pára-quedas1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-Pára-quedas1-300x222.jpg" alt="" width="211" height="150" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Centro de Treinamento de mini voleibol; Praia de Copacabana, Rio (1995).</p></div>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_8249" class="wp-caption alignleft" style="width: 183px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-BasquetenaPraia.jpg"><strong><img class="size-medium wp-image-8249 " title="Cópia de BasquetenaPraia" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/11/Cópia-de-BasquetenaPraia-300x224.jpg" alt="" width="173" height="141" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Basquetebol na Praia de Copacabana?</p></div>
<div class="mceTemp"><strong> </strong></div>
<div class="mceTemp"><strong> </strong></div>
<p><strong>    </strong>       </p>
<div class="mceTemp"><strong> </strong></div>
<p><strong>      </strong>       </p>
<div class="mceTemp mceIEcenter"><strong> </strong></div>
<p><strong>       </strong>       </p>
<p><strong>  </strong>     </p>
</div>
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		<title>Cursos de Minivoleibol</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/09/09/cursos-de-minivoleibol-6481</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 21:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Anais da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV)]]></category>
		<category><![CDATA[Confederación Sudamericana de Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Argentino de Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Curso da Federação Internacional de Volleyball]]></category>
		<category><![CDATA[Curso de mini voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Curso Internacional de Mini Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Federación del Voleibol Argentino (FeVA)]]></category>
		<category><![CDATA[História do mini vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[História do Mini Voleibol na Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Mini volei na Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Sub Comissão de Mini Voleibol (SCMVB)]]></category>

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		<description><![CDATA[    Importância da Dúvida                    No ensaio “A Dúvida” (Relume Dumará), o filósofo tcheco Vilém Flusser diz que &#8220;duvidar é um estado de espírito que pode significar o fim de uma fé ou o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em dose excessiva, paralisa toda atividade mental&#8221;.                      Cuidado! Valeria a pena copiarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<form enctype="application/x-www-form-urlencoded" method="get">
<form></form>
</form>
<p> </p>
<div id="attachment_6482" class="wp-caption alignleft" style="width: 201px"><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/09/MiniArgentinaFivb-Volei-na-Escola.jpg"><img class="size-medium wp-image-6482" title="MiniArgentinaFivb Volei na Escola" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/09/MiniArgentinaFivb-Volei-na-Escola-300x227.jpg" alt="" width="191" height="170" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Fivb.</p></div>
<p> </p>
<p><strong>Importância da Dúvida</strong>                   </p>
<p>No ensaio “A Dúvida” (Relume Dumará), o filósofo tcheco Vilém Flusser diz que &#8220;duvidar é um estado de espírito que pode significar o fim de uma fé ou o começo de outra. Em dose moderada, estimula o pensamento. Em dose excessiva, paralisa toda atividade mental&#8221;.                   </p>
<div class="mceTemp"> </div>
<div class="mceTemp"><strong>Cuidado!</strong> Valeria a pena copiarmos as receitas propostas pela Fivb ou darmos uma paradinha para  pensar? Nesse terreno, creio que pelo menos desde o Congresso de Leipzig (1972), que o Senhor Horst Baacke tem ingerência máxima nos aconselhamentos técnicos e gerais sobre ensino do voleibol. É uma pena que assim seja, pois muitos se curvam aos seus desvarios. Conheci-o em 1975, em Ronneby, Suécia, e assisti suas propostas de treinamento, inclusive um filme com providências táticas para as crianças alemãs. Será que é plausível para os nossos filhos?</div>
<p><strong>Mini Voleibol. </strong>Bisbilhotando o site da Fivb por esses dias deparei-me com uma notícia que me chamou a atenção e fez por merecer este texto uma vez que me relembra experiências vividas em várias partes do mundo, especialmente em Congresso na Argentina (1984) e um Simpósio Mundial (1975) na Suécia. Em ambos os casos o assunto era idêntico: o ensino para crianças, isto é, o Mini Voleibol. Como tenho larga experiência no Brasil sobre o assunto, atrevo-me a expressar a minha opinião a respeito da Metodologia a empregar. Antecipo que sou totalmente CONTRA ao que apregoa a Fivb, leia-se H. Baacke, emérito presidente da Comissão de Treinadores, velho conhecido desde 1975, no 1º Simpósio. O texto é um <em>press release</em> que vem da Argentina. Como lá estive em 84, passarei a analisar alguns fatos interessantes para nosso aprendizado no que se refere à Metodologia a empregar na tarefa de ensino para crianças.                    </p>
<p><strong>Argentina. </strong>Vejam o resumo e perdoem-me a tradução: &#8221;Nova iniciativa começa na Argentina &#8211; O evento é o primeiro de muitos na Argentina - San Juan, Argentina, 18 junho de 2010. A primeira Clínica de Voleibol para as crianças na Argentina <em>visitas escolares Volley</em> teve lugar na quinta-feira no Centro de Desenvolvimento de Voleibol em San Juan. O evento foi aberto pelo presidente da Federação Argentina de Voleibol Alejandro Bolgeri e Gabriel Tesoureiro Salvia. O projeto visa aumentar o conhecimento do esporte no país sul-americano que também irá sediar a fase final deste ano da Liga Mundial de Voleibol em poucas semanas. No fim de semana seguinte, com a duração de dois dias, a realização do <em>FIVB Weekend,</em> também em colaboração com a FeVA, reunindo crianças de 4 a 12 anos para jogos alegres de voleibol: 17 clubes atenderam ao chamado, formando 146 equipes e um total de aproximadamente 600 alunos, além de familiares e amigos compondo os 1.200 espectadores&#8221;.                              </p>
<p style="text-align: left;">Os argentinos &#8220;descobriram&#8221; o mini voleibol a partir de 1981, como se depreende dos anais da <em>Confederación Sudamericana de Voleibol</em> (CSV). Naquele ano o secretário da Comissão Sul-Americana de Treinadores, Miguel Salvemini, participou com outros cinco professores argentinos de uma reunião de quatro dias (30/6 a 3/7) em Roma sob os auspícios da Subcomissão Internacional de Minivoleibol (SCMVB), um ramo da Comissão Internacional de Treinadores (CIT) da FIVB. Os membros eram <span style="text-decoration: underline;">Gianfranco Briani*</span> e Beniamino Pagano (Itália), Peter Duyff (Holanda), <span style="text-decoration: underline;">Gerhard Dürrwächter*</span> (Alemanha), Lorne Sawla (Canadá), <span style="text-decoration: underline;">Jorgen Hyllander*</span> (Suécia), assistidos por <span style="text-decoration: underline;">Horst Baacke*</span> (alemão), presidente da CIT. A reunião foi presidida pelo professor Briani, presidente da SCMVB. Como saldo desse evento, ficou decidido entre outras coisas o estabelecimento de diferenças entre Curso e Simpósio, e que os Simpósios Internacionais seriam realizados  a cada três anos. Naquela oportunidade foi solicitado à Confederação Sul-Americana um curso internacional de mini voleibol a ser realizado antes de 30 de setembro de 1983. Além disso, como previsto, construíram uma &#8220;Cartilha&#8221; de procedimentos para as filiadas. Em dezembro de 1981 os argentinos realizaram o I Encontro Nacional de Mini Voleibol na cidade de Córdoba durante quatro dias em que, predominantemente, só constou de competições entre 37 equipes e 185 jogadores. Além de estatísticas do evento, nada mais constou do relatório. Pura e simplesmente os jogos entre crianças. Somente em 1984 (20/23 de setembro), realizaram o I Simpósio Nacional da modalidade em Buenos Aires para professores das diversas Províncias do país.                         </p>
<h5 style="text-align: left;">(*) Os quatro presentes ao 1º Simpósio Mundial de Mini Voleibol na Suécia, 1975. Além, é claro, do autor. O leitor poderá conhecer detalhes dos trabalhos realizados em diversos países nos Anais desse Simpósio publicado neste site em &#8220;História do Mini Vôlei&#8221; (vários).    </h5>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;"><strong>Congresso Argentino de Mini Vôlei, 1984.</strong> Com duração de quatro dias e contando com grande participação de professores de todo o país, embora predominantemente portenhos. O local escolhido foi o <em>Centro Deportivo Nacional</em> que contribuiu para acomodação dos visitantes, inclusive eu, convidado único enviado pela CBV. Dividir um alojamento com professores de diversas Províncias viria a se tornar num detalhe importante como verão mais adiante no relato, pois me proporcionou um contato mais estreito com professores do interior, com realidades distintas da capital. Um dos professores palestrantes era o técnico italiano Pitera. Ao que me lembre, só ele. Os demais, todos nacionais. Foram abordados diversos temas, até mesmo em consonância com a reunião de Roma. E, orientados pelos seus treinadores, um grupo de crianças constituído de atletas de clubes promovia a demonstração de ensino nas práticas. E aí é que chamo a atenção do leitor para o grande detalhe que poucos se preocupam: &#8220;A Passagem da Teoria para a Prática&#8221;.                  </p>
<p style="text-align: left;">Aguardávamos todos, éramos quase uma centena de professores, as aulas práticas com grande interesse. Dois professores se encarregaram de enunciar os exercícios aos jovens alunos e, portanto, já iniciados no esporte. Enquanto um terceiro explanava as reais qualidades e importância de tais e tais exercícios que iam se sucedendo rapidamente. Não me lembro quantas foram as práticas, mas o que me restou na mente é suficiente para convencê-los da inutilidade daqueles procedimentos. E o pior é que quebrou de forma insofismável qualquer esperança de aprendizado dos professores provinciais. Não sei se também à grande maioria de portenhos ali presentes. No alojamento consegui trocar palavras a respeito com três companheiros que, perplexos, diziam: &#8220;Como chegaremos a realizar tal façanha com nossos muchachos, tão pequeninos e frágeis? Nada do que vimos poderá ser colocado para nossas crianças&#8221;. No que concordei em tudo, pois os professores se aprimoraram tanto na complexidade dos exercícios, que se esqueceram que estavam tratando da metodologia da iniciação desportiva, isto é, como levar um indivíduo a aprender algum movimento e atuar junto com outros companheiros. Eles simplesmente se esmeraram em colocar exercícios os mais complexos possivelmente para impressionar a plateia. Puro exibicionismo de ADESTRAMENTO.                </p>
<p style="text-align: left;"><strong>Influência Desfavorável.</strong>  Nisto reside o que já tinha visto no 1º Simpósio, inclusive com diversos treinadores, o japonês Toyoda e o alemão Baacke. Felizmente, lá estava o melhor de todos, o também alemão G. Dürrwächter, a quem me associei na sua doutrina de &#8220;Aprender Brincando e Jogando&#8221;, título de um de seus livros publicados no Brasil.       </p>
<p style="text-align: left;"><strong>FeVA &#8211; <em>Federación del Voleibol Argentino</em></strong> <strong>(ex- <em>Federación Argentina de Voleibol</em>).</strong> Muito tempo depois, em 2003, a Federação passou por sérios problemas que, inclusive, ocuparam o noticiário internacional, culminando com a intervenção da Fivb. Eis um resumo que consta do site da Federação argentina: &#8220;En agosto de 2003 la Federación Internacional de VolleyBall (FIVB) designó, para administrar de manera transitoria el voleibol argentino, a un denominado &#8216;Grupo de Trabajo&#8217;, formado entonces por Juan Ángel Pereyra, Eduardo Fernández, Miguel Marziotti y el Alejandro Bolgeri. A fines del mes de enero en la ciudad de Acapulco, México, el Consejo Directivo de la FIVB reconoció &#8211; ad referéndum del congreso de Porto, Portugal, en mayo -, a la Federación del Voleibol Argentino (FeVA) como único ente representativo del voleibol en la Argentina, hecho que fue rubricado por la Confederación Sudamericana de Voleibol reunión de febrero en Sacquarema, Brasil&#8221;.                     </p>
<p style="text-align: left;">
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		<title>História do Mini Vôlei (III)</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/03/29/historia-do-mini-volei-iii-2270</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 10:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades escolares]]></category>
		<category><![CDATA[Escola pública na Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência holandesa]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência sueca]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de professores]]></category>
		<category><![CDATA[História do mini vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Lições par escola primária]]></category>
		<category><![CDATA[Métodos de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Mini volei na Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Mini volei na Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[Mini vôlei no Brasil e no mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[ Mini Vôlei no Brasil e no Mundo (III) 6. A experiência sueca, por Jorgen Hylander. Uma apresentação das escolas da Suécia e as maneiras de introdução do voleibol nas suas escolas pela Associação Sueca de Voleibol (SVBA). Condições gerais. Uma sessão de educação física escolar tipicamente sueca tem 40 minutos de programação. Entretanto, existem alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/1x1.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-2271" title="1x1" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/1x1.bmp" alt="" width="199" height="250" /></a></p>
<p><strong></strong> <strong>Mini Vôlei no Brasil e no Mundo (III)</strong></p>
<p><strong>6. A experiência sueca, por Jorgen Hylander.</strong></p>
<p>Uma apresentação das escolas da Suécia e as maneiras de introdução do voleibol nas suas escolas pela Associação Sueca de Voleibol (SVBA).</p>
<p><strong>Condições gerais</strong>. Uma sessão de educação física escolar tipicamente sueca tem 40 minutos de programação. Entretanto, existem alguns problemas, tais como: as crianças tiveram uma aula antes da sessão de ginástica; deslocamento para o ginásio; troca de roupas para as atividades esportivas; a atividade propriamente dita; banho (se possível); troca de roupas; retorno à sala; críticas dos demais professores por possíveis atrasos. Tempo efetivo de atividade: 20 min a 25 min.</p>
<p><strong>Currículo das escolas públicas.</strong> O objetivo da educação é o treinamento físico normal para os alunos. Não há currículo detalhado e sim recomendações gerais. O professor planeja as atividades para o ano todo e divide-as em diferentes períodos. Os principais interesses do professor (basquete, vôlei etc.) determinam a escolha das atividades porque o professor é um especialista em seu campo. Partes principais de um currículo: ginástica de aparelhos; esportes de bola (basquete, vôlei, handebol, futebol, badminton e tênis, campo e mesa); pista e campo; <em>cross-country</em>; natação; esportes de inverno.</p>
<p>O primeiro argumento dos professores refere-se às dificuldades de começar o ensino antes da idade da escola secundária. A seguir, um exemplo de uma aula comum de voleibol numa escola sueca: participam de 25 a 30 alunos; existe uma quadra; normalmente uma bola; e o professor realiza o jogo 6&#215;6 (voleibol); o restante é envolvendo atividades de bolas (se houver) na parede.</p>
<p>Problemas gerais nas escolas: os alunos estão em ordem cronológica, portanto, há diferenças de peso, altura, idade biológica, habilidade etc. Como individualizar? Dividir em grupos depois de determinar habilidade, altura, etc. Tudo isso significa pequenos grupos de atividade.</p>
<p><strong>Lições para a escola primária.</strong> As primeiras palavras dos alunos são: &#8220;Queremos jogar&#8221;. Em geral querem o jogo 6&#215;6, que é muito difícil; entenderão o jogo jogando; os jogos consistem em combinações 1&#215;1, 2&#215;2, 3&#215;3, 4&#215;4 e 6&#215;6; inicialmente são ensinados o passe por cima, o saque por baixo e a manchete. Cortada ou bloqueio não são mencionados; resolver o problema da bola adequada, capaz de não provocar lesões às crianças e manter um jogo fluido; uma quadra adequada para fazer o sucesso dos jogos; tempo para as atividades recreativas depois de um dia escolar programado; quadras de voleibol e equipamentos em pátios escolares, ginásios etc.; cooperação entre escolas e clubes.</p>
<p><strong>Formação dos professores.</strong> Professores primários são formados em dois anos e meio; professores de Educação Física em dois anos; a SVBA promove anualmente um curso central para professores (treinamento e recreação); os distritos da SVBA promovem cursos duas vezes na semana (eventuais); são realizados torneios entre professores durante o período de aulas (local, regional, distrital) envolvendo cerca de 1.500-2.000 professores; muitos professores fazem seu primeiro contato com o voleibol nesses torneios.</p>
<p><strong>7. A experiência holandesa, por Jaap Tel</strong></p>
<p><strong>Mini vôlei na Holanda e seus problemas</strong>. O mini vôlei foi um sucesso no país desde o seu início; existe um campeonato nacional com 120 equipes participantes; desenvolveram-se dois projetos juntos &#8211; <em>Trimactions</em> e Mini-voleibol.</p>
<p>O livro &#8220;Movimento e Educação do Voleibol&#8221; mostra-nos as características do vôlei: dá a possibilidade de desenvolver a força, a resistência e a velocidade; desenvolve a coordenação, os movimentos, o senso de tempo e espaço; desenvolve o sentimento social e o trabalho de equipe. Por que o voleibol não se tornou popular em nosso país? Porque os fundamentos técnicos são difíceis de aprender; ele parece ser estático. O principal objetivo do nosso plano é ensinar a quantas crianças for possível os melhores movimentos usando o mini vôlei desde a idade suficiente para isso. Há dois objetivos secundários: criar possibilidades de jogar o voleibol de um modo recreativo e aumentar o número de jogadores para competição. Para alcançar esses objetivos devemos fazer uma espécie de livro-guia para todos os treinadores e professores. Nosso método é baseado no &#8220;método-total&#8221;, que pode ser encontrado na publicação acima mencionada. O importante quando se introduz o mini-vôlei é o movimento e fazer jogar o jogo e não os resultados técnicos. Esperamos que este plano traga-nos mais mini-jogadores e, mais tarde, jogadores juvenis. Muito embora já tenhamos 2.000 mini-jogadores, tentaremos alcançar todas as crianças em idade para o mini vôlei.</p>
<p><strong>8. Alguns dados e conclusões sobre o desenvolvimento do mini-vôlei (ainda na Suécia), por Erik Skarback</strong></p>
<p>Bola: peso (gr)/circunferência (cm)</p>
<p>Bola senior 270/66; mini-mikasa 200/83; plástica 150/64; espuma de borracha 110/63.</p>
<p>Número de jogadores 3 e 4.</p>
<p>Dimensões da quadra: 4,5m x 9m (pequena); 4,5m x 12m (profunda); 6m x 9m (larga); 6m x 12m (média); altura da rede 1,80m a 2,10m.</p>
<p>Método de ensino: jogos o tempo todo; primeiro exercícios técnicos (2/3 do tempo) e, depois, jogos (1/3); integração de exercícios (1/2) e jogos (1/2).</p>
<p>Observações:</p>
<p>Bola: a bola de espuma de borracha proporciona longas competições e um jogo intenso. A qualidade do jogo, entretanto, não é boa, porque a bola é muito leve. Ela é boa para a idade de 7-9 anos, especialmente para iniciantes. É boa também para o os iniciantes mais velhos, como preparação para bolas mais pesadas. E, ainda, para crianças que não tenham uma habilidade geral. Por isso ela seria muito útil nas escolas. A bola de plástico é melhor para 7-9 anos. A mini-mikasa é melhor para crianças acima de 10 anos. Crianças mais novas, especialmente meninas, acham-na muito pesada e dura para bater. A bola senior é a melhor bola para crianças acima de 12 anos. Uma coisa interessante, entretanto, é que ambas as bolas (mini-mikasa e senior) provavelmente podem ser usadas por idades mais jovens se as enchermos com menos ar do que o previsto normalmente.</p>
<p>Quadra: 3 x 3 é a melhor forma para o mini vôlei. A quadra &#8220;pequena&#8221; é utilizada para todas as idades, mas a &#8220;larga&#8221;, algumas vezes, é melhor para acima de 10 anos. Algumas indicações dão-nos conta que 4 jogadores numa quadra &#8220;média&#8221; é muito bom depois de um período de treinamento, quando já têm uma rotina suficiente para praticar movimentos táticos.</p>
<p>Rede: neste projeto, cada grupo de 7-9 anos usou redes de 1,80m e, os de 10-12 anos, 2,10m. Muitos treinadores acham a rede demasiado alta. Para jogos demorados e mais intensivos a rede deveria ser mais baixa. Quando o jogo é muito rápido e intenso, a rede deve ser mais baixa e, quando o jogo não é intenso, a rede deve ser mais alta. Entretanto, não podemos esquecer que este projeto diz respeito aos iniciantes na sua primeira fase. Provavelmente seria melhor que a rede ficasse mais alta quando o primeiro estágio fosse ultrapassado e as crianças já estivessem boas para ultrapassar a bola por cima da rede com técnica suficientemente correta. Não podemos ignorar o passo inicial. O jogo deve ser movimentado desde a primeira vez que as crianças tentarem fazê-lo, caso contrário acharão outros jogos mais atraentes. Jogos com bola devem ser intensos e atraentes desde o começo.</p>
<p>Método de ensino: experiências mostraram que 3 e 4 pessoas juntas num exercício cometem uma grande percentagem de erros. Exercícios 2 a 2 funcionam melhor. Crianças de 7-9 anos divertem-se mais no treinamento do que no jogo, enquanto que crianças mais velhas (10-12 anos) gostam mais de jogos do que de treinos.</p>
<p>Qualidade e intensidade são inversamente proporcionais? Uma conclusão dessa afirmativa poderia ser que não podemos exigir muitos passes e boa qualidade na iniciação do voleibol. Isto porque diminui a intensidade do jogo e o sentimento positivo em relação à essa intensidade é muito importante para a criança.</p>
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		<title>História do Mini Vôlei (II)</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 09:55:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado tático]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado técnico]]></category>
		<category><![CDATA[Combinar jogos e exercícios]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência alemã]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência polonesa]]></category>
		<category><![CDATA[Formação básica]]></category>
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		<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
		<category><![CDATA[Método de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[Métodos de aperfeiçoamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Mini vôlei no Brasil e no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Voleibol na escola]]></category>

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		<description><![CDATA[Mini Vôlei no Brasil e no Mundo (II) Tema: Introdução Natural do Vôlei na Escola.   3. A experiência alemã, por Gerhard Dürrwachter. Métodos de preparação, iniciação e aperfeiçoamento do mini vôlei. É importante combinar o aprendizado tático &#8211; através de jogos - com os fundamentos básicos para os iniciantes: jogos de menor importância não motivam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/PraiaIcaraí.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2253" title="PraiaIcaraí" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/PraiaIcaraí-300x185.jpg" alt="" width="301" height="195" /></a><strong>Mini Vôlei no Brasil e no Mundo (II) </strong></p>
<p>Tema: Introdução Natural do Vôlei na Escola.</p>
<p><strong></strong> </p>
<p><strong>3. A experiência alemã, por Gerhard Dürrwachter.</strong></p>
<p>Métodos de preparação, iniciação e aperfeiçoamento do mini vôlei.</p>
<p>É importante combinar o aprendizado tático &#8211; através de jogos - com os fundamentos básicos para os iniciantes: jogos de menor importância não motivam como faz um jogo internacional de voleibol e jogos de menor importância proporcionam uma maneira mais prática de ensinarem táticas. través dos jogos os alunos aprendem tática; aprendem a antecipar; aprendem a cooperar na defesa e no ataque; aprendem que o sucesso depende da cooperação e do mais fraco elo da cadeia; aprendem através de &#8220;tentativas e erros&#8221;, mas é necessário o ensino direto do professor; são motivados para a iniciação; entendem que é necessário aprender os fundamentos básicos através de exercícios; ganham experiências, motivação e intensificam seu interesse.</p>
<p><strong>Estratégia de ensino</strong>. Sequência de pequenos jogos, como pegar e arremessar por cima da rede; passar por cima e segurar; voleibol com saques; mini voleibol e voleibol de acordo com as regras internacionais. Notem que é um exemplo real para as escolas; muitos jogos podem ser cansativos; escolher os pequenos jogos de acordo com a capacidade dos alunos. A principal idéia do voleibol real deve ser dada através de simplificações e não interromper o jogo por causa de pequenos erros, porque isto perturba o envolvimento emocional da criança com o jogo. Durante o jogo é melhor usar palavras em códigos ou sinais para esclarecer os erros e não permitir a continuação dos mesmos. Todos os fundamentos básicos devem ser explicados claramente.</p>
<p><strong>Metodologia.</strong> Considerações e passos metódicos para os exercícios técnicos: é muito difícil ou impossível ensinar a técnica corretamente através de jogos; exercitar os fundamentos básicos separadamente; é impossível simular o jogo exatamente apenas exercitando os fundamentos.</p>
<p><strong>Exercícios. 1) </strong>É possível determinar os objetivos e os métodos do exercício; <strong>2)</strong> é possível modificar os objetivos e os métodos de acordo com o desenvolvimento dos alunos; <strong>3)</strong> durante o exercício é possível aumentar ou diminuir a intensidade do mesmo; <strong>4)</strong> durante o exercício a vontade de aprender é mais forte do que durante o jogo, especialmente se os alunos conhecem a finalidade do exercício; <strong>5)</strong> os exercícios permitem um aprendizado mais apurado.</p>
<p> &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>4. A experiência alemã, por Manfred Utz.</strong></p>
<p>O professor deverá planejar suas aulas de acordo com as habilidades dos alunos. Ele não deve considerar apenas os aspectos físicos, mas também os aspectos sociais e pedagógicos. A pesquisa tem mostrado que há quatro pontos a considerar: o objetivo do aprendizado; o conteúdo; métodos de ensino; controle do progresso do aprendizado.</p>
<p>Objetivo do aprendizado: o aspecto psicomotor inclui as habilidades básicas (força, velocidade de movimentos, resistência e suas combinações), fundamentos técnicos e táticos, a serem desenvolvidos até o grau máximo individual. Incluir o desenvolvimento da coordenação e reflexos, não somente para o jogo, mas para a vida em geral.</p>
<p>Efeitos (longo prazo): há um importante aspecto na cooperação que os elementos sociais do jogo transferem para a vida do indivíduo: aceitação das regras, aprender a comparar seu grau de habilidade em relação aos outros etc. Além disso, satisfazer a necessidade de jogo e encorajar a força de vontade para o sucesso das atividades de grande esforço e, assim, dar-lhes o senso de satisfação.</p>
<p>Aspecto cognitivo: a criança deve ter um conhecimento das regras, técnicas e táticas referentes ao voleibol.</p>
<p>Conteúdo: os movimentos básicos, como correr, parar, cair, rolar e saltar, devem ser desenvolvidos. Igualmente, a habilidade, flexibilidade, elasticidade, reflexo e velocidade de movimentos. Força e resistência não são tão importantes para as crianças.</p>
<p>No aspecto técnico há três elementos básicos a desenvolver: o passe por cima, a manchete e o saque por baixo. O elemento tático a ser desenvolvido é a percepção da quadra no momento de dar e receber o saque. As regras do mini vôlei devem ser ensinadas às crianças.</p>
<p><strong>Método de ensino</strong></p>
<p>Ensino formal e informal: o ensino formal é o melhor método de aprendizado de técnicas enquanto que o ensino informal é a melhor maneira de se aproximar das habilidades básicas como correr, saltar, etc. Escolhi o método formal, porque as crianças alcançam a meta mais rapidamente e o método informal torna isso muito demorado, fazendo com que as crianças percam o interesse pelo jogo.</p>
<p>Jogos com regras adaptadas ao jogo propriamente dito. Apesar de as crianças conhecerem os fundamentos básicos, isto não significa que elas podem jogar. Deverão praticá-los na situação de jogo, através de estágio a estágio.</p>
<p>Controle do progresso do aprendizado: é importante para o professor saber que ele alcançou sucesso através de seus métodos. Deve usar testes para os aspectos psicomotor, cognitivo e social. É importante também para a criança avaliar seu próprio desenvolvimento (aspecto pedagógico) em relação aos demais.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>5. A experiência polonesa, por Czeslaw Wielki.</strong></p>
<p>Em seu método, o professor vê três possibilidades de realizar seus objetivos:atividades obrigatórias, atividades opcionais (atividades obrigatórias a escolher entre as diferentes formas de educação física) e atividades opcionais não-obrigatórias (a escolher entre a educação física e outras atividades culturais). Em todo o complexo da educação física e do esporte educacional distinguimos certos graus ou progressos: atividades motoras de base, atividades com regras simples, atividades específicas aos esportes escolhidos e prática dos esportes (competição).</p>
<p><strong>Observações.</strong> Durante nossa experiência de diferentes atividades na escola primária os alunos mostraram interesse espontâneo pela prática do basquete e do handebol. A  despeito da habilidade motora natural entre 7-8 anos as crianças não se interessavam pelo voleibol porque o mesmo exige uma habilidade motora especial para executar o passe, o saque ou a cortada; no início, trabalhamos com crianças de 8 anos. Tínhamos atividades motoras que iam diretamente ao voleibol, prestando atenção na sua habilidade geral e objetivando uma habilidade mais específica; iniciando a prática, induzimo-las a pequenos jogos de maneira a dar-lhes uma habilidade psicomotora geral e específica apenas suficiente para iniciá-las nos elementos de base do voleibol. Posteriormente, passamos a uma formação de base onde desenvolvemos as bases específicas de todos os elementos técnicos do voleibol através de um trabalho mais sistemático, induzindo-as a vencer em &#8220;grupo&#8221; ou &#8220;equipe&#8221;, sem considerar, entretanto, a apreciação de uma técnica perfeita. Aos 15-16 anos, orientamo-las à especialização, induzindo-as a jogar baseado nas suas características somáticas; as experiências relacionadas com as atividades esportivo-motoras escolar induziu-nos a sincronizar o desenvolvimento psicossomático das crianças com os estágios de formação afim de jogar com sucesso como os melhores jogadores. Esses estágios são separados a fim de tornar a compreensão mais fácil. Na prática, estão integrados completamente:</p>
<p>Estágio 1 &#8211; Preparação preliminar (7-8 anos até 11-12 anos)&#8230; convite e iniciação.</p>
<p>Estágio 2 - Formação básica (11-12 anos até 14-15 anos)&#8230; aprendizado, aperfeiçoamento, orientação, especialização.</p>
<p>Estágio 3 - Treinamento (depois de 14 anos)&#8230; exercícios leves (escolar), exercícios pesados (total).</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Na última postagem sobre o tema &#8220;Introdução natural do vôlei na escola&#8221; trarei para vocês os comentários das experiências suecas com Jorgen Hylander e Erik Skarback, e do holandês Jaap Tel. Aguardem.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>História do Mini Vôlei (I)</title>
		<link>http://www.procrie.com.br/2010/03/26/historia-do-mini-volei-i-2234</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 20:23:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Anais do 1º Simpósio Mundial de Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[Aperfeiçoamento de professores]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola na praia]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência francesa R. Cassignol]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência italiana G. Briani]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de mini volei]]></category>
		<category><![CDATA[História do mini vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[História do Voleibol]]></category>
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		<category><![CDATA[Introdução do volei na escola]]></category>
		<category><![CDATA[Materiais didáticos]]></category>
		<category><![CDATA[Métodos]]></category>
		<category><![CDATA[Mini vôlei no Brasil e no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Modelos alternativos para escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Treino de duplas de praia]]></category>
		<category><![CDATA[Treino indoor]]></category>

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		<description><![CDATA[Mini Vôlei no Brasil e no Mundo Fazendo parte da História do Voleibol, o mini vôlei vem se desenvolvendo pelo mundo, muito embora no Brasil não tenha tido maiores estímulos. Reapresento aos leitores uma cópia dos textos postados no início dos anos 1990 em meu antigo endereço da Internet: http://users.urbi.com.br/pimentel/mini.htm. Trata-se da primeira experiência em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/DesEscotPraia.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-2233" title="DesEscotPraia" src="http://www.procrie.com.br/wp-content/uploads/2010/03/DesEscotPraia.bmp" alt="" width="287" height="163" /></a></p>
<p><strong>Mini Vôlei no Brasil e no Mundo </strong></p>
<p>Fazendo parte da <a href="http://www.procrie.com.br">História do Voleibol</a>, o mini vôlei vem se desenvolvendo pelo mundo, muito embora no Brasil não tenha tido maiores estímulos. Reapresento aos leitores uma cópia dos textos postados no início dos anos 1990 em meu antigo endereço da Internet: <a href="http://users.urbi.com.br/pimentel/mini.htm">http://users.urbi.com.br/pimentel/mini.htm</a>. Trata-se da primeira experiência em tornar público os Anais do <a href="http://www.procrie.com.br">1º Simpósio Mundial de Mini Voleibol </a>realizado na Suécia em 1975 patrocinado pela FIVB. E, de alguma forma, contribuir para a sua difusão no Brasil. Na sequência dessas três postagens trarei o relato de alguns professores renomados que lá estiveram realizando palestras.</p>
<p>PROJETOS (<a href="http://www.procrie.com.br">Quem faz)</a></p>
<ul>
<li>Cursos e palestras para professores</li>
<li>Iniciação ao vôlei: princípios e métodos</li>
<li>Introdução do voleibol na escola</li>
<li>Mini vôlei</li>
<li>Festival de mini vôlei</li>
<li>A escola na praia</li>
<li>Treinamento de duplas de praia</li>
<li>Treinamento <em>indoor<strong> </strong></em></li>
</ul>
<p><strong>Educação. </strong>O apoio à Educação concentra-se em ações que visem à melhoria do ensino no país, canalizadas através de quatro possíveis linhas principais:</p>
<ul>
<li>Aperfeiçoamento de professores</li>
<li>Elaboração de materiais didáticos</li>
<li>Produção científica</li>
<li>Modelos alternativos de escolas</li>
</ul>
<p>Considera-se, na análise desses projetos, a abrangência e a capacidade multiplicadora das ações propostas no universo da rede de ensino. Essas ações estarão voltadas para projetos de pesquisa ou relacionadas ao ensino de 1° e 2° graus, com evidente empenho a nível superior, mercê da atuação e pesquisas na área universitária. Num passo à frente, iniciativa conjunta com organismos internacionais objetivando estimular o intercâmbio entre pesquisadores de vários países.</p>
<p><strong>Roteiro &amp; Informações</strong>. É possível solicitar a confecção de projetos isolados na área de voleibol ou inseridos em programas especiais da sua entidade. Pedidos podem ser encaminhados ao autor em qualquer época do ano. Devem demonstrar o empenho de viabilizar o projeto mediante aporte financeiro ou, ainda, mobilização de esforços institucionais ou comunitários.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>Anais do <a href="http://www.procrie.com.br">1º Simpósio Mundial de Mini Vôlei</a>, Suécia, 1975.</strong></p>
<p><strong>Tema: Introdução Natural do Vôlei na Escola</strong></p>
<p><strong>1. A experiência francesa, por Raymond Cassignol.</strong></p>
<p>O ritmo e suas implicações filo-psico-sócio-pedagógicas.</p>
<p>Filosofia: Ajudar o indivíduo a ser harmônico e satisfeito consigo mesmo.</p>
<p>Livre amplitude de movimentos, a respiração rítmica com o esforço muscular.</p>
<p>Movimento: qual movimento? Em que direção? Com qual energia? Com qual duração?</p>
<p>O ritmo pode ser regular, irregular, livre e variável. O ritmo deve ser obtido ou desenvolvido.</p>
<p>Aplicação no voleibol: O conhecimento de seus próprios limites permite impulsionar estes limites.</p>
<p>A melhor coisa não é comunicar sua riqueza aos outros, mas alcançá-la por si próprio.</p>
<p>Combinações: espaço movimento direto, movimento em curva; duração vagarosa ou rápida; energia forte ou leve; participação no trabalho dos pés; coordenação de braços e pernas e integração com a bola.</p>
<p>Métodos de preparação, iniciação e aperfeiçoamento do mini vôlei.<strong> </strong>No filme exibido foi mostrado um novo método para ensinar voleibol, o <em>trumpet method</em>. Três são as razões para se usar este método: muito atraente; quando os meninos ouvem a trombeta eles se movimentam; as crianças executarão os passes de voleibol; é recreação com música. Terão tempo para a ação e para a recreação. Esse método é interessante porque os alunos criam seus próprios movimentos. O voleibol deve ser ensinado na escola ou deve haver escolas especiais para ensinar voleibol? Ambos os sistemas são eficazes: o voleibol é um dos jogos mais educativos entre os jogos coletivos; o voleibol é apresentado como uma coisa séria, não um jogo; ele pode ser descrito como sujeito a uma espécie de escola; num clube pode-se ter mais aulas e a prática do voleibol. Os 5 estágios do método significam o aprendizado total do voleibol: 1° estágio (1&#215;1); 2° estágio (1+1) x (1+1); 3° estágio (3&#215;3) senso de coletividade; 4° estágio (3 + 1); 5° estágio (6&#215;6).</p>
<p>Observações que o método sugere: trabalhar com diferentes materiais ao mesmo tempo; se um aluno está fraco ou atrasado no crescimento ele não é posto de lado; um mínimo de programa comum pode ser aplicado durante 3 anos; cada indivíduo deve estar consciente da sua própria importância, ainda que se encontre fora da equipe como mero observador, árbitro ou reserva; o professor deve ter uma estrutura aberta com a turma; não deve contar somente com um membro da equipe, mas com todos.</p>
<p><strong>2. A experiência italiana, por Gianfranco Briani.</strong></p>
<p>A idéia principal é proporcionar divertimento, ao mesmo tempo em que são dadas as instruções. Depois de serem estabelecidas as principais regras e de estudados os métodos de preparação, os aspectos fisiológicos etc., resta estabelecer a organização do mini-vôlei. Os programas podem ser diferentes de país para país, mas o que se pergunta é: Quem deve organizar o mini-vôlei? Seriam a Federação, os clubes, alguma instituição, ou as escolas? Qual a melhor solução?</p>
<p>A Federação italiana entendeu que o melhor caminho seria através das escolas. Por esta razão, procurou-se adaptar o mini-vôlei ao programa das escolas primárias e, assim, a escola é diretamente responsável pela introdução das suas principais características. Este caminho ocasionou problemas de ensino e, por isso, a Federação deu-lhes as seguintes escolhas: a Federação dá às escolas as regras do mini vôlei, planos de trabalho com exercícios técnicos típicos, diferentes exercícios de força, ritmo, número de repetições, dificuldade etc. Todos adaptados à idade e ao grau das crianças. Ou, então, procurar exercícios e jogos que, por tradição, são sempre incluídos nos programas das escolas e que são conhecidos pelos professores, com a finalidade de engajar todos os alunos de uma mesma classe ao mesmo tempo. Os alunos precisam continuamente de técnicas cada vez maiores. E por certo, os professores deverão acompanhar este nível de exigência. As orientações dadas aos professores das escolas originam-se de publicações, palestras, material a ser empregado etc. Mas estes são aspectos gerais e não exatamente planos para o mini vôlei. As experiências de jogos 2&#215;2 em quadras de 3m x 3m têm tido sucesso, porquanto jogos de duplas (ou mesmo trincas) não requerem alunos extremamente treinados. O maior espaço a ser utilizado contribui para que todos pratiquem ao mesmo tempo. Além disso, as orientações fornecidas são no sentido de que haja continuidade no jogo e, para tal, a simplificação das regras deu excelentes resultados. Certamente, seria melhor ter professores especializados em mini vôlei, mas nada impede que outros professores dêem as primeiras instruções de voleibol às crianças de 9-11 anos, jogando com regras simplificadas, 2&#215;2, 3&#215;3 ou 4&#215;4. Nas escolas italianas o voleibol é um dos quatro esportes obrigatórios, ao lado do atletismo, da ginástica e do basquete, os quais permitem tomar parte nos <em>Jogos da Juventude</em>, uma manifestação nacional que é um verdadeiro campeonato escolar, reservado para alunos da escola secundária (12-14 anos). Como informação adicional, o campeonato da Federação começa com a idade de 14 anos.</p>
<p>Na próxima postagem estarei convidando dois professores alemães &#8211;  Gerhard Dürrwachter e Manfred Utz – além do professor polonês, Czeslaw Wielki, que dissertaram sobre o desenvolvimento do mini vôlei em seus países. Devo dizer que todo o meu empenho em relação ao mini deveu-se em grande parte ao conhecer o trabalho do professor G. Dürrwachter e receber dele um segundo livro a respeito da Iniciação e Formação de jogadores. Infelizmente, não consegui traduzi-lo do alemão.</p>
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		<title>Como Tudo Começou, Suécia-1975</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2010 00:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto A. Pimentel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mini Vôlei]]></category>
		<category><![CDATA[1º Simpósio Mundial de Mini voleibol]]></category>

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		<description><![CDATA[1° Simpósio Mundial de Minivoleibol, FIVB – 1975  Ronneby, Suécia.  Inicialmente, com uma ponta de saudosismo, reporto-me ao início de minha cruzada em favor de uma educação de qualidade para crianças. Deixo consignado como tudo aconteceu. Perdoem-me a emoção que se descortina em cada linha, mas, acreditem, tudo aconteceu assim. Fábrica de sonhos. Quando se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1° Simpósio Mundial de Minivoleibol, FIVB – 1975  Ronneby, Suécia. </strong></p>
<p>Inicialmente, com uma ponta de saudosismo, reporto-me ao início de minha cruzada em favor de uma educação de qualidade para crianças. Deixo consignado como tudo aconteceu. Perdoem-me a emoção que se descortina em cada linha, mas, acreditem, tudo aconteceu assim.</p>
<p><strong>Fábrica de sonhos.</strong> Quando se tem como oferta produzir qualquer tipo de educação para “400 mil alunos em 4 anos”, pensa-se em se trabalhar também com marketing e comunicação, onde todas as temáticas passam a ser de seu interesse e o sentimento é de estar num país que não tem olhos de ver, que ainda não acordou para a sua realidade.</p>
<p>O tempo passou muito rápido desde que voltei das primeiras experiências em 1974-75, mas ainda preciso compartilhar com vocês. Fui convidado a realizar um curso em Recife (PE) e, no ano seguinte, a participar de um encontro mundial sobre iniciação ao voleibol em terras longínquas, quase no topo do mundo, lá na Suécia. Esta foi a primeira vez que a Federação Internacional resolveu discutir com professores o tema e o seu papel no desenvolvimento do esporte. Na mesma sala, muitos docentes e técnicos de diversas nacionalidades, gente importante do esporte, com muita experiência, autores consagrados. Todos unidos, próximos, para falar em linguagem simples de como ensinar a aprender o movimento e como isso era importante de ser compreendido. À nossa volta, prontos para as aulas práticas, uma dúzia de lindas crianças suecas, todas entre 10-13 anos de idade, com seus olhares azuis, faces rosadas e cabelos loiros, quase brancos.</p>
<p>Durante oito dias permanecemos num verdejante hotel na pequena cidade de Ronneby, pouco mais ao sul da capital Estocolmo. Corria o mês de julho, pleno verão para eles e o sol insistia em não se retirar, aquecendo corpos alvejados pelo longo inverno, como se compensasse tanta ausência. O firmamento jamais se entregava à noite, prejudicando o brilho das estrelas. Neste cenário, várias demonstrações, aulas, palestras, filmes, debates e discussões em torno do tema ajudaram a construir e preencheram nossos dias. Em slides, calcamos nossa fala numa das mais animadas reuniões: versava sobre o emprego do jogo de PETECA na iniciação ao vôlei. Tivera o cuidado de fotografar a atividade em várias praias do Rio e Niterói, o que contribuiu para uma verdadeira descontração entre os participantes. E até por que o meu intérprete foi o mexicano Ruben Acosta, até pouco tempo o presidente da FIVB.</p>
<p>Ficamos muito tempo sem nos falar, eu e os meus pares. Os responsáveis pela educação ou pelo esporte do Brasil em momento algum se deram conta do interesse que aquele encontro despertou em outras nações e sua importância ao serem discutidos temas pertinentes. Percebendo o quanto o mundo hoje é pequeno, assistimos a humanidade se digladiar. Somos, realmente, uma sociedade de resultados, imediatista, sem qualquer pretensão ao planejamento, pesquisa ou estudo. Fui obrigado a me mexer, a me mostrar para, obstinadamente, não deixar morrer o sonho de ajudar a construir um outro mundo para as crianças.</p>
<p>Lembro das formigas, das abelhas, as sociedades perfeitas onde todos parecem saber o que devem fazer. Porque, afinal, todos têm o mesmo foco: construir um mundo melhor. E você bate com a cara na porta porque isto é tarefa do governo, esbarra nos interesses escusos, na insensibilidade dos dirigentes e dos próprios pais. Mas tudo isso é compensado quando se vê um sorriso de criança, pobre ou rica, numa confraternização que mostra que pelo menos a utopia é possível. E isto vivenciei, tanto na Barra e Ipanema – bairros nobres do Rio de Janeiro –, como no Morro do Cantagalo e nos CIEPs da periferia. Um dia, tenho certeza, ainda verei um número que desconheço – multiplicado por 100 mil – estará por aí, nas escolas, nas praças, com suas bolas e bonecas, alegres e divertidos, a brincar e a jogar. E em todos pequenos corações a inscrição: “um outro mundo é possível”!</p>
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